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Socialismo eslavo

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O socialismo eslavo (croata: Hrvatski socijalizam) foi o nome dos fundamentos da ideologia socioeconômica que o movimento Ustaše no Estado Independente da Croácia começou a construir durante a Segunda Guerra Mundial. O regime de Ante Pavelić produziu uma extensa literatura sobre a organização econômica e política que seguiria o novo estado croata, concluindo em adotar um socialismo puramente croata, fortemente inspirado no nacional-socialismo alemão, baseado na colaboração de classes para o benefício comum e o Nacionalismo étnico. As autoridades argumentaram que o chamado "socialismo croata" era o modelo adequado à natureza do povo croata, que ao longo de sua história se caracterizou por seu espírito comunitário, solidário e cooperativo, e por sua estrutura operário-camponesa. Os fundamentos do socialismo autônomo como sistema de comunidades de interesse autônomas já foram elaborados teoricamente no Estado Independente nas obras do filósofo Stjepan Zimmermann, o filósofo e indólogo Čedomil Veljačić, o sociólogo e etnólogo Mirko Kus Nikolajev, assim como o sindicalista Aleksandar Seitz.[1][2] Os acadêmicos do Gatestone Institute afirmam que a perseguição aos muçulmanos na europa pelos neonazistas é semelhante ao próprio nazismo no século XX com relação aos judeus.[3]

História

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A Croácia teve um governo durante a ocupação nazista cujo chefe também era chamado de Führer, praticando boa parte do genocídio contra os antigos iugoslavos,[4] cujos seguintes pontos foram aplicados em 1941: A criação de uma Grande Croácia com a Bósnia e Herzegovina e alguns outros territórios eslavos do Sul, extermínio de todos os sérvios ortodoxos de uma maior Croácia ou a sua Croatização e reconhecimento apenas da minoria búlgara,[5][6][7][8][9][10][11][12][13][14][15][16][17] numa tentativa de suprimir todos os grupos indesejados: sérvios, judeus, ciganos, croatas dissidentes e outros, chegando a matar até 700 mil pessoas durante a guerra, dos quais 500 mil eram da etnia sérvia.[18][19][20][11][12][13][14][15][21][17][6][7][8][9][10] Os fascistas poloneses fizeram pogroms contra judeus inclusive no pós-Segunda Guerra.[22][23] Na Croácia foi efetuada em 2018 a maior marcha neonazi regular do Século XXI na Europa com 10 mil croatas.[24][25]

Pavelić discursa no Parlamento Croata em 23 de fevereiro de 1942

Exilados ucranianos nazistas se organizaram fora de seu país contra a URSS desde os anos 30 durante o holodomor[26][27][28][29][30] e o atual movimento nazista no país conseguiu pressionar seu governo para votar contra uma resolução antifa na ONU[31][32] e ter uma forte assistência militar internacionais sejam elas estatais ou privadas, inclusive fora da Europa.[33][34][35][36][37][38][39][40] O movimento nazi ucraniano por exemplo tem como uma das suas características mais marcantes no século XXI a homofobia.[41][42] Em países como a Chéquia, o movimento nazista fez pressão para que políticos do país não comparecessem a festividades antinazistas no exterior.[43] Na Grécia, o movimento nazi teve alta representação no parlamento desde 2008.[44] Em países como Turquia, o Mein Kampf virou best-seller de vendas em 2015.[45] No século XXI é considerado que a Rússia possua a maior quantidade de organizações neonazis do mundo, a maioria de inspiração neopagã.[46][47] O próprio Erdogan tem chamado lideranças europeias de nazistas em 2017.[48] Atualmente só na Ucrânia existem mais de mil organizações neonazistas de média e grande envergadura.[49] O governo ucraniano da época de Stephan Bandera se perpetuou no exílio até a queda da União Soviética.[50] Gestapo e Abwehr eram instituições oficiais protegidas seguidoras de Bandera, como ambas as organizações pretendiam usá-lo para seus próprios propósitos.[51][52][50][53] Nazistas cooperaram intensamente com o governo fantoche ucraniano.[54] No pós guerra, as nações cativas fundaram a organização Liga Antibolchevique Mundial com presença proeminente neonazi.[55][55] A sede go governo fanthe no final da guerra na prática ficava na embaixada da Ucrânia em Berlim.[56][57][58] O antissemitismo ucraniano era anti-esquerda e preconizava o extermínio do povo judeu ao invés de sua assimilação.[59][60][61][62][63] Os nacionalistas ucranianos também estavam entre as principais lideranças da Operação Barbarossa com a presença de Bandera e Stetsko.[57] Esses nazistas recebem apoio dos Estados Unidos até o século XXI.[64] Na Croácia foi efetuada em 2018 a maior marcha neonazi regular do Século XXI na Europa com 10 mil croatas.[24][25]

Conforme Vladimir Putin, a Ucrania possui um governo nazista.[65] Apesar do país possuir um governo democrático e um governante representante de minoria religiosa (massacrado pelo nazismo), é considerado um celeiro de diferentes milícias neonazistas, que ganharam prestígio de parte da população local devido combater a Rússia duas vezes em 2014: tomada da Crimeia e apoio aos rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia.[65]

Ultranacionalistas e neonazistas entraram em combates contra os russos formando tropas paramilitares, que as vezes atuam com as Forças Armadas do país. Estando na frente de combate no leste da Ucrânia atualmente.[65] Foram estimulados por alguns governos, como o de Petro Poroshenko (2014-2019), com seu ministro do Interior, Arsen Avakov controlando as milícias, a polícia e a Guarda Nacional. Era ligado ao líder de um dos principais grupos da direita radical, o Azov; que treina militarmente crianças.[65]

Bibliografia

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  • S. Trifkovic, Ustaša: Croatian Fascism and European Politics, 1929−1945, The Lord Byron Foundation, 2011
  • R. McCormick, Croatia under Ante Pavelic: America, The Ustaše and Croatian Genocide
  • Annie Lacroix-Riz, Le Vatican, l’Europe et le Reich de la Première Guerre mondiale à la guerre froide, Paris, 1996, p. 417.
  • Preparata, Guido Giacomo. Conjuring Hitler. How Britain and the USA Created the Third Reich.


Referências

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  2. «"Komunizam u percepciji hrvatske nacionalističke inteligencije 1938.–1945".».
  3. Debate Heats Up Over Muslims In France
  4. B. J. Fischer (ed.), Balkan Strongmen: Dictators and Authoritarian Rulers of Southeast Europe, Londres: C. Hurst & Co. (Publishers) Ltd, 2006, 228−271
  5. A. J. Bellamy, The Formation of Croatian National Identity: A Centuries-Old Dream, Manchester−New York: Manchester University Press, 2003
  6. 1 2 M. Gross, Povijest pravaške ideologije, Zagreb: Institut za hrvatsku povijest, 1973; M. S. Spalatin, “The Croatian Nationalism of Ante Starčević, 1845−1871”, Journal of Croatian Studies, 15, 1975, 19−146; G. G
  7. 1 2 Gilbert, “Pravaštvo and the Croatian National Issue”, East European Quarterly, 1, 1978, 57−68
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  9. 1 2 Ј. Хорват, Странке код Хрвата и њихова идеологија, Београд: Политика, 1939
  10. 1 2 В. Ћоровић, Црна књига: Патње Срба Босне и Херцеговине за време Светског Рата 1914−1918, Удружење ратних добровољаца, 1996
  11. 1 2 М. А. Ривели, Надбискуп геноцида: Монсињор Степинац, Ватикан и усташка диктатура у Хрватској 1941−1945, Никшић−Јасен, 1999
  12. 1 2 A. Benigar, Alojzije Stepinac hrvatski kardinal, Rim, 1974; S. Alexander, The Triple Myth. A Life of Archbishop Stepinac, Nova York, 1987
  13. 1 2 М. А. Ривели, Бог је с нама: Црква Пија XII саучесника нацифашизма, Никшић: Јасен, 2003; Д. Р. Живојиновић, Ватикан, Католичка црква и југословенска власт 1941−1958, Београд: Просвета−Терсит, 1994, 11−127
  14. 1 2 Tajni dokumenti o odnosima između Vatikana i ustaške NDH, Zagreb, 1948; V. Dedijer, Vatikan i Jasenovac. Dokumenti, Belgrado, 1987
  15. 1 2 D. Živojinović, D. Lučić, Varvarstvo u ime Hristovo. Prilozi za Magnum Crimen, Beograd, 1988
  16. M. Bulajić, Misija Vatikana u Nezavisnoj Državi Hrvatskoj, I−II, Belgrado, 1992
  17. 1 2 The Real Genocide in Yugoslavia
  18. V. Žerjavić, Population Losses in Yugoslavia 1941−1945, Zagreb: Hrvatski institut za povijest, 1997
  19. С. Аврамов, Геноцид у Југославији у светлости међународног права, Београд, 1992
  20. В. Крестић, Геноцидом до Велике Хрватске. Друго допуњено издање, Јагодина: Гамбит, 2002
  21. M. Bulajić, Misija Vatikana u Nezavisnoj Državi Hrvatskoj, I−II, Belgrado, 1992
  22. Neighbors: The Destruction of the Jewish Community in Jedwabne, Poland
  23. Jews in Nazi-Occupied Poland: The Kielce Pogrom
  24. 1 2 Neo-Nazis and Nuns: Photos of Europe's 'Largest Fascist Rally'
  25. 1 2 Warum im österreichischen Bleiburg jedes Jahr das größte Neonazi-Treffen Europas stattfinden kann
  26. Per Anders Rudling. "Memories of 'Holodomor' and National Socialism in Ukrainian Political Culture," in Yves Bizeul (ed.), Rekonstruktion des Nationalmythos?: Frankreich, Deutschland und die Ukraine im Vergleich (Göttingen: Vandenhoek & Ruprecht Verlag, 2013)
  27. The SS (Schutzstaffel): Organization of Former SS Members (ODESSA)
  28. Patriot Driven: The Life and Times of James Forrestal
  29. Is the US backing neo-Nazis in Ukraine?
  30. Declassified Papers Show U.S. Recruited Ex-Nazis
  31. «Despite US veto, resolution condeming Nazi 'glorification' passes UN committee vote» Jerusalem Post, December 11, 2016
  32. Report on combatting glorification of Nazism, neo-Nazism and other practices that... forms of racism, racial discrimination, xenophobia and related intolerance.
  33. The Right Wing's Role in Ukrainian Protests
  34. DESPITE US VETO, RESOLUTION CONDEMING NAZI 'GLORIFICATION' PASSES UN COMMITTEE VOTE
  35. John McCain Went To Ukraine And Stood On Stage With A Man Accused Of Being An Anti-Semitic Neo-Nazi
  36. Spiegel Staff (27 de janeiro de 2014). «The Right Wing's Role in Ukrainian Protests». Der Spiegel. Consultado em 5 de fevereiro de 2014
  37. Preparing for War With Ukraine’s Fascist Defenders of Freedom
  38. Far-right group at heart of Ukraine protests meet US senator
  39. Ukraine: far-right extremists at core of 'democracy' protest
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  41. «Leading Ukraine Opposition figure surprises supporters by denouncing gay marriage». Consultado em 11 de junho de 2017. Arquivado do original em 2 de junho de 2014
  42. In Ukraine, fascists, oligarchs and western expansion are at the heart of the crisis
  43. Zeman won’t attend May 9 military parade in Moscow
  44. Partido neonazista ganha vaga no parlamento grego
  45. O renascimento do nazismo na Europa – não é somente racismo
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  47. E. Moroz, “Vedaism and Fascism,” Barer: antifashistskii zhurnal 4 (1994)
  48. Erdogan: I'll keep up 'Nazi' taunts if I'm called 'dictator'
  49. V. Litvin, “On Contemporary Ukrainian Parties, Their Supporters and Leaders,” Politologichni chitannia 1 (1992): 62. e Politychni partii Ukrainy, spravochnik (Political parties of the Ukraine, a handbook) (Kiev: Naukove Tovaris dvo imeni Petra Mohiliy, 1998), 533.
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  61. Predefinição:Ua icon Orest Dzuban "Українське державотворення. Акт 30 червня 1931. Збірник документів і матеріалів" (Львів-Київ: Піраміда, 2001) p.153
  62. Predefinição:Ua icon "Події на західноукраїнських землях (інтерв’ю з доцентом др. Г.І.Байєром)", Краківські вісті, 6 липня 1941.
  63. Karel C. Berkhoff; Marco Carynnyk (1999). The Organization of Ukrainian Nationalists and Its Attitude toward Germans and Jews. [S.l.]: Harvard Ukrainian Studies. p. 171
  64. Is the US backing neo-Nazis in Ukraine?
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