Acidente do Cirrus SR20 G2 prefixo PR-ETJ
Modelo da aeronave similar ao do acidente | |
| Sumário | |
|---|---|
| Data | 21 de outubro de 2019 ~8:15 hs (UTC−3) |
| Causa | Perda de controle em voo após decolagem, causada por estol em baixa altitude associado a excesso de peso e desempenho insuficiente do motor. |
| Local | Bairro Caiçara, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil |
| Coordenadas | |
| Origem | Aeroporto de Belo Horizonte-Carlos Prates |
| Destino | Aeroporto de Ilhéus |
| Passageiros | 4 |
| Tripulantes | 1 |
| Mortos | 4 |
| Feridos | 1 |
| Sobreviventes | 1 |
| Aeronave | |
| Modelo | Cirrus SR20 G2 |
| Operador | Srrael Campras dos Santos |
| Prefixo | PR-ETJ |
Na manhã de 21 de outubro de 2019 ocorreu a queda de uma aeronave de pequeno porte modelo Cirrus SR20 G2 no bairro Caiçara região noroeste de Belo Horizonte no estado de Minas Gerais.
O acidente
[editar | editar código]Informações não confirmadas dizem que a aeronave teria decolado do Aeroporto de Belo Horizonte-Carlos Prates com destino ao Aeroporto de Ilhéus no estado da Bahia, por volta das 8:15 hs (UTC-3 horário de Brasília) a aeronave de modelo Cirrus SR20 G2 fabricada em 2007 caiu no bairro residencial de Caiçara entre as ruas Minerva e Rosinha Sigaud, no momento da queda a aeronave incendiou-se atingiu dois carros no local, segundo o comandante dos bombeiros de Belo Horizonte existem três vítimas fatais e mais três feridas. Uma das vítimas estava na aeronave, outra era um possível pedestre e a última estava dentro de um dos carros. Técnicos do Cenipa e da Força Aérea Brasileira deixaram o Rio de Janeiro para ir investigar o acidente em Belo Horizonte.[1][2][3]
Confirmada mais uma fatalidade
[editar | editar código]Um dos sobreviventes o piloto da aeronave Allan Duarte de Jesus Silva de 29 anos, que teve 100% do corpo queimado não resistiu e veio a óbito na tarde do dia 22 de outubro. Ele estava internado na UTI do Hospital João XIII, os outros dois sobreviventes continuam internados no mesmo hospital, o dono da aeronave Srrael Campras dos Santos de 33 anos e o militar Thiago Funghi Alberto Torres de 32 anos. Srrael teve 32% da área corporal queimada, já Thiago teve 55% e deve passar por cirurgia ainda esta semana.[4]
A aeronave
[editar | editar código]A aeronave envolvida no acidente era da Cirrus Aircraft fabricante estadunidense, o modelo era um Cirrus SR20 G2 que foi fabricado em 2007 foi usada para instrução de voo pela Escola Aeronáutica EJ, também foi propriedade da Helicon Táxi Aéreo, uma empresa sediada no Paraná que vendeu a aeronave à três meses para o senhor Srrael Campras dos Santos. Segundo a ANAC a aeronave podia voar mas não podia realizar serviços de táxi aéreo.[5][6]
Causa do acidente
[editar | editar código]Segundo o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), a perda de controle em voo (LOC-I) da aeronave PR-ETJ resultou de uma combinação de fatores técnicos e operacionais que levaram a um estol logo após a decolagem.
Entre os fatores contribuintes apontados pela investigação, destacam-se:
- Excesso de peso e balanceamento inadequado: a aeronave decolou com peso superior ao limite máximo de decolagem estabelecido pelo fabricante, excedendo-o em pelo menos 100 kg. O excesso de peso comprometeu a capacidade de sustentação e o ganho de altitude após a rotação.
- Desempenho do motor abaixo do esperado: a investigação identificou indícios de degradação prematura e manutenção inadequada do motor. Foi encontrada uma válvula distribuidora de combustível com número de peça diferente do especificado, além de evidências de operação com mistura pobre e vibração anormal. Segundo o relatório, esses fatores indicavam que o motor não entregava sua potência máxima durante a decolagem.
- Experiência recente do piloto: embora o piloto fosse habilitado, não foi possível confirmar sua experiência recente no modelo Cirrus SR20. O relatório apontou que a possível falta de familiaridade com a aeronave pode ter dificultado a adoção de medidas corretivas eficazes diante da emergência.
- Sequência do acidente e ocorrência do estol: logo após a rotação, o alarme de estol foi acionado e permaneceu ativo até o impacto. O piloto percebeu dificuldade para ganhar altitude e redução da velocidade da aeronave. Durante a emergência, o passageiro, que também era piloto, acionou o sistema de paraquedas balístico CAPS.
- Acionamento do paraquedas em baixa altitude: o sistema CAPS foi acionado quando a aeronave estava abaixo de 500 pés de altitude, considerada crítica para o funcionamento adequado do equipamento. De acordo com o relatório, a abertura do paraquedas provocou perda adicional de velocidade e sustentação, impossibilitando a recuperação da aeronave antes da colisão com o solo.
O CENIPA concluiu que a combinação entre excesso de peso, desempenho reduzido do motor e baixa velocidade levou a aeronave a uma condição de estol irreversível em baixa altitude.[7]
Referências
[editar código]- ↑ Avião cai no bairro Caiçara em Belo Horizonte - Jornal Estado de Minas Online, visitado em 21 de outubro de 2019.
- ↑ Avião de pequeno porte cai em Belo Horizonte - Site UOL, visitado em 21 de outubro de 2019.
- ↑ «Avião de pequeno porte cai em bairro residencial de BH; três morrem». G1.globo.com. 21 de outubro de 2019. Consultado em 21 de outubro de 2019
- ↑ Morre piloto de avião que caiu em Belo Horizonte - epocanegocios.globo.com, visitada em 23 de outubro de 2019.
- ↑ Aeronave não poderia prestar serviço aéreo comercial - Jornal Estado de Minas Online, visitado em 21 de outubro de 2019.
- ↑ Avião que caiu não tinha licença para realizar táxi aéreo - O Tempo - Betim, visitada em 21 de outubro de 2019.
- ↑ - Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, visitado em 15 de maio de 2026.
