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Francisco de Assis Mascarenhas

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Francisco de Assis Mascarenhas
BERJAYA
Retrato em litografia de D. Francisco de Assis Mascarenhas
Governador da Capitania de São Paulo
Período8 de dezembro de 1814 até
25 de abril de 1819
Antecessor(a)Triunvirato interino
Sucessor(a)João Carlos Augusto von Oyenhausen-Gravenburg
Dados pessoais
Nascimento30 de setembro de 1779
Morte6 de março de 1843 (63 anos)
Títulos nobiliárquicos
Marquês de São João da Palmadata desconhecida
BERJAYA
BERJAYA Nota: Para outros significados de Francisco Mascarenhas, veja Francisco Mascarenhas (desambiguação).

Dom Francisco de Assis Mascarenhas, sexto conde de Palma e marquês de São João da Palma, (Lisboa, 30 de setembro de 17796 de março de 1843) foi um administrador colonial português e também político brasileiro.[1]

Foi conselheiro de estado, senador do Império do Brasil de 1826 a 1843 e governador das capitanias de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.[1][2]

Biografia

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Português, natural de Lisboa, filho de José de Assis Mascarenhas Castelo Branco da Costa Lancastre, 4° conde de Sabugal, senhor dos paços de Sabugal e de Palmas, 9° alcaide-mor de Óbidos e Selir, descendente de um ramo da Casa Real de Bragança.[1][3]

Em 1804, foi nomeado governador da Capitania de Goiás. Durante sua administração, promoveu reformas de caráter político, administrativo e econômico destinadas a amenizar a crise decorrente do declínio da mineração na região. Entre as medidas adotadas, incentivou o desenvolvimento da agricultura, do comércio, da navegação fluvial e das manufaturas, buscando diversificar a economia da capitania.[4]

Durante seu governo foi executada a determinação do alvará de 18 de março de 1809, que dividiu a comarca de Goiás em duas circunscrições administrativas, uma ao norte, com sede em São João das Duas Barras, na confluência dos rios Araguaia e Tocantins, e outra abrangendo a porção centro-sul da capitania.[5]

Mascarenhas também estimulou a navegação nos rios Araguaia e Tocantins, visando facilitar o escoamento da produção agrícola e ampliar as ligações comerciais entre Goiás e o Pará. A iniciativa recebeu apoio da Coroa portuguesa, que por meio da carta régia de 7 de janeiro de 1806 concedeu isenção do pagamento de dízimos por dez anos aos agricultores que estabelecessem propriedades nas margens dos rios Araguaia, Maranhão e Tocantins.[6]

Além de promover a navegação nos rios do norte da capitania, procurou melhorar as comunicações com São Paulo por meio das vias fluviais da região meridional, consideradas alternativas mais econômicas ao transporte terrestre. Após cinco anos à frente do governo de Goiás, foi transferido em 1809 para o governo da Capitania de Minas Gerais.[7]

Em 6 de março de 1823, casou-se no Rio de Janeiro com Joana Bernardina do Nascimento Reis. O casal teve um filho e duas filhas.[8]

Faleceu em 6 de março de 1843, no Rio de Janeiro, aos 63 anos, sendo sepultado na mesma cidade.[9]

Referências


Precedido por
João Manuel de Meneses
Governador da Capitania de Goiás
1804 — 1809
Sucedido por
Fernando Delgado Freire de Castilho
Precedido por
Pedro Maria Xavier de Ataíde e Melo
Governador da Capitania de Minas Gerais
1810 — 1814
Sucedido por
Manuel Francisco Zacarias de Portugal e Castro
Precedido por
triunvirato interino
Governador da Capitania de São Paulo
1814 — 1819
Sucedido por
João Carlos Augusto von Oyenhausen-Gravenburg
Precedido por
Marcos de Noronha e Brito
Governador da Capitania da Bahia
1818 — 1821
Sucedido por
Manuel Pedro de Freitas Guimarães, Governador das Armas Junta governativa baiana de 1821-1824
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