Rachel Barros
Rachel Barros | |
|---|---|
Rachel Barros na COP30, em 2025. | |
| Ministra da Igualdade Racial do Brasil | |
| Período | 1.º de abril de 2026 até a atualidade |
| Nomeada por | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Antecessor(a) | Anielle Franco |
| Secretária-Executiva do Ministério da Igualdade Racial do Brasil | |
| Período | 17 de julho de 2025 até 1.º de abril de 2026 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Rachel Barros de Oliveira |
| Nascimento | 18 de março de 1983 (43 anos) Rio de Janeiro, RJ, Brasil |
| Nacionalidade | brasileira |
| Alma mater | UERJ |
| Ocupação | Socióloga |
Rachel Barros de Oliveira, ou somente Raquel Barros, nasceu em 18 de março de 1983 no Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, Brasil. A socióloga e intelectual brasileira é Ministra da Igualdade Racial do Governo Federal do Brasil.[1]
Carreira
[editar | editar código]Nascida na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Raquel Barros é a segunda mulher negra a ocupar o cargo de Ministra da Igualdade Racial do Brasil.[2] A cerimônia de sua posse foi realizada no dia 01 de abril de 2026, no Auditório Dom Pedro I, no Palácio do Planalto, em Brasília.
“Ocupar o cargo de ministra da Igualdade Racial é saber que tenho sobre os ombros o trabalho secular de milhares de mulheres negras e homens negros. E eu falo isso com a responsabilidade e a honra que esse cargo merece, por ser resultado das lutas dos movimentos negros nesse país. Da SEPPIR ao MIR muitas pessoas atuaram para que eu pudesse estar aqui" (Raquel Barros)[3]
Com mais de uma década, em temas ligados à desigualdade, políticas públicas, direitos humanos e relações étnico-raciais, a Ministra trabalhou, a partir de 2023, como Secretária-Executiva do Ministério da Igualdade Racial do Governo Federal do Brasil.[4]
A Ministra é Bacharel em Sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro,[5] com o trabalho de conclusão "Desigualdade e relação entre classes: a visão do morador de favela na relação patrão-empregado" (2008). Mestra e Doutora em Sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da mesma universidade, defendeu sua dissertação "Conflitos sobre a categoria emprego doméstico: entre (in)definições, lutas e mudanças" em 2009 e sua tese "Urbanização e 'pacificação' em Manguinhos: um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo"[6] em 2016. Ao longo de sua trajetória atuou na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) e Associação Brasileira de Antropologia (ABA).[7]
Sua trajetória tem pesquisado e integrado projetos com foco em temas como desigualdades sociais, políticas públicas, direitos humanos, juventude e mulheres negras, bem como, relações étnico-raciais.[8]
Publicações
[editar | editar código]| Ano | Publicação | Autoria |
| 2015 | Cartografia Social Urbana: impactos do desenvolvimento e da violência institucional na vida das mulheres moradoras do Caju e de Manguinhos/Rio de Janeiro | BARROS, Rachel; OLIVEIRA, A. B.; GUTTERRES, A. S.; BARROS, J. S.[9] |
| 2017 | Political displacements between the periphery and the center through territories and bodies | BARROS, Rachel; FARIAS, Juliana.[10] |
| 2018 | Rio de Janeiro: o caleidoscópio da militarização urbana | BARROS, Rachel.[11] |
| 2020 | Desigualdades raciais e a morte como horizonte: considerações sobre a Covid-19 e o racismo estrutural | OLIVEIRA, Roberta Gondim de; CUNHA, Ana Paula da; GADELHA, Ana Giselle dos Santos; CARPIO, Christiane Goulart; OLIVEIRA, Rachel Barros de; CORRÊA, Roseane Maria.[12] |
| 2021 | “Cuida de quem te cuida”: a luta das trabalhadoras domésticas durante a pandemia de Covid-19 no Brasil | ARAÚJO, Verônica Souza de; OLIVEIRA, Rachel Barros de.[13] |
| 2024 | Dossiê Violências,sociabilidades e resistências nas margens das cidades brasileiras. | BARROS, Rachel; CAMPOS, Marcelo; MENEZES, Palloma (Orgs).[14] |
Referências
- ↑ Governo Federal do Brasil (1 de abril de 2026). «Rachel Barros é a nova ministra da Igualdade Racial». GOV.Br. Consultado em 19 de maio de 2026
- ↑ «Rachel Barros: conheça a nova ministra da Igualdade Racial, no cargo desde o dia 1º - Ceará Criolo». 4 de abril de 2026. Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada em 9 de maio de 2026
- ↑ Governo Federal do Brasil (1 de abril de 2026). «Cerimônia marca posse de Rachel Barros, nova ministra da Igualdade Racial». GOV.Br. Consultado em 19 de maio de 2026
- ↑ Negra, Geledés Instituto da Mulher (6 de abril de 2026). «Rachel Barros é a nova ministra da Igualdade Racial». Geledés. Consultado em 19 de maio de 2026
- ↑ Maranhão, Tiago (6 de abril de 2026). «Doutora em Sociologia pelo IESP-UERJ nomeada Ministra da Igualdade Racial». IESP. Consultado em 19 de maio de 2026
- ↑ OLIVEIRA, Rachel Barros de. Urbanização e “pacificação” em Manguinhos: um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo. Orientador: Adalberto Moreira Cardoso. 2016. 293 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.
- ↑ Ramos, Giovanne (1 de abril de 2026). «Quem é Rachel Barros, nova ministra da Igualdade Racial». AlmaPreta. Consultado em 19 de maio de 2026
- ↑ Brito, Lara (31 de março de 2026). «Lula escolhe Rachel Barros para Igualdade Racial». Poder360. Consultado em 19 de maio de 2026
- ↑ BARROS, Rachel; OLIVEIRA, A. B.; GUTTERRES, A. S.; BARROS, J. S.. Cartografia Social Urbana: impactos do desenvolvimento e da violência institucional na vida das mulheres moradoras do Caju e de Manguinhos/Rio de Janeiro, ed.1. Rio de Janeiro: FASE, 2015, v.1., p.36./.Link: https://fase.org.br/wp-content/uploads/2015/12/Cartografia_CajuManguinhos.pdf
- ↑ BARROS, Rachel; FARIAS, Juliana. Political displacements between the periphery and the center through territories and bodies. VIBRANT (FLORIANÓPOLIS), 2017. Link: https://vibrant.org.br/rachel-barros-juliana-farias-political-displacements-between-theperiphery-and-the-center-through-territories-and-bodies/
- ↑ BARROS, Rachel. Rio de Janeiro: o caleidoscópio da militarização urbana In: Militarização no Rio de Janeiro: da pacificação à intervenção, ed.1. Rio de Janeiro: Mórula, 2018, v.1, p. 283 - 296. Link: https://morula.com.br/produto/militarizacao-no-rio-de-janeiro/
- ↑ OLIVEIRA, Roberta Gondim de; CUNHA, Ana Paula da; GADELHA, Ana Giselle dos Santos; CARPIO, Christiane Goulart; OLIVEIRA, Rachel Barros de; CORRÊA, Roseane Maria. Desigualdades raciais e a morte como horizonte: considerações sobre a Covid-19 e o racismo estrutural. Cadernos de Saúde Pública, 2020.Link: https://doi.org/10.1590/0102-311x00150120
- ↑ ARAÚJO, Verônica Souza de; OLIVEIRA, Rachel Barros de. “Cuida de quem te cuida”: a luta das trabalhadoras domésticas durante a pandemia de Covid-19 no Brasil. Revista Trabalho Necessário. 2021. Link: https://periodicos.uff.br/trabalhonecessario/article/view/48187
- ↑ BARROS, Rachel; CAMPOS, Marcelo; MENEZES, Palloma (Orgs). Dossiê Violências, sociabilidades e resistências nas margens das cidades brasileiras. Apresentação. Teoria e Cultura, 2024. Link: https://periodicos.ufjf.br/index.php/TeoriaeCultura/issue/view/1821/676
