Michelin
| Michelin | |
|---|---|
Sede da Michelin | |
| Razão social | Michelin S.A. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | Euronext: ML |
| Atividade | Automobilística |
| Fundação | 28 de maio de 1889 (136 anos) |
| Sede | Clermont-Ferrand, França |
| Área(s) servida(s) | |
| Empregados | 113.000 (2012) |
| Produtos | Pneumáticos |
| Website | michelin.com.br michelin.pt michelin.com |
Michelin é uma empresa multinacional francesa fabricante de pneus com sede em Clermont-Ferrand, na região de Auvergne-Rhône-Alpes, na França. É a segunda maior fabricante de pneus do mundo, atrás da Bridgestone, e maior que a Goodyear e a Continental. Além da marca Michelin, ela também é proprietária da empresa de pneus Kléber, da Uniroyal-Goodrich Tire Company, das marcas SASCAR, Bookatable e Camso.
A Michelin também se destaca pelo Guia Michelin, uma publicação turística destinada a classificar restaurantes e hotéis e pelo mascote da empresa, Bibendum, que é um humanoide composto por pneus.
História
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Fundada em 1889 pelos irmãos Édouard e André Michelin, a empresa tem 68 unidades de produção em 17 países que produzem 178 milhões de pneus por ano e está comercialmente presente em mais de 170 países do mundo com uma participação no mercado mundial de cerca de 14%. O Boneco Michelin - Bibendum é seu mascote desde 1898.[1]
Em 1900, os irmãos Michelin lançaram o primeiro ''Guia Michelin'', inicialmente voltado a motoristas com o objetivo de incentivar o uso do automóvel. [2]
Em 1946, apresentou o pneu radial (ou “pneu X”), tecnologia que trouxe maior durabilidade e eficiência energética. [3]
Até maio de 2006 era dirigida por um herdeiro da família, Édouard Michelin, que morreu afogado em um naufrágio durante uma pescaria nas proximidades da ilha de Sein.
Em 2008, começou a fornecer pneus à recém-criada Superleague Fórmula, entrando como fornecedora exclusiva.
Aquisições no Brasil
[editar | editar código]Em setembro de 2014, a Michelin comprou a Sascar, empresa brasileira de gestão de frotas e rastreamento de carga.[4]
Em 2016, comprou a fabricante de pneus Levorin, com unidades em Guarulhos e Manaus.
Estrutura corporativa
[editar | editar código]A empresa opera como Sociedade em Comandita por Ações (S.C.A.), modelo que busca estabilidade acionária e foco no longo prazo. O Conselho de Supervisão acompanha a gestão dos Sócios-Gerentes, incluindo o Presidente Executivo Florent Menegaux. [5]
Inovações e Tecnologia
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A Michelin mantém investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento voltados a pneus para veículos de passeio, comerciais, industriais e aeronáuticos. [6]
O automobilismo funciona como plataforma de testes, permitindo a transferência de tecnologias das pistas para produtos comerciais.[7]
Sustentabilidade
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A empresa adota a estratégia “All-Sustainable”, que busca equilibrar aspectos ambientais, sociais e econômicos. [8]
Metas ambientais
[editar | editar código]A Michelin pretende atingir a neutralidade de carbono até 2050, excluindo a etapa de uso dos produtos. A empresa projeta utilizar 100% de materiais sustentáveis e já desenvolveu pneus com até 58% de materiais renováveis.[9]
Sua estratégia de economia circular baseia-se nos princípios 4R: reduzir, reutilizar, reciclar e renovar.[10]
Atuação social e governança
[editar | editar código]A Michelin participa de projetos sociais e educacionais, incluindo parcerias com o Instituto Vini Jr. Ferramentas de controle da cadeia produtiva, como o projeto Rubberway, receberam reconhecimento por boas práticas ambientais e sociais.[11]
Produtos e áreas de atuação
[editar | editar código]A empresa fabrica pneus para automóveis, motocicletas, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas, equipamentos industriais, mineração e aeronaves. Também oferece serviços de mobilidade, como gestão de frotas (MICHELIN Connected Fleet/Sascar), logística e mapas digitais, incluindo o ViaMichelin.[12]
Presença Global
[editar | editar código]A sede da região sul-americana localiza-se no Rio de Janeiro. [13]
Operações no Brasil
[editar | editar código]Em Manaus, a Michelin opera uma fábrica de pneus para motocicletas e bicicletas, que recebeu investimento de R$ 100 milhões. [14]
A planta de Guarulhos foi encerrada em 2025 por perda de competitividade. [15]
América Latina
[editar | editar código]Em 2025, inaugurou no Chile sua primeira planta global de reciclagem de pneus de mineração.[16]
Marca e publicações
[editar | editar código]Guia Michelin
[editar | editar código]O ''Guia Michelin'' tornou-se uma das publicações gastronômicas mais influentes do mundo, com o conhecido sistema de estrelas.[17]
Bibendum
[editar | editar código]O mascote ''Bibendum'', criado no fim do século XIX, é considerado um dos símbolos corporativos mais reconhecidos mundialmente. [18]
Na Porsche Cup
[editar | editar código]A Michelin mantém uma parceria de longa data com a Porsche, iniciada em 1969 e formalizada em um contrato de cooperação de 20 anos. No âmbito do automobilismo, a empresa é a fornecedora exclusiva de pneus das principais séries monomarca da Porsche ao redor do mundo, incluindo a Porsche Supercup e as Porsche Carrera Cup da Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Brasil, entre outras. [19]
No Brasil, a parceria com a Porsche Império GT3 Cup foi firmada a partir de 2017. Os pneus fornecidos à Porsche recebem a marcação "N", um selo de qualidade introduzido pela própria fabricante alemã para certificar compostos desenvolvidos sob medida para cada modelo.[20]
No MotoGP
[editar | editar código]A Michelin tornou-se o fornecedor exclusivo de pneus da categoria MotoGP em 2016, encerrando uma ausência de vários anos no campeonato mundial de motociclismo. O contrato foi renovado sucessivas vezes, com a parceria alcançando a marca de uma década de colaboração. [21]
A temporada de 2026 será a última da Michelin na categoria, após a Dorna Sports — promotora do campeonato — ter optado por um fornecedor único para todas as classes (MotoGP, Moto2, Moto3 e MotoE), condição que a Michelin declinou. A partir de 2027, a Pirelli assumirá o fornecimento. Durante sua passagem pelo campeonato, a Michelin acumulou mais de 500 vitórias em Grandes Prêmios de motociclismo.[22]
Na Fórmula 1
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De 1977 até ao fim da época de 2006 (ausente de 1985 até 2000), a Michelin forneceu pneus à F1. Em 2007 ausentou-se novamente, sendo que a sua rival Bridgestone passou a ser a fornecedora exclusiva de pneus da F1.
Temporadas: 1977-1984, 2001-2006
Grandes Prêmios: 215
- 1º GP (1ª Fase): GP da Grã-Bretanha de 1977
- Último GP (1ª Fase): GP de Portugal de 1984
- 1º GP (2ª Fase): GP da Austrália de 2001
- Último GP (2ª Fase): GP do Brasil de 2006
Vitórias: 102
- 1ª Vitória (1ª Fase):
Carlos Reutemann (Ferrari), GP do Brasil de 1978
- Última Vitória (1ª Fase):
Alain Prost (McLaren-TAG), GP de Portugal de 1984
- 1ª Vitória (2ª Fase):
Ralf Schumacher (Williams-BMW), GP de San Marino de 2001
- Última Vitória (2ª Fase):
Fernando Alonso (Renault), GP do Japão de 2006
Pole Positions: 111
Voltas Mais Rápidas: 108
Principais Equipes que Forneceu:
Renault - 1977-1984, 2002-2006
Ferrari - 1978-1981
Ligier - 1981-1984
Brabham - 1981, 1983-1984
Williams - 1981, 2001-2005
McLaren - 1981-1984, 2002-2006
Honda - 2006
Veículos
[editar | editar código]A empresa lançou um veículo protótipo batizado de "Michelin PLR", com projeto da Citroën DS, dois motores da Chevrolet e com 10 rodas.[23]
Controvérsias
[editar | editar código]Guia Michelin
[editar | editar código]A publicação recebe críticas por sua metodologia e pela pressão que chefs enfrentam para manter estrelas.[24]
Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2005
[editar | editar código]A Michelin esteve envolvida na controvérsia do Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2005, quando problemas em seus pneus levaram à retirada das equipes que os utilizavam.[25]
Reconhecimentos
[editar | editar código]A Michelin recebeu classificação Triple A em rankings globais de sustentabilidade. [26]
O sistema MICHELIN Smart Predictive Tire recebeu o prêmio I-Innovation Award.[27]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ Revista Superinteressante, O Mistério das Marcas, edição 261, janeiro de 2009, p. 34
- ↑ guide.michelin.com https://guide.michelin.com/br/pt_BR/about-us. Consultado em 16 de abril de 2026 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ «Pneu». Wikipédia, a enciclopédia livre. 24 de novembro de 2025
- ↑ «"Grupo Michelin fecha compra da Sascar por R$ 1,6 bilhão"». Valor Econômico. Consultado em 2 de Setembro de 2014
- ↑ «The Michelin Group Supervisory Board»
- ↑ https://www.michelin.com/en/media/magazine/explore-motorsport Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ https://www.michelin.com/en/media/magazine/explore-motorsport Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ https://www.ainvest.com/news/michelin-strategic-transition-sustainable-mobility-long-term-creation-innovation-esg-alignment-2510/ Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ «Michelin fights against global warming and adapt to it»
- ↑ «Sustentabilidade & meio ambiente»
- ↑ «MICHELIN CRIA APLICATIVO PARA MONITORAMENTO DE SUA CADEIA DE MATÉRIAS-PRIMAS»
- ↑ «Unforgettable travel experiences»
- ↑ «Michelin no Brasil»
- ↑ «Michelin investirá R$ 100 milhões para expansão da produção em Manaus»
- ↑ «https://exame.com/carreira/alem-dos-pneus-e-gastronomia-michelin-apostara-em-hoteis-e-transporte-maritimo-sustentavel-em-2025/» Ligação externa em
|titulo=(ajuda) - ↑ «Michelin Inicia Operações no Chile de Sua Primeira Planta de Reciclagem de Pneus Mineiros no Mundo»
- ↑ «Guia Michelin»
- ↑ «The Michelin Man»
- ↑ «Porsche e Michelin - Uma parceria de sucesso para máxima performance»
- ↑ «2017 Porsche GT3 Cup Brasil»
- ↑ «Michelin to Become MotoGP Tire Supplier in 2016»
- ↑ «MotoGP tyre supplier from 2027»
- ↑ Michelin PLR P. BOL de Notícias
- ↑ «Chef quer devolver estrelas Michelin porque causam 'pressão demais'»
- ↑ «Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2005»
- ↑ «Michelin recebe classificação Triple A em ranking global de sustentabilidade»
- ↑ «MICHELIN Smart Predictive Tire distinguido pela I-Innovation Award»

