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Colegiada

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BERJAYA

Uma colegiada ou igreja colegiada designa um templo católico onde se celebravam ofícios litúrgicos semelhante ao das catedrais, organizadas em torno de um cabido ou colégio de clérigos, constituído por várias dignidades, conhecidas como raçoeiros, beneficiados ou prebendários (porque recebiam parte da ração, isto é, uma pare das prebendas daquela igreja)[1].

Os párocos das colegiadas detinham o título honorífico de priores ou reitores.

A criação de uma colegiada obedecia a diferentes razões, como a anterior existência de uma catedral na cidade, ou querer dar maior importância a uma povoação que não era sede episcopal.

Em Portugal, a maior parte das colegiadas foram fundadas na sequência da Reconquista Cristã[2], sendo escassas no Norte, e dominando sobretudo no Centro (por exemplo, a Colegiada de Santa Justa de Coimbra[3]) e no Sul de Portugal, designadamente na diocese de Lisboa (caso da Colegiada de São Pedro de Torres Vedras[4]).

As colegiadas mais antigas tinham o direito de se intitularem insignes colegiadas, e as que pertenciam ao padroado régio recebiam o título deinsigne e real colegiada.

Algumas das mais famosas igrejas colegiadas em Portugal foram as de Nossa Senhora da Alcáçova, em Santarém (que dependia directamente da Santa Sé[5]), e a de Nossa Senhora da Oliveira, em Guimarães, ambas pertencentes ao padroado régio.

A maior parte das colegiadas foram extintas após o triunfo dos liberais, em 1834. Apenas a Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira permaneceu, pelo seu grande prestígio, até ao advento da República, em 1910 – tendo, no entanto, sido restaurada em 1967.

Referências

  1. Rodrigues, Ana Maria S. A. (2000). «Colegiadas», in Dicionário de História Religiosa de Portugal. Dir. de Carlos Moreira de Azevedo. Lisboa: Círculo de Leitores, p. 399. ISBN 972-42-2313-2.
  2. Rodrigues, Ana Maria S. A. (2000). «Colegiadas», in Dicionário de História Religiosa de Portugal. Dir. de Carlos Moreira de Azevedo. Lisboa: Círculo de Leitores, p. 399. ISBN 972-42-2313-2.
  3. Campos, Maria Amélia Álvaro de (2017). Cidade e religião. A Colegiada de Santa Justa de Coimbra na Idade Média. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra. ISBN 978-989-26-1315-4. https://doi.org/10.14195/978-989-26-1316-1.
  4. Rodrigues, Ana Maria S. A., (1985). «As colegiadas de Torres Vedras nos séculos XIV e XV». Didaskalia, vol. XV, fasc. 2, pp. 369-434. ISSN: 0253-1674. https://doi.org/10.34632/didaskalia.1985.870.
  5. Rodrigues, Ana Maria S. A. (2000). «Colegiadas», in Dicionário de História Religiosa de Portugal. Dir. de Carlos Moreira de Azevedo. Lisboa: Círculo de Leitores, p. 399. ISBN 972-42-2313-2.

Ver também

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