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Amnesiac

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
BERJAYA Nota: Se procura o filme com Kate Bosworth, veja Amnesiac (filme).
Amnesiac
BERJAYA
Álbum de estúdio de
Lançamento4 de junho de 2001
GravaçãoJaneiro de 1999 - Finais de 2000
Gêneros
Duração43:50
GravadorasParlophone, Capitol
ProduçãoNigel Godrich, Radiohead
Cronologia de Radiohead
BERJAYA
Kid A
(2000)
Singles de Amnesiac
  1. "Pyramid Song"
    Lançamento: 16 de maio de 2001
  2. "I Might Be Wrong (single promocional)"
    Lançamento: 29 de agosto de 2005
  3. "Knives Out"
    Lançamento: 6 de agosto de 2001

Amnesiac é o quinto álbum de estúdio da banda britânica Radiohead, lançado em 30 de maio de 2001 pela EMI. Semelhante à Kid A, Amnesiac incorpora influências da música eletrônica, jazz e krautrock. A faixa final, "Life in a Glasshouse", é uma colaboração com o trompetista de jazz Humphrey Lyttelton junto de sua banda.

Depois de não terem lançado singles para Kid A, Radiohead promoveu o álbum com os singles "Pyramid Song" e "Knives Out", acompanhados por videoclipes. Também foram criados clipes para as músicas "Pulk/Pull Revolving Doors" e "Like Spinning Plates", junto da faixa "I Might Be Wrong", que foi lançada como um single promocional. Em junho de 2001, Radiohead começou o tour Amnesiac, incorporando o primeiro tour Norte Americano em três anos e uma apresentação de boas-vindas em Oxford.

O álbum foi gravado com o produtor Nigel Godrich nas mesmas sessões de seu antecessor Kid A, mas a banda optou por lançar o restante do material mais tarde, evitando assim um álbum duplo. Menos sombrio, mas não menos experimental que Kid A, Amnesiac segue o caminho anticomercial com as texturas eletrônicas e acústicas agora mais melódicas.

Amnesiac estreou em primeiro lugar no UK Albums Chart e em segundo lugar no US Billboard 200. Em outubro de 2008, já havia vendido mais de 900.000 cópias no mundo inteiro. Foi certificado platina no Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, e ouro no Japão. O álbum recebeu avaliações positivas, apesar de certos críticos o considerarem experimental demais ou menos coeso que Kid A, ou ainda o vissem como apenas uma coletânea de sobras de Kid A.

Amnesiac foi nomeado um dos melhores álbuns do ano por inúmeras publicações. Indicado ao Mercury Prize e várias premiações ao Grammy, onde a edição especial do álbum acabou ganhando a premiação de Best Recording Package. "Pyramid Song" foi nomeada uma das melhores músicas da década pela Rolling Stone, NME e Pitchfork, a Rolling Stone colocou Amnesiac na posição 320 da sua lista de 2012 de "500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos". Kid A Mnesia, uma reedição comemorativa compilando as faixas de Kid A, Amnesiac e materiais previamente não lançados, foi lançada em 2021.

Gravação

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Radiohead e seu produtor, Nigel Godrich, gravaram Amnesiac durante as mesmas sessões de Kid A, lançado em outubro de 2000.[1] As sessões começaram em janeiro de 1999 e duraram até meados de 2000 no Guillaume Studios em Paris, Medley Studios em Copenhaga, e o estúdio de Radiohead recém construído em Oxfordshire.[2][3][4] O baterista, Philip Selway, disse que as sessões tiveram "duas mentalidades ... uma tensão entre nossa abordagem antiga onde todos estão em uma sala tocando juntos e o outro extremo de fabricar músicas no estúdio. Sinto que Amnesiac se destaca mais no quesito arranjo de banda."[5]

As sessões se inspiraram na música eletrônica, música clássica do século XX, jazz e krautrock, usando sintetizadores, o ondas Martenot, máquinas de ritmo, instrumentos de corda e de sopro.[1] As cordas, arranjadas pelo guitarrista Jonny Greenwood, foram interpretadas pela Orchestra of St. John's e gravadas na Dorchester Abbey, uma igreja do século XII localizada perto do estúdio de Radiohead.[6][5]

Radiohead considerou lançar o material como um álbum duplo, mas sentiam que era denso demais.[7] O cantor, Thom Yorke, disse que a banda cortou o material em dois álbuns pois "eles se anulam mutuamente como coisas totalmente acabadas" e saiam de "dois lugares diferentes". Ele sentiu que Amnesiac oferecia uma "perspectiva diferente" em Kid A e "uma forma de explicação".[8] Os membros da banda enfatizaram que eles viam Amnesiac não como uma coleção de B-sides de Kid A mas sim como um álbum por si só.[9] Yorke disse que o título era inspirado em uma crença Gnóstica onde o trauma do nascimento apaga memórias de vidas passadas, uma ideia que ele achava fascinante.[5]

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Trompetista de jazz Humphrey Lyttelton (em 2006) e a sua banda tocando a música "Life in a Glasshouse".

"Pulk/Pull Revolving Doors" começou como uma tentativa de gravar outra música, "True Love Waits".[10] A faixa contém loops de teclado gravados durante as sessões de OK Computer;[10] Radiohead desabilitaram as cabeças magnéticas nos gravadores de fita para que a fita repetidamente gravasse sob si mesma, criando um loop de fita "espectral",[11] e manipularam os resultados utilizando o Pro Tools.[12] Decidindo que o arranjo não combinava com "True Love Waits", Radiohead usou o resultado para criar uma faixa nova.[10] Radiohead adicionou vocais recitados e usou o software de correção de tom Auto-Tune processando as vocais em uma melodia. De acordo com Yorke, Auto-Tune "desesperadamente tenta procurar a música na sua fala, e produz notas aleatoriamente. Se você o assinou um tom, você tem música."[1] A versão de "True Love Waits" de "Pulk/Pull Revolving Doors" foi eventualmente lançada na compilação de 2021 Kid A Mnesia.[13]

Radiohead também usou Auto-Tune em "Packt Like Sardines in a Crushd Tin Box" para processar as vocais de Yorke e criar um som "nasal e despersonalizado".[1] Para a faixa "You And Whose Army?", Radiohead tentou capturar o "som macio, caloroso, proto-doowop" do grupo de harmonia dos anos 1940 The Ink Spots. Abafaram microfones com caixas de ovo e utilizaram o alto-falante difusor palme diffuseur do ondes Martenot para tratar os vocais.[1] Ao contrário de várias faixas das sessões, a banda gravou a faixa ao vivo. O guitarrista Ed O'Brien disse: "Nós ensaiamos um pouco, não demais, e depois simplesmente começamos e fizemos. É só a gente fazendo o que fazemos como banda."[5]

De acordo com um diário mantido por O'Brien, "Knives Out" demorou mais de um anos para completar, já que Radiohead haviam tentado a embelezá-la demais.[14] Foi influenciada pelos sons de guitarra de Johnny Marr e The Smiths.[15] Yorke disse que "Knives Out" não se afastava do estilo anterior de Radiohead, e que a faixa "sobreviveu porque era boa demais para se perder".[8] "Dollars and Cents" foi reduzida de uma improvisação de onze minutos, inspirada pela banda de Krautrock Can, que gravavam extensamente e então editavam e diminuiam suas gravações.[1]

"Like Spinning Plates" foi o resultado de uma tentativa de gravar outra música, "I Will", em um sintetizador.[16] Descartando essa gravação como um "Kraftwerk duvidoso", Radiohead inverteram a música e criaram uma nova. Yorke disse: "Eu estava em outra sala, ouvi a melodia dos vocais tocando ao contrário, e pensei, 'Isso é infinitamente melhor do que o jeito certo.', então passei o resto da noite tentando aprender a melodia".[1] Radiohead gravou "I Will" utilizando um novo arranjo em seu próximo álbum, Hail to the Thief (2003).[17]

Para a faixa final, "Life in a Glasshouse", Jonny Greenwood escreveu para o trompetista de jazz Humphrey Lyttelton, explicando que Radiohead estavam "um pouco presos".[18] Lyttelton concordou em tocar a música com sua banda após sua filha o mostrar o álbum de 1997 de Radiohead OK Computer.[18] De acordo com Lyttelton, Radiohead "não queriam que soassem como uma produção de estúdio impecável, mas sim como algo um pouco experimental, com pessoas tocando como se não tivessem tudo planejado com antecedência."[18] A sessão de gravação durou sete horas, e deixou Lyttelton exausto. "Eu detectei um reviro de olhares no início da sessão, como se estivessemos a milhas de distância," ele disse. "Eles passaram por alguns panes nervosos durante todo o processo, só tentando explicar para nós tudo que queriam."[18]

Música e letra

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Amnesiac foi descrito como rock experimental,[19] electronica[20] e rock alternativo,[21] com elementos do jazz.[22] Simon Reynolds descreveu o álbum como pós-rock.[23] Baixista da banda Radiohead Colin Greenwood, disse que o álbum continha "músicas tradicionais estilo Radiohead", junto com trabalhos mais experimentais,[24] e disse sobre os dois álbuns que "a guitarra vira mais uma textura, difícil de se separar das outras texturas".[25] The Atlantic contrastou Amnesiac com o "brilho cirúrgico" de Kid A, com arranjos "pantanosos e enevoados" junto de ritmos e acordes "inquietantes".[26] Uncut escreveu que, enquanto Kid A soava futurista, Amnesiac faz referência a músicas antes do rock, particularmente ao trabalho de artistas do jazz como Miles Davis, Charles Mingus e Chet Baker.[27]

A primeira faixa "Packt Like Sardines in a Crushd Tin Box", é uma música eletrônica que utiliza de sintetizadores e percussão metálica.[22] "Pyramid Song", uma balada de piano e instrumentos de corda em swing, foi inspirada na música de Mingus intitulada de "Freedom".[28] Sua letra foi inspirada em uma exibição de artes de um submundo egípcio ancião que Yorke compareceu enquanto a banda estava gravando em Copenhaga e ideias do tempo cíclico discutidas por Stephen Hawking e o Budismo.[9] "Pulk/Pull Revolving Doors" é uma faixa eletrônica abrasiva.[29]

Yorke disse que "You and Whose Army?" era "sobre alguém que é eleito ao poder pelo povo e que depois o trai descaradamente – tal como Blair".[carece de fontes?] A música possui uma progressão lenta no piano, antes que alcançar um clímax no minuto final. Conforme O'Brien, "No Radiohead antigo, em OK Computer, aquela parte duraria quatro minutos. Carregaríamos a música em estilo de 'Hey Jude'."[30]

"I Might Be Wrong" combina um riff de guitarra "venenosa" com uma "batida metálica estilo trance". O baixo de Colin Greenwood foi inspirado pelo baixista da banda Chic, Bernard Edwards.[28] A letra foi influenciada por um conselho que Yorke recebeu de sua esposa, Rachel Owen: "Tenha orgulho do que você fez. Não olhe para trás e apenas continue como se nada tivesse acontecido. Apenas deixe as coisas ruins para lá."[28] "Knives Out", descrita como a faixa mais convencional,[31] possui linhas de guitarra e percussão "à deriva", baixo "vagante", vocais "assombrosas" e letras "assustadoras".[32]

"Morning Bell/Amnesiac" é uma versão alternativa de "Morning Bell" de Kid A; The Atlantic descreveu a faixa como uma mistura de "aconchego e náusea".[22] O'Brien disse que Radiohead frequentemente gravam e abandonam versões diferentes de músicas, mas que essa versão era "forte o bastante para ouvir de novo.[33] Yorke escreveu que a faixa foi incluída "porque saia de um lugar tão diferente ... Porque nós só encontramos ela de novo por acidente e havíamos esquecido dela. Porque soa como um sonho recorrente."[34] Ele disse que a letra de "Dollars and Cents" era "bobagem", mas foram inspirados pela noção que "pessoas são basicamente apenas pixels em uma tela, servindo sem saber esse poder maior que é manipulador e destrutivo".[28]

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Jonny Greenwood usou o ondas Martenot, um instrumento eletrônico antigo. O seu alto-falante difusor palme diffuseur (no centro da imagem) foi utilizado para tratar os vocais na faixa "You and Whose Army?".

"Hunting Bears" é uma instrumental curta utilizando uma guitarra elétrica e sintetizador.[35] "Life in a Glasshouse" contém a banda de Humphrey Lyttelton tocando no estilo de um funeral de jazz de Nova Orleães.[36] De acordo com Lyttelton, a música começa com "divagações improvisadas, estilo blues em escala menor, então ela gradualmente chega em um ponto onde estamos tocando um blues de Nova Orleães realmente selvagem e primitivo".[18] As letras foram inspiradas por uma notícia que Yorke leu da esposa de uma celebridade que recebeu tanto assédio por paparazzi que ela cobriu as janelas de sua casa com suas fotografias.[28]

Arte e embalagem

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A arte de Amnesiac foi criada pelo colaborador de longa data do Radiohead Stanley Donwood.[37] Como inspiração, Donwood explorou Londres fazendo anotações, associando a cidade com o labirinto da mitologia grega.[38] Donwood escaneou páginas em branco de livros antigos e as sobrepôs a imagens de torres de Tóquio, cópias dos desenhos das Carceri d'invenzione (Prisões Imaginárias) de Giovanni Battista Piranesi, e letras e frases imprimidas por Yorke em uma máquina de escrever quebrada.[39]

A capa retrata uma capa de livro com um desenho de um Minotauro chorando.[38] O Minotauro, uma motif da capa de Amnesiac, representa o "labirinto" que Yorke sentiu que se perdeu durante sua depressão após o lançamento de OK Computer; Donwood descreveu ele como uma "figura trágica".[40] Figuras no folheto do álbum incluem terroristas sem rosto, políticos interesseiros e executivos corporativos. Yorke disse que eles representavam "as vozes falsas, abstratas, semi cômicas e estupidamente sombrias que lutavam contra nós enquanto tentávamos trabalhar".[41]

Para a edição especial, Donwood designou um pacote de CD de capa dura no estilo de um livro de biblioteca extraviado. Ele imaginou que "alguém fez essas páginas em um livro e ele entrou em uma gaveta em uma mesa que foi esquecida no sótão ... E visualmente e musicalmente o álbum é sobre encontrar o livro e abrir as páginas."[38] A edição especial ganhou uma Grammy Award na categoria Best Recording Package no Grammy Awards de 2002.[42]

Lançamento

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Radiohead anunciou Amnesiac no site oficial da banda em janeiro de 2001, três meses após o lançamento de Kid A.[43] Foi lançado no Japão no dia 30 de maio pela EMI,[44] no Reino Unido no dia 4 de junho pela Parlophone e nos Estados Unidos no dia 5 de junho pela Capitol Records, os dois sendo subsidiárias da EMI.[45] Amnesiac estreou em primeiro lugar no UK Albums Chart e em segundo lugar no US Billboard 200, com vendas de 231.000, superando as 207.000 cópias de primeira semana do Kid A.[46] Foi certificado ouro no Japão com vendas de 100.000 cópias.[47] Em outubro de 2008, Amnesiac havia vendido mais de 900.000 cópias mundialmente.[48] Em julho de 2013, foi certificado platina no Reino Unido com vendas acima de 300.000.[49]

Recepção crítica

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Críticas profissionais
Avaliações da crítica
FonteAvaliação
allmusic3.5 de 5 estrelas.BERJAYABERJAYABERJAYABERJAYA [50]
Blender4 de 5 estrelas.BERJAYABERJAYABERJAYABERJAYA [51]
Pitchfork Media(9.0/10) [52]
Robert Christgau(sem nota) [53]
Rolling Stone3.5 de 5 estrelas.BERJAYABERJAYABERJAYABERJAYA [54]
Slant Magazine3.5 de 5 estrelas.BERJAYABERJAYABERJAYABERJAYA [55]
Stylus Magazine(B) [56]

Após o álbum anterior de Radiohead, Kid A, dividir ouvintes, vários esperavam que Amnesiac iria retornar ao antigo som de rock da banda.[57][58] The Guardian intitulou sua análise do álbum "Relaxe: não é nada igual Kid A".[57] Porém, Rolling Stone viu Amnesiac como um distanciamento ainda maior do estilo antigo de Radiohead,[59] e a Pitchfork apontou como o álbum não era nada semelhante ao álbum de 1995 The Bends.[60] Stylus Magazine escreveu que apesar de Amnesiac ser "levemente mais direto" que Kid A, o álbum "solidificou o modelo pós milenar de Radiohead: menos músicas e mais atmosfera, mais eclético e eletrônico, mais paranoico, mais ameaçador, mais sublime".[61] Yorke sentiu que Amnesiac não era mais acessível do que Kid A e que teria provocado as mesmas reações se tivesse sido lançado primeiro.[62] Em 2020, The Guardian escreveu que "o impenetrável Amnesiac desmascarou rumores da indústria que Radiohead estavam preparados para um retorno bancável".[63]

No site de agregação de análises Metacritic, Amnesiac possui uma avaliação de 75 de 100, baseada em 25 análises, indicando "análises geralmente positivas".[64] Robert Hilburn de Los Angeles Times sentiu que Amnesiac, comparado à Kid A, era um "disco mais rico e engajante, sua austeridade e visão perturbada enriquecidos pelo despertar do espírito humano".[65] Alexis Petridis, crítico do The Guardian, que não havia gostado de Kid A, sentiu que Amnesiac fez Radiohead retornar a "função deles da banda de rock mais intrigante e inovadora do mundo... Alcançando um balanco ardiloso e recompensador entre experimentação e controle de qualidade. Não é nada fácil de digerir, mas também não é impossível de engolir."[66] Ele elogiou as "mudanças musicais assombrosas e melodias inconvencionais", mas sentiu que as faixas eletrônicas "Pulk/Pull Revolving Doors" e "Like Spinning Plates" eram autoindulgentes.[67] Stylus escreveu que Amnesiac era "um disco excelente", mas não tão "exploratório ou interessante" quanto Kid A.[68]

Alguns descartaram Amnesiac como uma coleção de sobras de Kid A.[69] O fundador da Pitchfork, Ryan Schreiber, escreveu que seu "sequenciamento questionável ... pouco contribui para o argumento que o álbum é meramente uma compilação de B-sides pouco disfarçada".[70] Outro escritor da Pitchfork, Scott Plagenhoef, sentiu que o sequenciamento funcionava criando tensão, aumentando o poder das faixas mais experimentais.[71] Porém, ele sentiu que o marketing mais convencional criava um senso de "normalidade" comparado a Kid A e a impressão de que Radiohead havia cedido à pressão da sua gravadora.[72]

Alguns críticos sentiam que Amnesiac era menos coeso que Kid A. O crítico do AllMusic Stephen Thomas Erlewine escreveu que o álbum "frequentemente toca como uma mistura heterogênea", e que ambos os álbuns "claramente derivam da mesma fonte e tem as mesmas falhas ... A divisão só faz os dois álbuns parecem sem foco, mesmo com o melhor dos dois álbuns sendo bem esplêndido."[73] Outro crítico do AllMusic, Sam Samuelson, disse que Amnesiac era um lançamento "improvisado" que talvez seria melhor se fosse lançado junto do álbum ao vivo I Might Be Wrong: Live Recordings como um "pacote completo de sessões do Kid A".[74] Schreiber sentiu que os "destaques inegavelmente fizeram valer a pena a espera, e facilmente superam sua irregularidade ocasional".[75]

Premiações

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Amnesiac foi indicado ao Mercury Prize de 2001, e acabou perdendo para o álbum Stories from the City, Stories from the Sea, de PJ Harvey, tal álbum recebeu vocais extras de Yorke.[76] Foi o quarto álbum consecutivo que Radiohead a ser indicado ao Grammy Award para Melhor Álbum de Música Alternativa,[77] e a edição especial recebeu um prêmio Grammy sob a categoria de Best Recording Package no Grammy Awards de 2002.[42]

O jornal Los Angeles Times,[78] Q,[79] The Wire,[80] Rolling Stone,[81] Kludge,[82] The Village Voice,[83] e Alternative Press[84] nomearam Amnesiac um dos melhores álbuns de 2001. Em 2005, Stylus nomeou o álbum como o melhor dos últimos cinco anos.[61] Em 2009, Pitchfork classificou o álbum como o 34º melhor álbum dos anos 2000[85] e Rolling Stone colocou o álbum no 25º lugar.[86]

O álbum foi incluído no livro de 2005 1001 Albums You Must Hear Before You Die,[87] e foi o álbum número 320 na lista da Rolling Stone 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos.[88] "Pyramid Song" foi classificada como uma das melhores faixas da década pela Rolling Stone,[89] NME[90] e Pitchfork.[91]

Avaliações posteriores

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Analisando a reedição de 2009 de Amnesiac para a Pitchfork, Plagenhoef escreveu: "Mais que Kid A – e talvez mais do que qualquer outro LP de sua época, Amnesiac é o começo de uma era bagunçada e recompensadora ... desconectado, autoconsciente, tenso, eclético, chama atenção – uma sobrecarga de boas ideias inibidas por regras, restrições, e sabedoria convencional."[92] Em 2016, Dorian Lynskey escreveu para The Guardian que Kid A e Amnesiac eram "irregulares" e que Radiohead devia ter lançado as melhores faixas de ambos como álbum único.[93]

Escrevendo para o aniversário de 20 anos do álbum em 2021, The Atlantic escreveu que Amnesiac talvez seja a melhor obra de Radiohead: "Escutando ele 20 anos após seu lançamento, a visão mal-humorada do álbum — sua dignidade diante ao pavor — aparenta mais comovente do que nunca."[22] Em 2024, Consequence escreveu que Amnesiac era menor universal que OK Computer e menos focado e coeso que Kid A, mas era uma "pedra de Roseta para entender Radiohead como um todo", com sua combinação de baladas, rock, electronica e instrumentos de corda.[29]

N.ºTítuloDuração
1."Packt Like Sardines in a Crushd Tin Box"4:00
2."Pyramid Song"4:49
3."Pulk/Pull Revolving Doors"4:07
4."You and Whose Army?"3:11
5."I Might Be Wrong"4:54
6."Knives Out"4:15
7."Morning Bell/Amnesiac"3:14
8."Dollars and Cents"4:52
9."Hunting Bears"2:01
10."Like Spinning Plates"3:57
11."Life in a Glasshouse"4:34
Duração total:43:50

Referências

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  1. 1 2 3 4 5 6 7 «Radiohead: Walking on Thin Ice. By Simon Reynolds : Articles, reviews and interviews from Rock's Backpages.». www.rocksbackpages.com. Consultado em 29 de maio de 2026
  2. Rogers, Jude (29 de setembro de 2024). «'It commemorates collective moments': Radiohead through the eyes of Colin Greenwood». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077
  3. Cavanagh, David (Outubro 2000). I Can See the Monsters. Q.
  4. «Sound and fury». the Guardian (em inglês). Cópia arquivada em 9 de maio de 2014
  5. 1 2 3 4 Fricke, David. «Radiohead Warm Up with 'Amnesiac'». Rolling Stone. Cópia arquivada em 15 de julho de 2014
  6. «Radiohead Press Cuttings -> Melody Maker - Mar 29 - Apr 4 2000». www.followmearound.com. Consultado em 29 de maio de 2026. Cópia arquivada em 11 de julho de 2007
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  8. 1 2 «'It's difficult justifying being a rock band'». Chicago Tribune (em inglês). Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2013
  9. 1 2 Greenwood, Colin; O'Brien, Ed (2001). "Interview with Ed & Colin". Ground Zero (Entrevista). Entrevistado por Chris Douridas, KCRW.
  10. 1 2 3 «In Limbo: A Primer for Radiohead's Unheard 'Kid A Mnesia' Songs». Ultimate Classic Rock (em inglês). 28 de setembro de 2021. Consultado em 29 de maio de 2026
  11. «CULTURELAB.CO.UK». culturelab.co.uk (em inglês). Consultado em 29 de maio de 2026
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  13. «Stream Radiohead's Kid Amnesiae Featuring Previously Unreleased Tracks From The Kid A & Amnesiac Sessions». stereogum.com (em inglês). 5 de novembro de 2021. Consultado em 29 de maio de 2026
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