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Ibrahim Ba

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Ibrahim Ba
إبراهيم با
Ibrahim Baإبراهيم با
Ba em 2015.
Informações pessoais
Nome completo Ibrahim Ngom Ba
Data de nasc. 12 de novembro de 1973 (52 anos)
Local de nasc. Dakar, Senegal
Nacionalidade francês
senegalês (nasc.)
Altura 1,81 m
Apelido Ibou, Pantera bionda
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Meio-campista
Clubes de juventude



–1991
Abbeville
Paris Saint-Germain
Paris FC
US Chantilly
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1991–1996
1996–1997
1997–2003
1999–2000
2001–2002
2003–2004
2004
2005–2006
2007–2008
Le Havre
Bordeaux
Milan
Perugia (emp.)
Olympique de Marseille (emp.)
Bolton Wanderers
Çaykur Rizespor
Djurgårdens IF
Milan
0128 000(8)
0035 000(6)
0056 000(1)
0018 000(2)
0009 000(0)
0009 000(0)
0002 000(0)
0014 000(1)
0000 000(0)
Seleção nacional
1997–1998 França 0008 000(2)
Times/clubes que treinou
2008–2017
2019–
2022–
Milan (olheiro)
Milan (olheiro)
Green Herons FC


Ibrahim Ngom Ba - em árabe, إبراهيم نغوم با (Dakar, 12 de novembro de 1973) é um técnico de futebol e ex-futebolista senegalês naturalizado francês.[1] Hoje trabalha como olheiro para uma de suas ex-equipes, o Milan, além de exercer paralelamente a função de técnico do Green Herons, equipe da terceira divisão do Campeonato Emiradense de Futebol.

Após passar por Abbeville, Paris Saint-Germain, Paris FC e US Chantilly ainda na base, Ba começou a sua carreira profissional no Le Havre, em 1991, permanecendo por cinco temporadas e jogando 140 jogos oficiais (128 na primeira divisão), marcando 8 gols. Em 1996, se transferiu para o Bordeaux, chegando até a final da Coupe de la Ligue com os "Girondinos", que terminaram derrotados pelo Strasbourg nos pênaltis por 6 a 5 - Ba foi substituído na prorrogação por François Grenet, que perdeu o sexto pênalti na disputa.

Foi vendido para o Milan no verão de 1997, comprada por 11,5 bilhões de liras.[2]Em sua primeira temporada no clube italiano, seu objetivo era se adaptar o mais rápido possível para se firmar na equipe; em 31 jogos, marcou um gol. Durante os dois primeiros anos que passou no Milan, foi reconhecido pelo apelido Ibou, herdado de seu pai e estampado em sua camisa de número 13, e pelo pitoresco cabelo oxigenado, que lhe valeu o apelido de "Pantera Bionda" (Pantera Loira, em italiano).[3]

Ba despontou com um grande futuro, mas nunca passou de uma promessa; desprestigiado no Milan, foi emprestado ao Perugia na temporada 1999–2000, onde ele quebrou um pé e foi suspenso por quatro jogos por ter dado uma cabeçada em um adversário.

De volta aos gramados, Ba tem seu dia de glória no jogo em casa por 2 a 1 contra o Bari, jogo que ficou para a história pela famosa e violenta briga entre os dois presidentes, Luciano Gaucci e Vincenzo Matarrese, e pelo primeiro gol com o vermelho e branco. O bis vem no clássico da Copa da Itália com a Ternana, no qual ele marca o gol de empate para o Grifone aos 90 minutos. Mas sua temporada na Úmbria terminou cedo no final de fevereiro com a ruptura do tendão patelar da perna direita na partida contra o Verona. Para ele, 14 jogos e um gol no campeonato, 4 partidas e um gol na Copa da Itália.[4]. Foi reintegrado ao Milan em seguida, mas o técnico Alberto Zaccheroni o utilizou poucas vezes (5 jogos na Série A, 2 na Copa da Itália e 4 na Liga dos Campeões da UEFA) e também sofreu ofensas racistas por ultras da própria equipe rossonera.

Foi emprestado novamente, desta vez para o Olympique de Marseille, em 2001. Na equipe da costa sul francesa, Ba teve curta passagem devido principalmente a lesões: foram apenas 9 jogos.

Em 2003, ele finalmente deixou o Milan e foi para o Bolton Wanderers da Inglaterra, mas sua passagem pela equipe também não lhe correu de feição, e em agosto de 2004.[5]. Em fevereiro do mesmo ano, protagonizou um feito insólito: ao entrar no lugar do grego Stelios Giannakopoulos na partida contra o Charlton Athletic, estabeleceu o recorde de maior diferença no número de letras dos sobrenomes (14) em uma substituição de jogadores em jogos da Premier League.

Ba mudou-se para a Turquia juntando-se ao Çaykur Rizespor em um contrato de um ano em 24 de agosto de 2004.[6]

Em fevereiro de 2005, assinou com o time sueco Djurgårdens IF por um contrato de dois anos.[7] Na época, a transferência causou muita euforia. Só que o fato de a liga sueca ser menos prestigiada que as outras ligas nacionais da Europa não levou Ba a ser o grande jogador que sempre especulou ser. O Djurgårdens venceu a liga sueca em sua primeira temporada, Ba ficou muito tempo no banco de reservas e seu talento não explodiu. Em janeiro de 2006, deixa a equipe após 14 partidas e um gol marcado.

Após uma negociação fracassada com o Derby County, retornou para a Itália e treinou junto com o Varese, da Série C2, visando recuperar a forma física.[8] Em junho de 2007, Ba viajou para Atenas para assistir a final da Liga dos Campeões da UEFA, que o Milan disputou contra o Liverpool, consequentemente conquistada pelos "rossoneri".[9] O meia, aos 33 anos de idade, ganhou uma nova chance no Milan e assinou um contrato de um ano, no valor de 200.000 euros.[10] No clube, usaria o número 34 em sua camisa.

Ba não chegou a entrar em campo em sua segunda passagem pelo Milan - foi selecionado por Carlo Ancelotti para a partida contra o Napoli, mas o técnico optou em excluir o francês da lista de reservas, falando ainda que relacionara o atleta somente por achá-lo "simpático". Ao final da temporada, decide se aposentar dos gramados.[11] Porém, continua no time "rossoneri", com a função de descobrir novos talentos no continente africano.[12]. Em 2017, iniciou o curso de treinadores da UEFA para retirar a licença A (que o habilitaria para comandar times de base e da segunda e terceira divisão), estreando na função em setembro de 2022 ao assumir o comando do Green Herons FC, equipe dos Emirados Árabes Unidos que disputa a terceira divisão nacional, em paralelo com a função de olheiro do Milan na África.

Seleção Francesa

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Embora nascido no Senegal, Ba não chegou a defender a seleção de seu país natal, optando em jogar pela França em 1997, fazendo sua estreia contra Portugal. Fez parte do plantel que disputou o Torneio da França, que servia como preparação para a Copa de 1998.

Incluído por Aimé Jacquet na pré-lista de convocados, acabou sendo cortado da relação final, ficando impedido de integrar o elenco de 22 atletas que conquistou o título. Depois da competição, Ba, cuja última partida pelos Bleus fora em janeiro de 1998, não seria mais convocado.

Milan
Djurgårdens IF

Referências

  1. «Ibrahim Ba 'flopou' e sofreu racismo no Milan, mas se tornou um 'amuleto' no clube». Consultado em 23 de outubro de 2021
  2. Calciatori ‒ La raccolta completa Panini 1961-2012. [S.l.]: Panini
  3. «La promessa di Ba: «Non sono finito, fatemi giocare e vedrete»» (em italiano). corriere. Consultado em 29 de setembro de 2022
  4. «La parabola di Ibrahim Ba: da promessa a bidone-amuleto nel Milan» (em italiano). Goal. Consultado em 29 de setembro de 2022
  5. «Ibrahim Ba to sign for Bolton Wanderers» (em inglês). rte. Consultado em 29 de setembro de 2022
  6. «Çaykur Rizespor İbrahim Ba ile anlaştı». arsiv.ntv.com.tr. Consultado em 22 de fevereiro de 2021
  7. «Ibrahim Ba klar för Djurgården». Aftonbladet (em sueco). Consultado em 22 de fevereiro de 2021
  8. «Ibrahim Ba a Varese» (em italiano). AS Varese 1910. Arquivado do original em 21 de junho de 2007
  9. «'Dinho revives Milan link?». Football Italia. 13 de junho de 2007. Consultado em 30 de julho de 2007. Arquivado do original em 9 de julho de 2007
  10. «UFFICIALE: Ibou Ba torna al Milan» (em italiano). Football Italia. 15 de junho de 2007. Consultado em 30 de julho de 2007
  11. «Aos 35 anos, Ba anuncia aposentadoria». Trivela. 21 de maio de 2008. Consultado em 23 de outubro de 2021
  12. «Ba Retires, Takes On Scout Role At Milan | Goal.com». www.goal.com. Consultado em 22 de fevereiro de 2021
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