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Quepri

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Quepri
xpr
r
iC2
BERJAYA
Outros nomesKhepera, Kheper, Chepri, Khepra
Nascimento
adorado em Heliópolis
ParentescoNun, Atum e
BERJAYA
Neste painel em relevo, Quepri é retratado apenas como um escaravelho. Acima de sua cabeça, o deus do sol segura o Duat, um símbolo da vida após a morte. O escaravelho está sobre um disco solar com raios solares estendendo-se para baixo.[1]Ra, o sol nas suas três fases durante o dia (nascer do sol, meio-dia, pôr do sol). O disco representa Rá (o sol), que representa perfeição, força e vitalidade ao meio-dia. Contém o escaravelho Quepri, que representa o sol no seu nascimento e nascendo no horizonte oriental. Atum (o corpo) com uma cabeça de carneiro, que simboliza o sol ao pôr do sol no horizonte ocidental, simbolizando a transição para o submundo. Ao pôr do sol, o sol desaparecia atrás das montanhas e entrava nas profundezas da terra para dar início à sua jornada noturna.

Na mitologia egípcia, Quepri[2] (também Kheper, Khepera, Khepra, Khepre, Khepere) é uma divindade principal. Quepri é associado com a imagem do escaravelho, cujo comportamento de ficar carregando bolas de estrume é comparado às forças que fazem mover o Sol.

Quepri gradualmente veio a ser considerado como uma encarnação do próprio Sol, e por isso tornou-se uma das formas do Deus do Sol. Segundo a Religião Egípcia, ele era responsável por "rolar" o sol para fora do Duat no final da sua jornada, também representava o renascimento diário de .

Mitologia

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O deus Quepri criou-se a partir da matéria primordial ao dizer seu próprio nome, em seguida ele procriou os deuses Shu e Téfnis, formando a primeira trindade.[3] De Shu e Téfnis nasceram Geb [Nota 1] e Nut.[3][4]

Nut, esposa de Geb,[5] foi a mãe de Osíris, Seti,[Nota 2] Ísis e Néftis, em um único parto.[3]

Como o escaravelho rola-bosta deixa os ovos nos corpos mortos de vários animais, incluindo outros escaravelhos, e no esterco, daí emergindo para o nascimento, os antigos egípcios acreditavam que os escaravelhos estavam carregados da substância da morte. Por isso, associavam ainda Quepri ao renascimento (ou reencarnação), renovação e ressurreição. De facto, o símbolo do escaravelho Quepri em egípcio antigo significa tornar-se.[6] Como resultado disso, quando o culto do deus-Sol rival alcançou significado, Quepri foi identificado como uma variante de Rá (o aspecto do Sol na manhã ou madrugada).

Consequentemente, quando Rá Amon se tornou a identidade de um mesmo deus (Amon-Rá), determinou-se que Quepri era a forma de Rá quando jovem, em conflito com Nefertum, que era o Atum jovem. Isto tudo gerou uma cosmogonia onde Rá, como Quepri, foi resultado da actividade da Ogdóade e emergiu de uma flor de lótus azul apenas para ser imediatamente transformado em Nefertum que, depois de crescer, gerou a Enéade.

Formas de representações

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Quepri foi principalmente esculpido e pintado como um escaravelho, não obstante em alguns papiros funerários ser representado como um homem com a cabeça de escaravelho. Ele também foi representado como um escaravelho numa barca solar segurada por Num. Quando representado como um escaravelho, ele era normalmente posto a empurrar o sol através do céu durante o dia, bem como a empurrá-lo em segurança durante a noite, na passagem do Sol pelo submundo.

Como o aspecto de Rá, é particularmente prevalecente na literatura funerária do período do Império Novo, quando muitos túmulos do Vale dos Reis foram decorados com Rá como o disco solar, Quepri como o Sol na manhã ou madrugada e Atum como o Sol poente.

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Em Trono de Fogo, o segundo livro da série As Crônicas dos Kane, de Rick Riordan, Quepri, na forma de um escaravelho, é uma das três formas em que Rá se dividiu, quando se retirou para dormir.[7]

Notas e referências

Notas

  1. No texto de Wallis Budge, Geb é escrito como Seb
  2. No texto de Wallis Budge, Seti é escrito como Sut.

Referências

  1. «Relief panel showing two baboons offering the wedjat eye to the sun god Quepri, who holds the Underworld sign». The Metropolitan Museum of Art
  2. Spalding 1973, p. 306.
  3. 1 2 3 Wallis Budge, Egyptian Ideas of Future Life (1900), Chapter I, The Belief in God Almighty [em linha]
  4. Textos das Pirâmides, 1. NUT AND THE DECEASED KING, UTTERANCES 1-11, 5c-5d na tradução por Samuel A. B. Mercer
  5. Textos das Pirâmides, 8. THE DECEASED KING TRIUMPHS OVER HIS ENEMIES AND IS RECOGNIZED BY THE GODS, UTTERANCES 260-262, 316a na tradução por Samuel A. B. Mercer (O Geb, bull of Nut)
  6. «Dicionário de hieroglifos (em inglês)». Procurar XPR (que lê-se kheper). Consultado em 15 de agosto de 2008. Arquivado do original em 9 de janeiro de 2009
  7. Rick Riordan, Trono de Fogo, Capítulo 22, Amigos nos lugares mais estranhos.

Bibliografia

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  • Spalding, Tassilo Orpheu. Dicionário das mitologias europeias e orientais. São Paulo: Cultrix 
BERJAYA
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