Etiquetas
Cinema, Comédia, Comédia Musical, Danny Kaye, Farsa, Michael Kidd, Noel Purcell, Paul Gallico, Pier Angeli, Salvatore Baccaloni
Quando, no Verão de 2017, A Janela Encantada apresentou o ciclo Danny Kaye (Reis da comédia V), ficou um filme por analisar. Ficou também a promessa de actualizar o ciclo quando fosse possível. É-o agora, e por isso é hora de completar a homenagem ao comediante norte-americano, com o filme “Viva o Palhaço”.
Andrew Larabee (Danny Kaye) é um inocente professor de arqueologia, dominado pelo seu pai (Noel Purcell), que o quer autor publicado antes de o promover no colégio que dirige, e o deixar casar com Letitia (Patricia Cutts), a sua noiva de há cinco anos. Tal leva Andrew a viajar para o Sussex para procurar uma estatueta de Pã, deparando com um circo no mesmo terreno. Aí, Andrew fica amigo dos Gallini, sobretudo de Selena (Pier Angeli), por quem se apaixona enquanto se envolve em peripécias no circo, que o fazem questionar que vida quer mesmo para si. Continuar a ler


A coroa do reino de Inglaterra foi usurpada por Roderick (Cecil Parker), que chacinou toda a família real, menos um bebé, à guarda do rebelde Black Fox, e dos seus homens. Entre eles, o artista de circo Hawkins (Danny Kaye) é incumbido de passar pelo novo bobo da corte, para ganhar acesso à sala do rei e roubar uma chave. Só que devido, a uma série de confusões de identidade, Hawkins vai ser tomado por um assassino contratado pelo maquiavélico Sir Ravenhurst (Basil Rathbone), ter de cortejar a princesa Gwendolyn (Angela Lansbury), e lutar pela vida em duelo com o bruto Sir Griswold (Robert Middleton).
Tendo-se conhecido durante a Segunda Guerra Mundial, Bob Wallace (Bing Crosby) e Phil Davis (Danny Kaye) tornam-se um duo de sucesso no teatro musical, com os seus números de canto e dança. Quando Bob e Phil visitam um par de irmãs de um ex-companheiro do exército, Betty e Judy Haynes (Rosemary Clooney e Vera-Ellen, respectivamente), que também cantam e dançam, Phil decide que é altura de fazer Bob apaixonar-se. No seguimento das peripécias, o quarteto acaba numa pousada no Vermont, dirigida pelo ex-general de Bob e Phil (Dean Jagger). É quase Natal, e o par decide salvar a pousada da falência, montando ali o seu requintado espectáculo, enquanto Phil e Judy tentam que Bob e Betty se apaixonem.
Jack Martin (Danny Kaye) é um entertainer nos salões nocturnos da Riviera francesa, que um dia se apercebe da sua enorme semelhança ao aviador e herói nacional francês Henri Duran (também Kaye). Quando Duran tem de partir à pressa, e em segredo, para tratar de negócios que evitem a sua ruína financeira, Jack é contratado para se fazer passar por ele numa festa. Aí Jack tem de lidar com a conquista da esposa de Duran, Lili (Gene Tierney), que nunca viu o marido ser tão afectuoso, a chegada de amantes de Duran, os ciúmes da sua própria namorada, Colette (Corinne Calvet), e as investidas negociais do rival de Duran, Felix Periton (Jean Murat).
Depois de ser forçado a deixar a companhia ambulante de ciganos para quem trabalhava, Georgi (Danny Kaye) é preso por vagabundear numa cidade de província, na França napoleónica. Só que, temendo as autoridades a chegada de um Inspector Geral, que lhes exponha a corrupção, o prefeito (Gene Lockhart) e os seus oficiais (todos da família e igualmente corruptos) crêem ser Georgi o inspector disfarçado e tratam-no com todas as honras. A chegada de Yakov (Walter Slezak), o anterior chefe de Georgi, faz a dupla tornar-se mais exigente nas compensações financeiras, e os oficiais locais decidem matar Georgi, que apenas quer comprar de volta o antigo órgão de igreja e merecer o amor da bela criada Leza (Barbara Bates).
Quando Honey Swanson (Virginia Mayo), cantora de jazz e namorada do gangster Tony Crow (Steve Cochran), procura desaparecer de circulação, para escapar aos olhares da polícia, que a quer como testemunha nos crimes de Crow, acaba numa biblioteca onde o professor Hobart Frisbee (Danny Kaye) e a sua equipa de musicólogos trabalham numa enciclopédia de música universal. Mas logo a presença de Honey se vai revelar uma distracção, não só por trazer a novidade dos ritmos da música moderna que os eruditos ainda não conhecem, como por fazer com que Frisbee se apaixone por ela.
Walter Mitty (Danny Kaye) é um editor de Nova Iorque, que trabalha em revistas de contos fantásticos. A sua vida aborrecida, onde é explorado pelo patrão (Thurston Hall), e empurrado para um noivado que nada lhe diz, leva-o a sonhar acordado com fantasias onde é sempre o herói, que enfrenta bandidos e salva a sua amada. Um dia essa amada das suas fantasias surge-lhe na forma de Rosalind van Hoorn (Virginia Mayo), uma mulher que lhe pede protecção contra um perseguidor. Sem saber como, Mitty vê-se envolvido numa história de um caderno desaparecido, contendo informações sobre jóias holandesas, que leva a que a sua vida esteja em perigo.
Burleigh Sullivan (Danny Kaye) é um vendedor de leite que um dia, ao tentar proteger a irmã (Vera-Ellen), acaba por passar por ter deixado inconsciente o famoso campeão de boxe Speed McFarlane (Steve Cochran), quando de facto, este, bêbedo, foi derrubado pelo seu guarda-costas Spider Schultz (Lionel Stander), igualmente bêbedo. Com o interesse da imprensa sobre quem é Burleigh, o empresário de McFarlane, Gabby Sloan (Walter Abel), decide usar a publicidade para tornar Burleigh num lutador. Este, para impressionar a namorada Polly Pringle (Virginia Mayo), aceita, sem saber que os combates são combinados para gerar expectativa até ao confronto final com o próprio McFarlane.