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Rodox

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Rodox
BERJAYA
Rodox em 2026. Da esquerda para a direita: Pedro, Fernando, Rodolfo, Patrick e Victor.
Informações gerais
Origem São Paulo, São Paulo
País Brasil
Gênero(s)
Período em atividade 20012004
2026–atualmente
Gravadora(s) Warner Music Brasil
Integrantes Rodolfo Abrantes
Fernando Schaefer
Patrick Laplan
Pedro Nogueira
Victor Pradella
Ex-integrantes DJ Bob
Marcelo Cortez
Marcus Ardanuy
Canisso
Página oficial https://www.rodoxoficial.com.br

Rodox é uma banda brasileira de hardcore punk e nu metal formada em 2002 em São Paulo.[1] É atualmente formada por Rodolfo Abrantes (vocais e guitarra), Patrick Laplan (baixo), Fernando Schaefer (bateria), Pedro Nogueira (guitarra) e Victor Pradella (guitarra).

Foi fundada por Rodolfo Abrantes após sua saída da banda de hardcore Raimundos em 2001, inicialmente como um projeto experimental entre ele e os produtores DJ Bob e Tom Capone. O álbum Estreito (2002) trouxe uma fusão de guitarras pesadas com elementos de música eletrônica e hip hop. Já o segundo e mais recente trabalho inédito do grupo, Rodox (2003), trouxe composições colaborativas entre todos os integrantes.

Ao longo de sua carreira, o Rodox experimentou trocas de formação e discussões em torno de suas letras, que por vezes abordavam a fé de seu vocalista. Passaram pelo grupo, também, o baixista Canisso, ex-companheiro de Rodolfo nos Raimundos, Marcelo Cortez, Marcus Ardanuy,[2] além do membro fundador DJ Bob.[3] A banda interrompeu suas atividades em 2004 após conflitos ideológicos e divergências sobre o direcionamento da banda. Um terceiro álbum chegou a ser iniciado, mas não foi concluído. Em 2026, o grupo anunciou seu retorno com uma turnê comemorativa e com a maioria dos integrantes da formação original.

História

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Formação, Estreito e Rodox (2001–2003)

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O surgimento do Rodox ocorreu pouco tempo após a saída de Rodolfo Abrantes do Raimundos, em um período de transição pessoal e profissional do músico.[4][5] Além da mudança de direcionamento artístico motivada por sua conversão religiosa, sua permanência contratual com a Warner Music Brasil previa a entrega de dois álbuns após o encerramento de sua trajetória na banda anterior, fator que contribuiu diretamente para a formação do novo projeto.[6]

A primeira música escrita para esse novo momento foi “Cego de Jericó”, composta ainda durante seus últimos meses no Raimundos, pouco tempo após sua conversão religiosa.[7] O embrião da banda surgiu a partir de um encontro entre Rodolfo e Daniel Scviero (DJ Bob), pouco tempo depois de sua saída do Raimundos.[8] A partir dessa aproximação, Rodolfo passou a desenvolver as composições do projeto, enquanto DJ Bob assumiu os elementos eletrônicos, programações e parte da construção sonora inicial.[9][10][5]

Nesse período, Rodolfo recebeu um convite do produtor Tom Capone para gravar o material em seu estúdio residencial, sob sua direção.[11] Em setembro de 2001, menos de três meses após sua saída do Raimundos, ele retornou ao estúdio para iniciar as gravações de Estreito, primeiro álbum do grupo.[9] Por sugestão de Tom Capone, o baterista Fernando Schaefer (Fernandão), conhecido por sua atuação em bandas como Korzus e Pavilhão 9, foi convidado para gravar a bateria do disco.[11][12] Rodolfo gravou todas as guitarras e o baixo do álbum.[12]

Participaram também das gravações Marcelo Falcão, então vocalista d’O Rappa, que já havia demonstrado interesse em trabalhar com Rodolfo ainda no período do Raimundos, e o rapper Xis, que gravava no mesmo estúdio durante a produção do disco. Ambos colaboraram exclusivamente na faixa “Três Reis”.[13]

A primeira exposição pública do Rodox ocorreu em janeiro de 2002, por meio do programa Produzindo o Clipe, da MTV Brasil, que exibiu os bastidores do videoclipe de “Olhos Abertos”, o primeiro da banda.[14] Foi a partir da produção desse videoclipe que o baixista Patrick Laplan, ex-Los Hermanos, e o guitarrista Marcus Ardanuy (Marcão), ex-roadie dos Raimundos, passaram a integrar o projeto.[6][15]

Estreito foi lançado em fevereiro de 2002, mas o primeiro show da banda ocorreu apenas em 19 de abril, no festival Abril Pro Rock, em Recife.[16] Na ocasião, o grupo se apresentou com três guitarras, incluindo participações de Tom Capone e Pedro Nogueira, ex-Wackykids, que a partir de então se consolidou como segundo guitarrista da formação.[11][10] Em 24 de agosto de 2002, o Rodox iniciou oficialmente a turnê de divulgação do álbum com apresentação no DirecTV Music Hall, em São Paulo.[15]

BERJAYA
Formação que gravou o álbum Rodox, em 2003.

A recepção ao Rodox foi marcada por forte polarização. A mudança de postura de Rodolfo, especialmente em relação às letras e à sua posição pública, gerou ampla repercussão e dividiu parte do público. Na internet, surgiram manifestações como o site “euodeiorodox.hpg.com.br”, dedicado a críticas ao projeto e ao próprio músico. Nos shows, eram frequentes xingamentos direcionados a Rodolfo e pedidos para que a banda tocasse músicas do Raimundos, o que trouxe a dificuldade de parte do público em dissociar sua nova fase do passado na antiga banda.[17][12]

Apesar da grande visibilidade inicial, o Rodox não alcançou sucesso comercial expressivo naquele momento e realizou relativamente poucas apresentações.[17] Até meados de maio de 2003, Estreito havia vendido cerca de 40 mil cópias.[12][18] O ano foi encerrado com a gravação de uma edição do programa Luau MTV, exibida pela emissora em janeiro do ano seguinte.[19][20]

O Rodox iniciou 2003 em estúdio para a gravação de seu segundo álbum, já com uma formação mais consolidada. Diferentemente do trabalho anterior, o novo disco foi desenvolvido de forma coletiva, com maior participação dos integrantes no processo criativo, o que motivou a escolha do título Rodox.[21]

Parte do material já vinha sendo trabalhada durante a turnê de Estreito,[12] e as gravações, realizadas ao longo de aproximadamente 17 dias, foram concluídas no final de janeiro.[22] O álbum apresentou uma sonoridade mais pesada que a do antecessor, aproximando-se mais do nu metal.[23]

Lançado em maio de 2003,[24][23] o álbum foi acompanhado pelo início da nova turnê de divulgação, com show de estreia realizado no Cabral, em São Paulo.[25] Entre as gravações e o lançamento, a banda integrou o line-up do evento Coca-Cola Vibe Zone, ao lado de artistas como Supla, Pato Fu, Capital Inicial, Tihuana e Charlie Brown Jr.[26][27]

Pouco mais de um mês após o lançamento, o guitarrista Pedro Nogueira deixou o grupo, alegando insatisfação musical.[28] Em julho, foi a vez do baixista Patrick Laplan, que afirmou não ter encontrado seu espaço dentro da banda.[29] As vagas foram assumidas pelo guitarrista Marcelo "Magal" Cortez e pelo baixista Canisso, ex-companheiro de Rodolfo nos Raimundos, cuja entrada marcou um reencontro simbólico entre os dois músicos após a saída de ambos da antiga banda.[30][31][2]

Em setembro do mesmo ano, o Rodox foi retirado do catálogo de artistas da Warner Music Brasil, em meio a uma reestruturação do elenco da gravadora. A dispensa foi atribuída à limitação de recursos para investimento na divulgação do grupo.[32]

Fim da banda e projetos inacabados (2004–2005)

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Em julho de 2004, o guitarrista Marcelo Cortez afirmou que, embora não houvesse previsão de lançamento de um novo álbum de inéditas naquele ano, já existiam três músicas completas gravadas, além do videoclipe de “Segue a Linha”, que se encontrava pronto para lançamento.[33][34]

Em 7 de agosto, a apresentação no Rock in Rio Café, em Salvador, foi interrompida após Fernandão chutar propositalmente sua bateria para fora do praticável. Minutos depois, o baterista retornou ao palco para pedir desculpas ao público e comunicou que o grupo estaria encerrando suas atividades.[35] No dia seguinte, Fernandão publicou uma mensagem no fórum oficial da banda afirmando que, na semana anterior ao show, Rodolfo já havia comunicado aos demais integrantes que deixaria o grupo. Segundo o baterista, a apresentação em Salvador ocorreu apenas para cumprimento de agenda, em meio a um ambiente de forte tensão interna. Ele também declarou que os demais integrantes vinham se dedicando intensamente a novas músicas e que já havia diversas faixas instrumentais desenvolvidas, aguardando apenas a gravação dos vocais por parte de Rodolfo, cuja participação no processo não se concretizou.[36][35]

Rodolfo também se manifestou por meio do fórum oficial, afirmando que sua decisão estava relacionada ao fato de considerar que a banda havia se afastado de seu propósito original de “levar a mensagem do evangelho”. Em sua declaração, mencionou a existência das três faixas inéditas já concluídas e sugeriu que os fãs solicitassem a Fernandão que as disponibilizasse.[4][37][38]

Dois dias depois, a assessoria de imprensa do grupo divulgou nota oficial anunciando a paralisação das atividades por tempo indeterminado. O comunicado informava que Rodolfo passaria a se dedicar prioritariamente a sua fé evangélica, enquanto os demais integrantes seguiriam com seus projetos individuais.[39] Na ocasião, também circularam entre fãs especulações relacionando a existência do Rodox ao cumprimento de obrigações contratuais com a Warner após a saída de Rodolfo do Raimundos, hipótese associada ao encerramento do projeto depois do rompimento com a gravadora.[40]

Entre o final de 2005 e o início de 2006, foi disponibilizado na comunidade de Fernandão no Orkut um link para download de quatro faixas inéditas atribuídas ao que seria o terceiro álbum do Rodox. O link redirecionava para uma página no Myspace intitulada O que era para ser / RODOX 2004. Segundo as informações publicadas nessa página, outras oito músicas já estariam instrumentalmente concluídas, restando apenas a finalização das letras e a gravação dos vocais. Também foi mencionado que parte dos integrantes remanescentes avaliava a possibilidade de reaproveitar esse material em uma nova banda, ainda sem nome definido, mediante a busca por um novo vocalista. Não há registros de que esse projeto tenha sido efetivamente concretizado.[41][42]

Hiato e projetos paralelos (2006–2023)

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Após o fim da banda, Rodolfo Abrantes seguiu carreira solo e passou a se dedicar integralmente ao segmento evangélico. Também se aproximou da vida religiosa como pregador e conferencista, tornando-se uma figura frequente em igrejas e eventos evangélicos no Brasil, onde passou a compartilhar testemunhos sobre sua conversão e sua trajetória pessoal. Nesse período lançou os álbuns Santidade ao Senhor (2006), Enquanto é Dia (2007), R.A.B.T - Rompendo a Barreira do Templo (2012), Joio ou Trigo (2015) e O Dia que Será pra Sempre (2018).[43]

Fernando Schaefer deu continuidade aos projetos que já mantinha paralelamente à sua trajetória no Rodox. Com o Pavilhão 9, gravou o álbum Público Alvo (2006)[44] e, com a banda de hardcore e death metal Endrah, participou do disco de estreia Endrah (2007).[45] Posteriormente, seguiu ativo na cena hardcore e metal, fundando em 2011 a banda Worst, com a qual lançou os álbuns Te Desejo Todo o Mal do Mundo (2012),[46] Cada Vez Pior (2014),[47] Instinto Ruim (2015)[48] e Deserto (2018).[49] Com a banda Paura, lançou o EP Integrity Dept (2012)[50] e o álbum Tameless (2014).[51] Também integrou o supergrupo Powerflo, ao lado de membros das bandas Biohazard, Fear Factory, Cypress Hill e Downset, com quem lançou o álbum Powerflo (2017).[52]

Patrick Laplan, que já atuava como músico convidado do Biquini Cavadão antes de ingressar no Rodox, deixou o grupo em 2008 após participar da gravação de CDs e DVDs da banda.[53] Em seus projetos autorais, lançou inicialmente o duo indie Eskimo, com o qual apresentou o EP Eskimo (2006)[54] e o álbum Felicidade Interna Bruta (2011).[55] Depois lançou através do projeto 2BUNK o EP Autômato (2020).[56] Como produtor, trabalhou em discos de artistas como Lenine, Duda Beat, Gabriel Ventura e João Capdeville.[57][58][59][60]

Pedro Nogueira integrou, como guitarrista, a fase final da banda Luxúria e posteriormente passou a acompanhar a vocalista Megh Stock em carreira solo.[61] Participou também da fundação das bandas Helga e A Farsa, com as quais lançou alguns singles.[62][63]

Marcus Ardanuy foi inicialmente baixista da banda de metal radicada em Londres Cavalar, com a qual gravou o álbum As a Metal Of Fact (2006).[64] Em seguida formou, ao lado do irmão Edu Ardanuy, a banda de pop rock Tork, também como baixista. Com o grupo lançou o álbum Tork (2007).[65]

Marcelo Cortez assumiu a guitarra da banda O Surto em 2006 e foi coprodutor do álbum De Onde Foi Que Paramos Mesmo? (2007). Em 2008 ingressou no Biquini Cavadão como baixista e produziu trabalhos como os DVDs 80 Vol. 2 – Ao Vivo no Circo Voador (2008) e Me Leve Sem Destino (2014), além do disco Roda-Gigante (2013).[66]

Canisso retornou ao Raimundos e permaneceu no grupo até o fim da vida, participando de álbuns de estúdio e registros ao vivo lançados entre 2012 e 2017.[67][68] Paralelamente, integrou a banda Os~, com a qual lançou o disco Os~ Tá Vindo Aí (2010),[69] e o supergrupo Rockfellas, ao lado de Paul Di'Anno, ex-vocalista do Iron Maiden, além de Marcão Britto e Jean Dolabella.[70] Morreu em 13 de março de 2023, aos 57 anos, vítima de infarto.[71]

DJ Bob, também conhecido como Bob Cusp, era especialista em esportes aéreos e chegou a atuar como instrutor de saltos.[72] Mantinha ainda um canal no YouTube onde registrava a prática do esporte.[73] Morreu em 6 de janeiro de 2022. A causa da morte não foi divulgada.[3]

Retorno (2024–atualmente)

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BERJAYA
Rodolfo e Fernando juntos em show ocorrido em 2026.

Em 2024, Rodolfo retomou apresentações em casas de shows com a turnê Microfonia Tour, marcando seu retorno ao circuito tradicional de shows após cerca de duas décadas atuando predominantemente em ambientes religiosos.[74][43] Um destaques dessa nova fase foi a reintrodução de músicas do Rodox no repertório das apresentações.[75]

Em janeiro de 2025, Rodolfo declarou publicamente que tinha o desejo de retomar o Rodox, mas afirmou que isso somente faria sentido com a participação dos integrantes originais. Segundo ele, a eventual volta da banda dependeria da resolução de questões pessoais e estruturais ainda pendentes, tratando a ideia como um objetivo desejado, mas não como um plano imediato.[76] Em abril de 2025, o ex-guitarrista Marcelo Cortez afirmou ter conhecimento de que havia uma movimentação em torno de uma possível reunião da banda.[77]

Paralelamente, em maio de 2025, o baterista Fernandão lançou o projeto Fernando Schaefer’s Crew toca Rodox, voltado à execução ao vivo do repertório da banda com músicos da cena hardcore e nomes ligados ao seu círculo profissional. A iniciativa foi apresentada como uma forma de manter vivo o legado musical do grupo e reforçou ainda mais as especulações sobre uma possível retomada oficial.[78]

O momento mais simbólico desse processo ocorreu em novembro de 2025, durante uma apresentação da Microfonia Tour no Hangar 110, em São Paulo, quando Rodolfo Abrantes convidou Fernandão ao palco de forma inesperada. Juntos, os dois executaram três músicas do Rodox, marcando o primeiro reencontro público entre ambos em mais de vinte anos. O episódio repercutiu entre fãs e veículos especializados.[79][80]

Em 12 de janeiro de 2026, uma publicação conjunta feita por antigos integrantes do Rodox, acompanhada da criação de um perfil oficial dedicado ao projeto, gerou ampla especulação sobre uma possível reunião da banda.[81][82] No dia seguinte, o retorno foi oficialmente confirmado por meio de vídeos e declarações nas redes sociais, com o anúncio da turnê Rodox Originals.[83]

A formação anunciada reuniu Rodolfo Abrantes, Fernandão, Pedro Nogueira e Patrick Laplan, além do guitarrista Victor Pradella, músico que já colaborava com projetos paralelos de Rodolfo e foi incorporado à nova formação.[84][85] Segundo Rodolfo, Marcus Ardanuy (Marcão) chegou a ser convidado para participar da reunião, mas não integrou o retorno em razão de compromissos pessoais e outros projetos em andamento.[86] Marcelo Cortez também ficou de fora. Em entrevistas anteriores ao anúncio, o guitarrista já havia declarado não ter interesse em retomar compromissos fixos com o Rodox, afirmando que sua trajetória musical seguia consolidada em outros projetos, embora sem indicar qualquer ruptura com a banda.[77]

Ainda em janeiro de 2026, a banda divulgou uma agenda inicial com quinze apresentações em diversas capitais brasileiras,[87][88] incluindo participação confirmada no festival Porão do Rock, em Brasília.[89] O primeiro show da turnê ocorreu em 12 de abril de 2026, no Carioca Club, em São Paulo. As primeiras apresentações foram descritas pela imprensa especializada como shows de alta intensidade e forte impacto ao vivo, com destaque para a energia da performance, a resposta do público e o caráter nostálgico da reunião.[90]

Em abril de 2026, a Warner Music lançou a coletânea digital Rodox - As Melhores, em parceria com a subsidiária X5 Music Group, especializada em relançamentos de catálogo. O lançamento reuniu faixas de destaque dos dois álbuns de estúdio da primeira fase da banda, como uma compilação retrospectiva disponibilizada exclusivamente nas plataformas de streaming.[91] No mesmo período, os álbuns Estreito (2002) e Rodox (2003) receberam edições deluxe com três faixas bônus cada. Estreito passou a incluir versões remixadas de “Dia Quente”, “Olhos Abertos” e “Quem Tem Coragem Não Finge”,[92] enquanto Rodox ganhou versões instrumentais de “De Costas para o Mar”, “Foi Bom Esperar” e “Segue a Linha”.[93]

Integrantes

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Formação atual
Ex-integrantes

Linha do tempo

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BERJAYA

Discografia

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Videografia

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  • "Olhos Abertos" (2002)
  • "Dia Quente" (2002)
  • "De uma Só Vez" (2002)
  • "Quem Tem Coragem Não Finge" (2003)
  • "De Costas para o Mar" (2003)
  • "Foi Bom Esperar" (2003)
  • "Segue a Linha" (2004)

Prêmios e indicações

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Ano Prêmio Categoria Indicado Resultado Ref
2002 MTV Video Music Brasil 2002 Videoclipe de Rock "Olhos Abertos" Indicado [94]
Videoclipe da Audiência Indicado
Direção de Arte de Videoclipe "Dia Quente" Indicado
2003 MTV Video Music Brasil 2003 Direção de Arte de Videoclipe "Quem Tem Coragem Não Finge" Indicado [95]
Website www.rodox.com.br Indicado

Estilo musical e influências

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A sonoridade do Rodox foi descrita como uma fusão de hardcore, reggae, crossover thrash e nu metal, marcada por riffs pesados, levadas rítmicas intensas e influências do metal alternativo do início dos anos 2000.[96][23]

O primeiro álbum da banda, com todas as letras escritas por Rodolfo Abrantes, foi concebido em um período em que o vocalista ouvia intensamente grupos como Linkin Park, P.O.D. e o grupo de rap Apocalipse 16, liderado por Pregador Luo.[97][98]

Temas líricos

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Com todas as letras escritas por Rodolfo, as canções do Rodox geralmente refletem questões da vida do cantor, especialmente sua conversão ao protestantismo em 2001. Por isso, parte da imprensa chegou a considerar o Rodox como uma banda evangélica.[13] O grupo também chegou a ter uma aparição em veículos jornalísticos evangélicos, o que aumentou as dúvidas.[99] Tanto contemporaneamente quanto retrospectivamente, Rodolfo discordou que se tratasse de uma banda religiosa e que ele sempre foi o único evangélico do grupo. No retorno do grupo em 2026, afirmou que "é possível você ter bons amigos que pensam diferente. Sabe? Que têm pensamentos diferentes".[100] A estreia do Rodox coincidiu com uma época em que bandas com músicos evangélicos não rotulavam o gênero de suas músicas com base em suas crenças, incluindo uma das principais influências do Rodox, o grupo P.O.D.[97] Já do lado evangélico, também surgia o novo movimento no circuito de bandas de rock alternativo.[101]

Durante seus anos iniciais de atividade, Rodox foi uma banda que dividiu opiniões entre o público e a imprensa. Sobre isso, Rodolfo chegou a afirmar que o grupo não era bem quisto por grande parte dos seus fãs anteriores no Raimundos. Um dos principais motivos eram a abordagem lírica do grupo e, principalmente, a sua saída turbulenta de sua antiga banda.[17] O jornal Folha de S.Paulo descreveu, em 2003, a existência de blogs anti-Rodox com fãs do Raimundos. Na época, o vocalista disse que "Isso é besteira. É como chamarem o Jairzinho de traidor porque ele saiu do Balão Mágico".[12] Em entrevista concedida ao canal Corredor 5 no fim de 2025, Rodolfo relembrou dificuldades enfrentadas naquele período e citou um show realizado no bar Opinião, em Porto Alegre, com público reduzido, no qual o cachê da banda resultou em apenas 22 reais para cada músico.[17][102]

Ao se lembrar de um show do Rodox em 2003 no livro Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar, o jornalista Ricardo Alexandre disse que estranhou o vocalista dizer "Pô, galera, pra que brigar? Vocês não estão prestando atenção na mensagem das letras?" após uma briga no público, e considerou que não somente a banda teria prazo curto, quanto a fé de Rodolfo compunha uma situação inédita no rock brasileiro. Ao mesmo tempo, sobre o músico na época, afirmou que "me impressionou o quanto ele falava, e como falava com coerência, articulação e inteligência. Nem imaginava que por trás do pothead de antes houvesse alguém assim.[103]

O vocalista avaliou que, ao passar dos anos, as músicas do Rodox envelheceram bem e o grupo ganhou um público inédito que não existia na época, em contraste com as críticas que o grupo recebeu na época de sua atividade.[104] Em contraste às dificuldades comerciais enfrentadas na década de 2000, o retorno do Rodox em 2026 contou com ingressos esgotados em diversas cidades do país e uma recepção significativamente mais positiva por parte do público.[105]

Ligações externas

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Referências

  1. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. «Rodox». Consultado em 19 de março de 2010. Cópia arquivada em 29 de novembro de 2020
  2. 1 2 Folha Online (15 de outubro de 2003). «Rodox mostra músicas do novo CD no Centro Cultural São Paulo». Folha de S.Paulo. Consultado em 28 de abril de 2026. Cópia arquivada em 28 de abril de 2026
  3. 1 2 Marcos Chapeleta (6 de janeiro de 2022). «Morre DJ Bob do Rodox, antigo grupo de Rodolfo Abrantes». Ligado à Música. Consultado em 17 de abril de 2026. Cópia arquivada em 17 de abril de 2026
  4. 1 2 Da redação (12 de agosto de 2004). «Rodolfo comenta fim da banda Rodox». Whiplash. Consultado em 28 de abril de 2026. Cópia arquivada em 28 de abril de 2026
  5. 1 2 Bruno Saito (21 de janeiro de 2002). «Novo grupo de Rodolfo fala sobre perdão e condenação». Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 14 de abril de 2026
  6. 1 2 Daniel Ferro (19 de março de 2026). «Andar na Pedra - A História do Raimundos | T1:E5 - El Mariachi». Globoplay. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 14 de abril de 2026
  7. Daniel Ferro (19 de março de 2026). «Andar na Pedra - A História do Raimundos | T1:E4 - Olhos Abertos». Globoplay. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 14 de abril de 2026
  8. Agencia Estado (3 de março de 2002). «Rodolfo lança seu primeiro álbum sem os Raimundos». Estadão. Consultado em 16 de abril de 2026. Cópia arquivada em 16 de abril de 2026
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