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Shaka Zulu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Shaka kaSenzangakhona
BERJAYA
Rei dos Zulus
Reinado1816 - 1828
Antecessor(a)Senzangakhona kaJama
Sucessor(a)Dingane ka Senzangakhona
Dados pessoais
Nascimentoc.1787
Mtetwa
Morte22 de setembro de 1828 (40 ou 41 anos)
KwaDukuza, Reino Zulu
PaiSenzangakhona kaJama
MãeNandi

Shaka kaSenzangakhona, também conhecido como Shaka Zulu, às vezes escrito como Tshaka, Tchaka ou Chaka (KwaZulu-Natal, julho de 178722 de setembro de 1828), foi um chefe africano,[1] que posteriormente se converteria em rei dos zulus e transformou-os de uma comunidade com pouca expressão territorial em um centro de poder político que ensombrou os desígnios coloniais britânicos.[2]

Sucessor de senzangakhonak

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Filho orfão e ilegítimo de Senzangakhona, chefe do clã zulu dos nguni, Shaka e a mãe foram banidos da sua umuzi (aldeia), e forçados a viver no exílio entre os Mtetwa, na altura do reinado de Dingiswayo.[3]

Quando Senzangakhona faleceu em 1816, o meio irmão mais novo de Shaka, Sigujana, assumiu o poder como herdeiro legítimo da liderança dos Zulu. No entanto, o reinado de Suguajana foi curto, visto que Dingiswayo desejava expandir sua autoridade, e concedeu a Shaka um regimento para que levassem Dingiswayo a morte. Assim foi feito, em um golpe relativamente limpo que foi efetivamente aceito pelos zulus.[4]

Expansão do poder e o conflito com Zwide

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Shaka se tornou o Chefe dos clã Zulu, e vassalo do Império Mtetwa[5] até a morte em batalha de Dingiswayo por Zwide, chefe dos Ndwandwe. O vácuo de poder foi preenchido por Shaka. Ele reformou o restante das forças dos Mtetwa, unidas a outras comunidades linhageiras locais e posteriormente derrotou Zwide em conflitos que ganharam forma no final da década de 1810[6]. Nos anos seguintes Shaka conquistaria mais chefaturas, aumentando significativamente sua zona de influência política.

Inovações militares

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Mudanças nas armas

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Insatisfeito com as longas azagaias de arremesso como arma primária, Shaka introduziu a inovação de uma lança mais curta de espetar, com uma ponta longa, semelhante a uma espada, a "iklwa". Shaka também teria introduzido uma versão maior e mais pesada do escudo Nguni.

Formação dos cornos de touro

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Uma das mudanças mais importantes foi o abandono das tácticas de combate "atacar e retirar", pelo combate corpo a corpo, perseguição do inimigo, e da aniquilação total do inimigo. Estas tácticas foram sendo adotadas por outro1s clã dos Nguni. No início da década de 1810, contra os Buthelezi, e posteriormente contra os Nongoma em 1812, Shaka havia aperfeiçoado a implementação dos seus homens no campo de batalha numa formação de ataque em forma de lua, com as pontas denominadas izimpondo (cornos), e o centro de isifuba (peito), com a qual obteve grandes êxitos, e seria a formação de combate padrão dos zulus nos próximos noventa anos.

Relação com os europeus

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As relações entre os zulus e os europeus na região do atual KwaZulu-Natal começaram a ganhar forma por volta de 1824, quando comerciantes europeus, oriundos da Colônia do Cabo, começaram a se estabelecer no recém-fundado Porto Natal (atual Durban). Esses comerciantes, interessados em participar das rotas de marfim e gado, e também no tráfico de escravizados, reconheceram a autoridade política dos zulus e formalmente solicitaram autorização para se estabelecer na região. Shaka autorizou o estabelecimento de europeus (H.F. Fynn e Lt. Farewell, fundadores da Natal Trading Company) no seu território. As relações entre os zulus e os comerciantes de Porto Natal entraram em crise pouco após a morte de Shaka[7].

Morte e sucessão

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Shaka foi assassinado em 1828[8] pelos seus meio-irmãos Dingane e Mhalangana, sucedendo-lhe Dingane.

Referências

  1. José Pedro Barreto. «Os cornos do búfalo – Shaka Zulu (1787-1828)». Caminhos da Memória (+ Revista Egoísta 2001). Consultado em 29 de abril de 2016. Cópia arquivada em 11 de julho de 2015
  2. Omer-Cooper, J. D. (1965) "The Zulu Aftermath," London: Longman, pp. 12–86
  3. See Encyclopædia Britannica article (Macropaedia Article "Shaka" 1974 ed.)
  4. Omer-Cooper 1966, p. 30.
  5. Samkange 1973, p. 13.
  6. SILVA, Evander Ruthieri (2023). Entre o escudo e a azagaia: uma história política do Reino Zulu no século XIX. Rio de Janeiro: EDUERJ. p. 67
  7. SILVA, Evander Ruthieri (2023). Entre o escudo e a azagaia: uma história política do Reino Zulu no século XIX. Rio de Janeiro: EDUERJ. p. 89
  8. Natalia da Luz. «Na África do Sul, o ritmo dos "guerreiros" descendentes de Shaka Zulu». Por dentro da África (+JB 2010). Consultado em 28 de abril de 2016. Cópia arquivada em 29 de abril de 2016

Bibliografia

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  • Angus McBride, The Zulu War, Osprey (Men at Arms Series), 1992 - ISBN 0-85045-256-2
  • Avril Price-Budgen, Martin Folly, People in History, Mitchel Beazley Publishers, 1988 - ISBN