MIL: Movimento Internacional Lusófono

Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa) NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

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20 de Julho: falar de Lusofonia, na Venezuela…

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14 de Julho: Apresentação da edição crítica de «Os Lusíadas»

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No “Observador”: Agostinho da Silva e o Portugal idealizado por Camões…

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Se fatalmente pensar é, ainda que da forma mais tácita, pensar com, em diálogo, importa escolher bem aqueles com quem, ao pensarmos, dialogamos. Quanto melhor escolhermos, mais o nosso pensar se elevará… A par de alguns outros, Agostinho da Silva tem sido um dos filósofos com quem mais temos dialogado. Desde logo por isso. Porque sentimos que, ao dialogarmos com ele, o nosso pensar se eleva e, nessa medida, se alargam os horizontes…

Não privilegiamos, porém, o diálogo com Agostinho da Silva apenas por ele ter sido um insigne Filósofo – entendendo por Filósofo aquele que, partindo de si, ou do que em si é, se eleva, e nos eleva, até, em última instância, ao Além-Horizonte do Ser –, mas também por ele ter sido um insigne Português – entendendo por Português aquele que, independentemente da sua proveniência geográfica, assume a tarefa de reflectir sobre o mais íntimo sentido da cultura portuguesa, e de o cumprir. Nessa perspectiva, atrevemo-nos a dizê-lo, nunca ninguém foi tão Português quanto Agostinho – pois que nunca ninguém, como ele, assumiu essa dupla tarefa.

A nosso ver, ao ter assumido essa dupla tarefa, não foi por isso Agostinho da Silva menos Filósofo. Pelo contrário, foi mais. E isto porque, ao ter assumido essa dupla tarefa, assumiu cumulativamente Agostinho aquela que é, ainda a nosso ver, a dupla fonte da Filosofia: o Espírito e a Terra. Nessa medida, defendemos que o pensar será tanto mais filosófico quanto mais assumir essa dupla fonte, essa dupla radicação. De outro modo, ainda e sempre a nosso ver, ele será, tão-só, ou um abstraccionismo oco ou um concretismo sem horizonte.

Só, ao invés, assumindo essa dupla fonte, essa dupla radicação, poderá a Filosofia cumprir, enfim, a sua fundamental tarefa: dar sentido ao ser e ao tempo, à existência e à história… Precisamente por isso, por ter assumido essa dupla fonte, essa dupla radicação, procurou, Agostinho da Silva, esse sentido. Em que medida o conseguiu, eis o que iremos aqui verificar. Para tal, debruçar-nos-emos sobre a obra em que, a nosso ver, Agostinho mais reflectiu sobre a nossa história e cultura – Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa –, curiosamente, uma obra que Agostinho escreveu e publicou já no Brasil, em 1957, como se só no Brasil, face ao espelho atlântico, tivesse Agostinho descoberto Portugal.

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Inicia Agostinho da Silva o primeiro capítulo da sua Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa por afirmar a “cultura peninsular” como um “todo” – eis a primeira grande premissa desta obra. Apesar de afirmar a “cultura peninsular” como um “todo”, considera, porém, Agostinho da Silva, à primeira vista de forma paradoxal, que a “grande façanha” de Portugal foi, precisamente, o de ter conquistado e mantido, “através de sangue o fogo”, dentro desse “todo”, a sua “independência”.

Aliás, à luz desta visão, ao ter conquistado e mantido, “através de sangue o fogo”, a sua independência, Portugal não apenas assegurou isso como também, sobretudo, a independência, ou, pelo menos, o “princípio de independência”, dos outros “territórios periféricos” – e não só relativamente a Castela. Eis, com efeito, à luz desta visão, todo o alcance da conquista da nossa independência – ao conquistarmo-la, consagrámos o direito à independência, à auto-determinação, não só, desde logo, de todos os povos periféricos relativamente a Castela, à Castela hispânica, bem como ainda relativamente a todas as outras “Castelas” deste nosso mundo.

E isto porque ao ter conquistado e mantido, “através de sangue o fogo”, a sua independência, assim desde logo consagrando o direito à auto-determinação de todos os povos periféricos relativamente a Castela, à Castela hispânica, Portugal afirmou a Península como um “todo”, mas como um “todo” não totalitário, antes um “todo” que se afirma na afirmação, não na negação, da sua endógena heterogeneidade, dando assim um exemplo de relação entre o “todo” e as “partes”, entre o “Uno” e o “Múltiplo”, que, segundo Agostinho da Silva, deveria ter sido seguido em todo o resto do mundo. Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. O mundo não seguiu, de todo, esse exemplo.

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Após debruçar-se sobre essa genesíaca cisão com Castela, debruça-se Agostinho da Silva, nesta sua obra, sobre a nossa aliança com Inglaterra. A respeito dela, diz-nos: “A aliança inglesa era, por uma parte, uma aliança de interesses, e é bem sintomático que seu primeiro acto tivesse sido comercial, e muito mais sintomático que, de um lado, o tivesse assinado o rei de Inglaterra e, do outro lado, um negociante ou armador do Porto; era como se do lado de Portugal o comércio fosse uma actividade particular naturalmente útil ao país e que ele não podia dispensar, mas de que o soberano, como seu representante supremo, não tomava conhecimento oficial; e como se, do lado da Inglaterra, o comércio fosse uma actividade nacional, profundamente intrínseca à nação e, como tal, sancionada pelo rei”.

Eis, aliás, um “erro histórico” – este, o da aliança com Inglaterra – que, ainda segundo Agostinho da Silva, teve amplas e profundas consequências, desde logo o sacrifício do chamado Infante Santo: “…com a própria morte do Infante [D. Fernando], Portugal estava pagando o preço de outro erro que anteriormente cometera: o erro de se ter enganado quanto ao fundamental do carácter inglês e quanto ao destino que à Inglaterra se marcara na História. Cada povo é o que é, mesmo antes de o ser (…). E, tendo a dirigir os seus destinos de expansão, um príncipe que era metade inglês e metade português, Portugal introduziria fatalmente o erro que fez que a Inglaterra não fosse, apesar de tudo, um grande condutor do mundo. A verdadeira grandeza do Infante D. Henrique está no que tem de português (…). Mas também nele existe o que diminui a expansão portuguesa: a dureza de sacrificar irmãos (…); o gosto do isolamento (…); e a terrível tentação de fazer que importe nas empresas o lucro material.”.

Como expressamente defende Agostinho da Silva a encerrar o quarto capítulo da sua Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa, “com o sacrifício de D. Fernando, o que se atingia era a própria e mais delicada raiz de Portugal império fraterno”. Eis, como reiterará ainda Agostinho logo a abrir o capítulo seguinte desta sua obra, o “pecado original”, a inicial “fenda”, de todo o empreendimento das chamadas “Descobertas”. Por essa “fenda” que rapidamente se torna “já brecha” – como nos diz ainda Agostinho – “vão entrar e tomar conta da inteira história de Portugal dois acontecimentos que por completo destroem tudo quanto se pudera levantar de extraordinário na Idade Média: de modo que se poderia dizer que Portugal, depois do século XV, só vai ser grande naquilo em que continua a ser medieval; no resto se empequenece”.

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Segundo o próprio Agostinho da Silva, “o primeiro desses acontecimentos é o que diz respeito ao tratamento dos judeus, logo agravado por D. Manuel e pelos reis seguintes”; o segundo, a nossa submissão “ao direito romano e, com o direito romano, à mentalidade romana”. Daí, ainda segundo Agostinho, os três “alicerces” do nosso ilusório progresso – nas suas palavras: “O resto seguir-se-ia naturalmente. E faria que Portugal, depois de ter assentado base de império sobre sacrifício de irmão; depois de, secundado, outra base de império ter lançado sobre outros sacrifício de irmão, desta vez o judeu; o terceiro alicerce fundaria sobre terceiro sacrifício: o do direito concelhio ao direito cesarista, imperialista, anticatólico de Roma”.

Contrapõe, Agostinho da Silva, este Portugal, “triplamente sacrificado”, ao Portugal, ao mundo, idealizado pelo autor d’ Os Lusíadas, o mundo pelo qual os portugueses, como defende, “teriam gostosamente perdido a vida”.

Fonte: https://observador.pt/opiniao/agostinho-da-silva-e-o-portugal-idealizado-por-camoes/

2-6 de Novembro, 12º CILB: nos 120 anos de Agostinho da Silva, nos 30 anos da CPLP…

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Caso pretenda participar neste Colóquio, deverá enviar-nos uma proposta de título, com resumo e breve CV (coloquios.lusobrasileiros@gmail.com). Ao longo destes dias, decorrerão igualmente, à noite, sessões on-line. Para mais informações: https://coloquioslusobrasi.wixsite.com/cilb2018

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11 de Setembro: Colóquio “Visões panorâmicas e poliédricas de Cabo Verde”

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14 de Julho: a reforma da ONU, debate PASC com Filipe Arnaut Moreira…

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Ingressar na reunião Zoom
https://us06web.zoom.us/j/81451717166

ID da reunião: 814 5171 7166

13 de Julho, Celebração dos 96 anos de António Gentil Martins, com apresentação do livro “António Gentil Martins: uma vida, muitas vidas” (edição revista e aumentada), de Ana Sofia Silva Lopes

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Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/filosofia-nova-aguia

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

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7 de Julho – Tomada de Posse como Académico Correspondente da AICP de Elter Manuel Carlos (Cabo Verde)

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7 de Julho: Colóquio AICP/ CEMD/ MIL: “Visões panorâmicas e poliédricas de Moçambique”

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para assistir online: https://us06web.zoom.us/j/83842017061?pwd=7jr5SGWArDJdIMbiLUTmQSDjull48J.1

29 de Junho – 37ª sessão do Ciclo PASC/ NOVA ÁGUIA “Vultos da Cultura Lusófona”: Sílvio Romero, um pensador brasileiro…

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ID da reunião: 814 5171 7166

19-20 de Junho: Colóquio “António Ferro, 70 anos depois”

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Ver programa:

15 de Junho – 36ª sessão do Ciclo PASC/ NOVA ÁGUIA “Vultos da Cultura Lusófona”: António Ferro, 70 anos depois…

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Novo Livro MIL: “Elementos para uma Filosofia da Religião”, de António Braz Teixeira…

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“Elementos para uma Filosofia da Religião”, de António Braz Teixeira

MIL/ DG Edições, 2026, 150 pp.

ISBN: 978-989-36597-7-9

Mais Livros MIL de  António Braz Teixeira:

https://millivros.webnode.page/de-antonio-braz-teixeira

Para encomendar: info@movimentolusofono.org

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10 de Junho, 18h, na Feira do Livro de Lisboa (Praça Vermelha): lançamento de “António Gentil Martins: uma vida, muitas vidas” (edição revista e aumentada), de Ana Sofia Silva Lopes…

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Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/filosofia-nova-aguia

Livros MIL de Ana Sofia Lopes: https://millivros.webnode.page/ana-sofia-lopes/

1 de Junho, com o apoio da PASC – presencialmente e on-line, em português e em inglês: apresentação de “O Novo Cenário Geopolítico: Blocos, Valores e Incertezas Globais”

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ID da reunião: 814 5171 7166