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Hugo (filme)

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BERJAYA
A Invenção de Hugo (prt)
A Invenção de Hugo Cabret (bra)
BERJAYA
Cartaz do filme
Estados Unidos
2011 cor •  126 min 
Gêneroaventura
drama
DireçãoMartin Scorsese
ProduçãoMartin Scorsese
Johnny Depp
Tim Headington
Graham King
Produção executivaChris Meledandri
RoteiroJohn Logan
Baseado emThe Invention of Hugo Cabret, de Brian Selznick
ElencoBen Kingsley
Sacha Baron Cohen
Asa Butterfield
Chloë Grace Moretz
Jude Law
MúsicaHoward Shore
CinematografiaRobert Richardson
FigurinoSandy Powell
EdiçãoThelma Schoonmaker
Companhias produtorasGK Films
Infinitum Nihil
DistribuiçãoParamount Pictures
LançamentoEstados Unidos 23 de novembro de 2011
Brasil 17 de fevereiro de 2012
Idiomainglês
OrçamentoUS$ 150–170 milhões
ReceitaUS$ 185,8 milhões

Hugo A Invenção de Hugo Cabret[1] (título em Portugal) é um filme estadunidense de 2011, dos géneros aventura e drama, dirigido e produzido por Martin Scorsese, com roteiro de John Logan baseado no livro The Invention of Hugo Cabret de Brian Selznick.[2]

Conta a história de um garoto que vive solitário nas paredes de uma estação ferroviária de Paris, tentando reparar um autômato deixado por seu pai e descobrindo o segredo do taciturno dono de uma banca de brinquedos. Foi o primeiro filme de Martin Scorsese rodado em 3D.[2] Coproduzido por GK Films e Johnny Depp, o filme é estrelado por Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Jude Law e Ben Kingsley.

Estreado no Festival de Cinema de Nova York em 10 de outubro de 2011,[3] o filme foi lançado comercialmente nos Estados Unidos em 23 de novembro de 2011. Apesar da aclamação da crítica, foi um fracasso de bilheteria, arrecadando US$ 185,8 milhões contra um orçamento estimado de US$ 150–170 milhões.[4] Recebeu 11 indicações ao Oscar, mais do que qualquer outro filme naquele ano, vencendo cinco.[5]

Em 1931, Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um menino de 12 anos que vive escondido nas engrenagens da Gare Montparnasse, em Paris, mantendo o funcionamento dos grandes relógios do local. Seu pai (Jude Law), relojoeiro e funcionário de um museu, havia encontrado um autômato danificado — uma figura mecânica capaz de desenhar — e trabalhava com Hugo para restaurá-lo, documentando tudo em um caderno. Após a morte do pai num incêndio, Hugo vai morar com seu tio alcoólatra Claude (Ray Winstone), que cuida dos relógios da estação. Quando Claude desaparece, Hugo continua a manter os relógios sozinho, roubando comida e peças para sobreviver, temendo ser descoberto pelo severo inspetor da estação, Gustave Dasté (Sacha Baron Cohen).

Hugo continua o trabalho no autômato, pois acredita que a mensagem que ele viria a produzir seria algo de seu pai. Para isso, furta peças da banca de brinquedos da estação. Um dia é capturado pelo rabugento dono, Papa Georges (Ben Kingsley), que confisca seu caderno. A afilhada de Georges, Isabelle (Chloë Grace Moretz), promete ajudá-lo. Georges propõe que Hugo trabalhe na banca para reaver o caderno. Com a amizade crescendo, Hugo descobre que Isabelle usa como colar uma chave em forma de coração — exatamente a peça que faltava para acionar o autômato. Ao ser ativado, o mecanismo desenha uma cena do filme Viagem à Lua e assina: Georges Méliès.[6]

Isabelle reconhece a caligrafia de seu padrinho. Os dois investigam e, na biblioteca da academia de cinema, encontram um livro sobre a história da sétima arte que menciona Georges Méliès — pioneiro do cinema que desapareceu após a Primeira Guerra Mundial. Conhecem o autor, René Tabard (Michael Stuhlbarg), que fica surpreso ao saber que Méliès está vivo. Na casa de Georges, a esposa Jeanne d'Alcy (Helen McCrory) os recebe após Tabard reconhecê-la como atriz dos primeiros filmes de Méliès. Ao ver o filme de Méliès ser projetado, Georges finalmente revela seu passado: ilusionista e cineasta prolífico, perdeu quase tudo após a guerra e passou a vender brinquedos na estação.

Hugo corre para resgatar o autômato, mas é perseguido pelo inspetor. Em uma cena que recria o célebre acidente ferroviário de Montparnasse de 1895, Hugo quase é atropelado por um trem desgovernado que avança pelos trilhos da estação, sendo salvo pelo próprio Dasté. Georges chega e declara que Hugo está sob seus cuidados. Algum tempo depois, numa cerimônia na academia de cinema, os filmes recuperados de Méliès são celebrados publicamente, e Hugo, agora parte da família de Georges, finalmente encontra seu propósito.

AtorPersonagem
Asa ButterfieldHugo Cabret
Ben KingsleyGeorges Méliès (Papa Georges)
Chloë Grace MoretzIsabelle
Sacha Baron CohenInspetor Gustave Dasté
Ray WinstoneClaude Cabret
Jude LawSr. Cabret (pai de Hugo)
Christopher LeeMonsieur Labisse
Helen McCroryJeanne d'Alcy (Mama Jeanne)
Michael StuhlbargRené Tabard
Gulliver McGrathRené Tabard (jovem)
Emily MortimerLisette
Frances de la TourMadame Emile
Richard GriffithsMonsieur Frick
Kevin EldonPolicial
Angus BarnettGerente do cinema
Ben AddisSalvador Dalí
Emil LagerDjango Reinhardt
Robert GillJames Joyce
Michael PittEspectador (participação especial)
Martin ScorseseEspectador (participação especial)
Brian SelznickEspectador (participação especial)

Produção

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Desenvolvimento

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A GK Films adquiriu os direitos cinematográficos do livro logo após sua publicação em 2007. Inicialmente, Chris Wedge foi contratado para dirigir e John Logan para escrever o roteiro. Posteriormente, Martin Scorsese assumiu a direção, atraído pela história como uma homenagem às origens do cinema.[2] O orçamento original era de US$ 100 milhões, mas escalou para entre US$ 156 e 170 milhões durante as filmagens.[7]

As filmagens principais começaram em Londres, nos Shepperton Studios, em 29 de junho de 2010.[8] Em agosto de 2010, a produção deslocou-se a Paris por duas semanas, com cenas rodadas na Biblioteca Sainte-Geneviève e na Sorbonne.[8]

Uso do 3D

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Hugo foi o primeiro filme de Martin Scorsese rodado em 3D. Scorsese descreveu a experiência como desafiadora e ao mesmo tempo estimulante: "Estávamos de volta à estaca zero, mas isso era exatamente o que tornava o processo empolgante."[9] O diretor de fotografia Robert Richardson afirmou que a equipe aprendia o processo plano a plano, sem experiência prévia com a tecnologia.[9] O resultado foi amplamente elogiado: o cineasta James Cameron considerou o filme uma obra-prima e afirmou que era o melhor uso do 3D que havia visto, superando inclusive seus próprios filmes.[10]

O autômato e o acidente de Montparnasse

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O design do autômato presente no filme é baseado no mecanismo construído pelo relojoeiro suíço Henri Maillardet, conservado no Franklin Institute da Filadélfia, que Brian Selznick estudou durante a pesquisa para o livro.[11]

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O Descarrilamento de Montparnasse de 1895, recriado no filme

Uma das sequências mais memoráveis do filme recria o célebre Descarrilamento de Montparnasse, ocorrido em 22 de outubro de 1895, quando o Expresso Granville–Paris ultrapassou os amortecedores da Gare Montparnasse e atravessou a fachada da estação, caindo na rua abaixo.[carece de fontes?] No filme, ambientado em 1931, a cena é incorporada como um pesadelo de Hugo e como referência consciente à história da própria estação.

Trilha sonora

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A trilha sonora de Hugo foi composta por Howard Shore, marcando a sexta e última colaboração entre o compositor e Martin Scorsese, após Gangues de Nova York (2002), O Aviador (2004) e Os Infiltrados (2006).[carece de fontes?] Shore queria que a música refletisse o olhar maravilhado de Hugo sobre o mundo das máquinas e do cinema: "É como a visão de uma criança sobre aquele mundo, especialmente na forma como Hugo se fascina pelo funcionamento das engrenagens."[12]

O tema central é uma valsa parisiense que se desenvolve na canção Coeur Volant, com colaboração da cantora francesa Zaz.[12] A partitura também incorpora a Danse macabre de Camille Saint-Saëns e a Gnossienne n.º 1 de Erik Satie, além de instrumentos do período como o ondas Martenot, o musette e o tack piano.[9] O álbum da trilha foi lançado digitalmente em 15 de novembro de 2011 pelo selo Howe Records do próprio Shore.[12]

Recepção

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O filme recebeu aclamação generalizada da crítica. No Rotten Tomatoes, alcançou aprovação de 94% com base em mais de 200 avaliações.[13] No Metacritic, obteve pontuação de 83 em 100 com base em 41 avaliações profissionais.[14] Richard Corliss, da revista Time, incluiu o filme entre os dez melhores de 2011, descrevendo-o como um poema de amor ao cinema, capaz de restaurar a reputação de um pioneiro e a glória da história do cinema por meio das técnicas mais modernas.[10]

Bilheteria

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Apesar da recepção crítica favorável, Hugo foi considerado um fracasso comercial, arrecadando US$ 185,8 milhões em todo o mundo contra um orçamento estimado entre US$ 150 e 170 milhões.[4]

Prêmios e indicações

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AnoCategoriaIndicado(s)Resultado
2012 Melhor filmeGraham King e Martin ScorseseIndicado[5]
Melhor diretorMartin ScorseseIndicado[5]
Melhor roteiro adaptadoJohn LoganIndicado[5]
Melhores efeitos visuaisRobert Legato, Joss Williams, Ben Grossmann e Alex HenningVenceu[5]
Melhor ediçãoThelma SchoonmakerIndicado[5]
Melhor figurinoSandy PowellIndicado[5]
Melhor fotografiaRobert RichardsonVenceu[5]
Melhor direção de arteDante Ferretti e Francesca Lo SchiavoVenceu[5]
Melhor mixagem de somTom Fleischman e John MidgleyVenceu[5]
Melhor edição de somPhilip Stockton e Eugene GeartyVenceu[5]
Melhor trilha sonoraHoward ShoreIndicado[5]

Globo de Ouro

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AnoCategoriaIndicado(s)Resultado
2012 Melhor filme — dramaGraham King e Martin ScorseseIndicado[15]
Melhor diretorMartin ScorseseVenceu[15]
Melhor trilha sonoraHoward ShoreIndicado[15]
AnoCategoriaIndicado(s)Resultado
2012 Melhor diretorMartin ScorseseIndicado[16]
Melhor roteiro adaptadoJohn LoganIndicado[16]
Melhores efeitos visuaisDante Ferretti e Francesca Lo SchiavoVenceu[16]
Melhor montagemThelma SchoonmakerIndicado[16]
Melhor figurinoSandy PowellIndicado[16]
Melhor fotografiaRobert RichardsonIndicado[16]
Melhor somPhilip Stockton, Eugene Gearty, Tom Fleischman e John MidgleyVenceu[16]
Melhor maquiagemMarese Langan,Lov Nandha e Jan ArchibaldIndicado[16]


Referências

  1. «A Invenção de Hugo Cabret». Brasil: AdoroCinema. Consultado em 17 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 1 de abril de 2026
  2. 1 2 3 «Martin Scorsese's 'Hugo Cabret': First Look». Entertainment Weekly. 17 de fevereiro de 2011. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  3. «Hugo» (em inglês). Film at Lincoln Center. Consultado em 17 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2026
  4. 1 2 «Hugo» (em inglês). Box Office Mojo. Consultado em 17 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 14 de outubro de 2019
  5. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 «The 84th Academy Awards» (em inglês). Academy of Motion Picture Arts and Sciences. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  6. «Hugo Cabret leva Méliès de volta ao cinema». Folha de S.Paulo. 11 de fevereiro de 2012. Consultado em 17 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 24 de abril de 2025
  7. Child, Ben (16 de março de 2010). «Baron Cohen on track for Scorsese's Invention» (em inglês). The Guardian. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  8. 1 2 «Hugo Cabret Filming Commences». Collider. 29 de junho de 2010. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  9. 1 2 3 «Hugo» (em inglês). Film and Digital Times. 11 de novembro de 2011. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  10. 1 2 Corliss, Richard (7 de dezembro de 2011). «Top 10 Movies of 2011» (em inglês). Time. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  11. Fountain, Henry (26 de dezembro de 2011). «Graceful Moves, for a Boy Made of Metal» (em inglês). The New York Times. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  12. 1 2 3 «Hugo — Howard Shore» (em inglês). Howe Records. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  13. «Hugo (2011)» (em inglês). Rotten Tomatoes. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  14. «Hugo» (em inglês). Metacritic. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  15. 1 2 3 «Hugo — Golden Globes» (em inglês). Hollywood Foreign Press Association. Consultado em 17 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2026
  16. 1 2 3 4 5 6 7 8 «65th BAFTA Film Awards» (em inglês). BAFTA. Consultado em 17 de janeiro de 2026

Ligações externas

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