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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

VIGILÂNCIA

é preciso, antes de tudo, vigilância. contra a mente que acelera e se perde em obrigações, planejamentos e lembranças. é preciso lutar contra o ter que estar fazendo algo. fazer é fuga do silêncio. tudo que fazemos é fugir de nós mesmos e do sagrado. até amar é melhor não fazendo. é tempo de revolução. viver não é preciso.

(Fabio Rocha)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ESTRELAS

há um espaço de paz em mim
e dentro dele um silêncio doce
que estranho e estréio

(Fabio Rocha)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

MUDO

mudo sem intermédio ou remédio
de um extremo a outro

pois muito bem, mudo again:
silêncio, segredo, sagrado
(tanto a reaprender)

(Fabio Rocha)

sábado, 3 de julho de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

domingo, 18 de outubro de 2009

ONDE ESTAREI DAQUI A 5 ANOS

Enquanto
o pensamento
(falado)
racional
causal
não contraditório
lógico
(o nome, o lugar, a identidade, o cpf)
vencer, dominar, controlar
o corpo
a sensação
o sentimento
o agora
o todo
o sonho
a mudança
o desejo
cuspirei espaços...

Cuspirei espaços
pois é acre o gosto do padrão normal
do pai, do padre, do patrão, do vizinho
nos definindo
nos encolhendo
o corpo, a alma, a percepção.

Fechados em horas eternas sem tempo
entre muros, paredes e grades curriculares menores menores menores
ou seguindo velhos caminhos empoeirados
em vez de criar caminhos aéreos.

Vou semeando sozinho
letras, silêncios e espaços.

(Fabio Rocha)

terça-feira, 19 de maio de 2009

MANHÃ NO AP

Zeus
te proteja
da solidão inescapável intransponível iniludível
que o cachorro ao lado late
e o seu silêncio bate
na grade gris do tempo.

(Fabio Rocha)

sexta-feira, 6 de março de 2009

RETORNO

No silêncio da casa
me caso.

O vaso de planta
da infância.

O raso da água
escorrendo.

(Fabio Rocha)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

AREIA

Dois amigos
caminham
por praias distantes.

Caminham calados
enquanto cai
(constante e irreversivelmente)
por entre os dedos do tempo
qualquer palavra.

(Fabio Rocha)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

UM ENCONTRO

um poema bom
te toca
e te faz tocar
instrumentos de silêncio
na mais barulhenta realidade

(Fabio Rocha)