close
Ir para o conteúdo

Alma

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
BERJAYA Nota: "Almas" redireciona para este artigo. Para o município, veja Almas (Tocantins). Para outros significados, veja Alma (desambiguação).
BERJAYA
Representação da alma deixando o corpo no momento da morte: The Grave, ilustrado por William Blake e gravado por Luigi Schiavonetti, 1808

Na religião e na filosofia, a alma é o aspecto imaterial ou a essência de um ser vivo. Geralmente se acredita que seja imortal e que exista separadamente do mundo material. Antropólogos e psicólogos constataram que a maioria dos seres humanos acredita na existência de uma alma ou de um espírito e que, em diferentes culturas, distingue a alma — ou espírito — do corpo material.

As religiões concebem a alma de maneiras diferentes. O budismo geralmente ensina a inexistência de um eu permanente (anatta), em contraste com a crença do cristianismo em uma alma eterna, para a qual a morte constitui uma transição à presença de Deus no céu. O hinduísmo considera o ātman ("eu", "essência") idêntico ao Brahman em algumas tradições, enquanto o islã emprega dois termos — rūḥ e nafs — para distinguir o espírito divino da disposição pessoal. O jainismo considera a alma (jīva) uma forma eterna, embora mutável, até alcançar a libertação, enquanto o judaísmo utiliza vários termos, como nefesh e neshamah, para se referir à alma. O siquismo considera a alma parte de Deus (Waheguru), o xamanismo frequentemente adota o dualismo da alma, com "almas corporais" e "almas livres", e o taoismo reconhece dois tipos de alma, hun e po.

A alma é uma área central de interesse da filosofia desde a antiguidade. Sócrates concebia a alma como dotada de uma faculdade racional, cujo exercício seria a atividade humana mais semelhante à divina. Platão acreditava que a alma fosse o verdadeiro eu da pessoa, um habitante imaterial e imortal de nossa vida, que continua existindo e pensando mesmo após a morte. Aristóteles descreveu a alma como a "primeira atualidade" de um corpo naturalmente organizado — a disposição de forma e matéria que permite aos seres naturais aspirar à plena realização.

Os filósofos medievais desenvolveram essas bases clássicas. Ibn Sina distinguiu a alma do espírito e argumentou que a imortalidade da alma decorre de sua natureza, em vez de ser uma finalidade a ser cumprida. Seguindo princípios aristotélicos, Tomás de Aquino compreendeu a alma como a primeira atualidade do corpo vivo, mas sustentou que ela poderia existir sem o corpo, pois realiza operações independentes dos órgãos corpóreos. Na filosofia moderna, as três principais teorias que descrevem a relação entre a alma e o corpo são o interacionismo, o paralelismo psicofísico e o epifenomenalismo. Durante o iluminismo, Immanuel Kant definiu a alma como o "eu" no sentido mais técnico e sustentou que se pode demonstrar que "todas as propriedades e ações da alma não podem ser reconhecidas a partir da materialidade".

Etimologia

[editar | editar código]

O substantivo português alma deriva do latim anĭma, -ae, termo que significava “sopro”, “ar”, “respiração”, “princípio vital” e, por extensão, a parte imaterial do ser humano. A forma portuguesa provavelmente se desenvolveu por meio da variante do latim vulgar da Península Ibérica *alima. Nessa evolução, ocorreu uma dissimilação: o som representado por n em anima transformou-se em l para se diferenciar do m, outra consoante nasal próxima. Posteriormente, a vogal medial foi suprimida, resultando na forma alma. Entre os cognatos derivados do mesmo termo latino encontram-se o espanhol alma, o francês âme, o italiano anima e o romeno inimă.[1][2]

Religião

[editar | editar código]
BERJAYA
O bhavachakra representa o ciclo do samsara; a roda da vida é impulsionada pelo apego a um eu, dando origem a renascimentos em um dos seis reinos da existência.

O conceito de anātman — não eu — é fundamental para o budismo. Os primeiros budistas desconfiavam do valor espiritual atribuído a uma alma. Pretendiam rejeitar claramente o dualismo entre um corpo mortal e uma alma eterna postulado pelo jainismo, que levava ascetas a morrer de inanição para libertar a alma de sua prisão mortal.[3] Em perspectiva histórica, a doutrina do anātman desenvolveu-se a partir de duas grandes crenças filosófico-religiosas: o eternalismo (sassata-vāda) e o aniquilacionismo (anuyoga).[4] Os eternalistas afirmam a eternidade da alma, a pureza ritual, a existência de seres celestes, do céu e do inferno, a mortificação do corpo e outras ideias.[5] Em contraste, os aniquilacionistas negam a imortalidade da alma e acreditam que ela exista apenas enquanto o corpo existe.[5] Como acreditam que a alma morra juntamente com o corpo, prescrevem a prática da autoindulgência (kamasukhallikanuyoga) para desfrutar dos prazeres experimentados pelos sentidos.[5] O Buda rejeita ambas as concepções e identifica suas origens em dois desejos: o desejo de imortalidade conduz ao eternalismo quando a vida é prazerosa, enquanto estados desagradáveis conduzem ao aniquilacionismo devido ao desejo de descontinuidade do eu. O Buda identifica as duas concepções como teorias da alma, pois ambas definem um eu por meio do desejo.[6]

A ideia de uma alma imutável entra em conflito com os princípios da originação dependente e da cessação dos cinco agregados.[7] Devido à sua impermanência, eles são considerados "vazios" ou "sem essência".[8] Sob a perspectiva da impermanência, os budistas reconhecem que todos os fenômenos, físicos ou mentais, encontram-se em um ciclo contínuo de surgimento e dissolução e que nada é permanente, inclusive a percepção de um eu ou de uma alma.[9] No budismo, o único absoluto é a śūnyatā.[10] O eu constitui uma avaliação retrospectiva da experiência sensorial. Essa experiência conduz então ao desejo e à formação do pensamento "isto é meu", criando a noção de um eu.[11] É a continuidade desse desejo por um eu que dá origem a um novo nascimento.[12] Os budistas consideram equivocada a identificação de uma alma independente com a percepção, pois nossa percepção do mundo depende dos órgãos dos sentidos.[13] No Cetana-sutta, o fluxo da consciência mantém a ligação entre um nascimento e outro,[12] e também determina as condições da concepção no útero materno, quando as pessoas se esquecem de suas vidas anteriores.[14] O Mahāvedalla-sutta menciona três modos de continuidade do eu: o modo sensual (kāma-bhava), o modo de matéria sutil (rūpa-bhava) e o modo imaterial (arūpa-bhava); os dois últimos ocorrem entre aqueles que praticam meditações de absorção (jhāna) e se tornam brahmas.[15]

Entretanto, nem mesmo essa transmissão da consciência pode ser identificada com uma alma, pois a própria possibilidade de perder a consciência se tornaria inexplicável. Caso existisse uma alma, os budistas teriam de associá-la a algo inteiramente desprovido de sensibilidade; tal entidade, contudo, não possuiria base alguma para ser identificada como "eu".[3] Outro argumento contra uma alma autônoma é que ela poderia determinar que nunca morreria nem adoeceria; a morte e a doença, porém, ocorrem contra a vontade dos indivíduos.[16] O argumento final é que, no pensamento budista, nada foi identificado como imutável ou permanente.[3] Como a própria consciência também é impermanente, não pode existir uma alma imutável.[17][18] Assim, cada indivíduo constitui uma interação complexa de fenômenos físicos e mentais, todos dependentes de inúmeras condições; removidos esses fenômenos e condições, nenhum eu duradouro pode ser encontrado.[19]

Questão não respondida

[editar | editar código]

O Buda deixou dez perguntas sem resposta, uma das quais dizia respeito à existência de uma alma: "A alma é uma coisa e o corpo outra?" e "Quem é que renasce?".[20][21] Isso levou algumas pessoas a acreditar que o Buda teria rejeitado somente uma alma definida por um ou mais dos cinco agregados.[22][23][24] Outra interpretação sustenta que ele permaneceu em silêncio por considerar a pergunta irrelevante para a busca da iluminação. Se conhecia ou não a resposta continua sendo objeto de debate.[25] Outra interpretação afirma que o Buda permaneceu em silêncio porque a própria pergunta é inválida.[20]

Os que argumentam que o Buda afirmou um eu independente do corpo e da mente, como propunham eternalistas ou aniquilacionistas, sustentam que a alma transcende os cinco agregados.[23][26] Alguns budistas da tradição maaiana acreditam que a alma não seja absoluta, mas imortal: embora influenciada pelo carma, não poderia morrer, pois seria não nascida e incondicionada.[27] Em apoio a essa interpretação, Christopher Gowans aponta textos budistas que possivelmente implicam alguma forma de eu, como referências a pronomes pessoais,[28] e a necessidade de um eu que sofre para que se possa buscar a libertação no nirvana.[28] Devido a essas referências implícitas nas doutrinas budistas, Gowans também rejeita a ideia de que elas sejam apenas convenções linguísticas;[28] segundo ele, a maneira mais coerente de compreender os ensinamentos do Buda seria distinguir um eu substancial de um eu em constante transformação, além dos cinco agregados.[29] O Buda teria rejeitado o primeiro, mas implicitamente afirmado o segundo.[29][23]

Em contraste, outros sustentam que o Buda permaneceu em silêncio porque tais perguntas são inválidas.[20] Quando se pergunta "Quem renasce?", pressupõe-se a existência de um eu.[5] Contudo, se as almas não existem, ninguém pode renascer e, portanto, a pergunta não possui resposta precisa.[5] Essa interpretação também rejeita respostas posteriores de escolas budistas tradicionais, como o teravada, que responderam à questão da identidade em termos paradoxais e, assim, afirmaram implicitamente alguma forma de eu ou de alma.[30]

Duas verdades

[editar | editar código]

No antigo texto budista Perguntas de Milinda, a natureza do eu duradouro é examinada em um diálogo entre o rei grego Milinda e o monge Nāgasena. Questionado sobre sua identidade, Nāgasena explica que, em verdade, não existe um Nāgasena, pois seu nome é apenas um rótulo. Para ilustrar a ideia, menciona a carruagem de Milinda e pergunta se sua essência se encontra no eixo, nas rodas ou na armação. Milinda admite que a essência da carruagem não está em uma única peça, mas sustenta que o termo "carruagem" continua significativo, pois se refere à combinação de todas as partes.[31][32] Nāgasena concorda e acrescenta que esse é precisamente seu argumento: não existe um Nāgasena para além dos cinco agregados que o constituem. Assim como a carruagem, a pessoa é uma designação convencional aplicada a um conjunto de componentes interdependentes.[32]

O exemplo da carruagem de Milinda relaciona-se à doutrina budista das Duas verdades.[31] Segundo ela, a verdade convencional corresponde às verdades fenomênicas do mundo percebido, incluindo as pessoas, mas, em última instância, elas são desprovidas de essência e de existência independente.[31] Ao compreender o eu como mera convenção, cessariam o medo da morte e o apego à permanência do eu, pois não existiria um eu ao qual se apegar.[31] Essa interpretação das Perguntas de Milinda foi frequentemente comparada à teoria do feixe de David Hume.[33]

Cristianismo

[editar | editar código]
BERJAYA
Representação de uma alma sendo conduzida ao céu por dois anjos, por William-Adolphe Bouguereau

A Bíblia ensina que, após a morte, as almas são imediatamente recebidas no céu, depois de obterem o perdão dos pecados por aceitarem Cristo como Salvador.[34] Os fiéis experimentam a morte como uma transição em que deixam o corpo físico para habitar na presença de Deus.[34] Enquanto a alma se une a Deus após a morte, o corpo físico permanece no túmulo, aguardando a ressurreição.[34] No momento da ressurreição, o corpo será ressuscitado, aperfeiçoado e reunido à alma.[34] Essa unidade plenamente restaurada e glorificada de corpo e espírito existirá eternamente na criação renovada descrita em Apocalipse 21–22.[34]

Paulo de Tarso empregou especificamente psychē (ψυχή) e pneuma (πνεῦμα) para distinguir as noções judaicas de nephesh (נפש), "alma", e ruah (רוח), "espírito".[35] Na Septuaginta, por exemplo, Gênesis 1:2 apresenta רוּחַ אֱלֹהִים = πνεῦμα θεοῦ = spiritus Dei = "Espírito de Deus". Isso levou alguns cristãos a adotar uma concepção tricotômica do ser humano, segundo a qual este é composto de corpo (soma), alma (psyche) e espírito (pneuma).[36] Outros acreditam que "espírito" e "alma" sejam empregados de forma intercambiável em muitas passagens bíblicas e, por isso, defendem a dicotomia: a concepção de que cada ser humano é composto de corpo e alma.[37] O autor da Epístola aos Hebreus declarou: "Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito".[38]

A "origem da alma" mostrou-se uma questão difícil no cristianismo. Entre as principais teorias propostas estão o criacionismo da alma, o traducianismo e a preexistência. Segundo o criacionismo da alma, Deus cria diretamente cada alma individual, no momento da concepção ou em algum momento posterior. Segundo o traducianismo, a alma procede dos pais por geração natural. De acordo com a teoria da preexistência, a alma existe antes da concepção.[39] Também há posições divergentes sobre se os embriões humanos possuem alma desde a concepção ou se existe um momento entre a concepção e o nascimento em que o feto adquire alma, consciência e condição de pessoa.[40]

O corrupcionismo é a concepção de que, após a morte física, o ser humano deixa de existir até a ressurreição, embora sua alma persista na vida após a morte. O sobrevivencialismo sustenta que tanto o ser humano quanto sua alma persistem na vida após a morte como entidades distintas, sendo a alma aquilo que constitui o ser humano.[41] A maioria dos tomistas adota a concepção corrupcionista e argumenta que a pessoa humana é um composto de matéria e alma.[42] Os sobrevivencialistas sustentam que, embora uma pessoa não seja idêntica à própria alma, esta é suficiente para constituir uma pessoa.[42] Nos últimos anos, foi proposta uma posição intermediária: a alma separada seria uma pessoa incompleta.[43] Essa posição afirma que a alma satisfaz a maior parte dos critérios de uma pessoa, mas que a concepção sobrevivencialista não expressa adequadamente o caráter antinatural da sobrevivência de uma pessoa à morte.[43]

Hinduísmo

[editar | editar código]

Ātman é uma palavra em sânscrito que significa eu interior ou alma.[44][45] Na filosofia hindu, especialmente na escola vedanta do hinduísmo, o ātman é o primeiro princípio,[46] o verdadeiro eu de um indivíduo, para além da identificação com os fenômenos, e sua essência. Para alcançar a libertação (moksha), o ser humano deve adquirir autoconhecimento (ātma-jñāna), isto é, compreender que seu verdadeiro eu (ātman) é idêntico ao eu transcendente, o Brahman, segundo a Advaita Vedanta.[45][47] As seis escolas ortodoxas do hinduísmo acreditam que existe ātman — "eu", "essência" — em todos os seres.[48][49][50][51]

No hinduísmo e no jainismo, um jīva (जीव, jīva; जीव, jīv) é um ser vivo ou qualquer entidade dotada de força vital.[52] O conceito de jīva no jainismo é semelhante ao de ātman no hinduísmo; contudo, algumas tradições hindus distinguem os dois conceitos, considerando o jīva um eu individual e o ātman o eu universal e imutável presente em todos os seres vivos e em tudo mais como o Brahman metafísico.[53][54] Este último é por vezes denominado jīva-ātman, isto é, uma alma em um corpo vivo.[53]

O islã utiliza duas palavras para a alma: rūḥ, traduzida como "espírito", "consciência", "pneuma" ou "alma", e nafs, traduzida como "eu", "ego", "psique" ou "alma".[55][56] Os dois termos são frequentemente empregados de forma intercambiável, embora rūḥ seja usado com maior frequência para designar o espírito divino ou o "sopro da vida", enquanto nafs designa a disposição ou as características pessoais.[57] O Tāj al-ʿArūs min Jawāhir al-Qāmūs enumera vários significados de nafs, inclusive dois provenientes do Lisān al-ʿArab: espírito, eu, desejo, mau-olhado, desdém e corpo.[58] O Lane's Lexicon observa que os seres humanos são constituídos de nafs e rūḥ; o primeiro termo se aplica à mente e o segundo, à vida.[58] Evita-se atribuir nafs a Deus (Alá).[58] Al-Baghdadi também rejeitou que Deus possuísse rūḥ para ter vida, como ocorre em crenças cristãs, e propôs que todos os espíritos (arwāḥ) são criados.[58]

No Alcorão, nafs — com os plurais anfus e nufūs — refere-se, na maioria dos casos, à pessoa ou a um eu.[58] O termo é empregado para seres humanos e jinn, mas não para os anjos.[58] Quando se refere à alma, ela é dividida em três tipos. O eu imperioso (ammāra bi 'l-sūʾ), que recorda o hebraico nefesh — apetite físico — e a ideia paulina de "carne", é sempre mau; sua cobiça deve ser temida e contida.[58] O eu acusador (lawwāma) é a alma dos desertores. Por fim, há a alma tranquila (muṭmaʾinna), que entra no paraíso. Essa tipologia da alma fundamentou tratados muçulmanos posteriores de ética e psicologia.[58]

Filosofia islâmica (falsafa)

[editar | editar código]
BERJAYA
Ilustração de 1543 da viagem noturna de Maomé. Sua ascensão aos céus é frequentemente interpretada, na filosofia islâmica, como uma alegoria da ascensão da alma humana aos reinos celestes.

A maioria dos filósofos muçulmanos, em consonância com seus predecessores gregos, aceitava de modo geral que a alma era composta de elementos não racionais e racionais.[59] A dimensão não racional subdividia-se nas almas vegetativa e animal, enquanto a parte racional era dividida nos intelectos prático e teórico.[60][61] Embora todos concordassem que a alma não racional estivesse vinculada ao corpo, divergiam quanto à parte racional: alguns a consideravam imaterial e naturalmente independente do corpo, ao passo que outros afirmavam a natureza inteiramente material de todos os componentes da alma.[59] Ibn Hazm empregou nafs e rūḥ de forma intercambiável.[61] Também rejeitou a metempsicose segundo a qual todas as almas já haviam sido criadas quando os anjos foram ordenados a se curvar diante de Adão, permanecendo no barzakh até serem sopradas no embrião.[61]

Havia consenso de que, durante sua união com o corpo, a alma não racional governa as funções corporais, o intelecto prático administra os assuntos terrenos e corpóreos e o intelecto teórico procura o conhecimento de verdades universais e eternas.[59] Esses pensadores sustentavam que a finalidade ou felicidade suprema da alma consiste em transcender os desejos corporais para contemplar princípios universais atemporais.[59] Todos concordavam que a alma não racional é mortal — criada e inevitavelmente perecível. As opiniões sobre o destino da alma racional, porém, variavam: Alfarábi sugeriu que sua sobrevivência eterna era incerta; Ibn Sina afirmou que ela era não criada e imortal; e Ibn Rushd argumentou que toda a alma, incluindo cada uma de suas partes, era transitória e acabaria deixando de existir.[59]

Para Ibn Arabi, a alma é o potencial humano, e o propósito da vida é realizar esse potencial.[62] A experiência humana encontra-se sempre entre o corpo (jism) e o espírito (rūḥ),[63] de modo que a experiência individual se limita à imaginação (nafsānī).[63] Oscilando entre o corpo e o espírito, a alma pode escolher, por livre-arbítrio, entre ascender à realização ou descer à mente materialista,[63] movimento que Ibn Arabi compara à viagem noturna de Maomé, o miʿrāj.[64] Assim, a alma determina sua própria trajetória em uma cadeia cármica de causalidades, rumo a níveis paradisíacos ou infernais, de acordo com a compreensão, as características e as ações da pessoa.[65]

Teologia (kalam)

[editar | editar código]
BERJAYA
Representação visual do modelo islâmico da alma, mostrando a posição de nafs em relação a outros conceitos

Al-Ghazali — ativo no século XI — conciliou as concepções sunitas da alma com a filosofia aviceniana (falsafa).[66] Al-Ghazali define o ser humano como uma substância espiritual (jawhar rūḥānī), nem confinada ao corpo, nem unida a ele, nem separada dele.[67][61] Essa substância possui conhecimento e percepção.[61] Ele identifica o eu imaterial com o al-nafs al-muṭmaʾinna e o al-rūḥ al-amīn do Alcorão, e utiliza nafs para os desejos corporais que devem ser disciplinados.[61][68] Recusa-se, entretanto, a explicar a natureza mais profunda da alma, pois afirma que isso é proibido pela sharīʿah, por estar além da compreensão.[67]

Segundo Al-Ghazali, a nafs possui três elementos: animais, demônios e anjos.[69] O termo para o eu ou a alma é "coração" (qalb).[69][61] Em sua concepção da alma, a nafs é mais bem compreendida como psique, um "veículo" (markab) da alma, embora distinto dela.[67][68] As partes animalescas da nafs dizem respeito a funções corporais, como comer e dormir; a parte demoníaca relaciona-se ao engano e à mentira; e a parte angélica contempla os sinais de Deus e impede a luxúria e a ira.[69] Desse modo, as inclinações a seguir a nafs ou o intelecto são associadas a agentes sobrenaturais: os anjos inspiram a seguir o intelecto (ilhām), e os demônios tentam induzir ao mal (waswās).[70][71]

A psicologia de Al-Baydawi demonstra influência dos escritos de Al-Ghazali, a quem ele também menciona explicitamente.[61] Sua classificação das almas é desenvolvida no Ṭawāliʿ al-anwār, escrito por volta de 1300.[61] Assim como Al-Ghazali, defende a existência da alma independentemente do corpo e apresenta evidências racionais e corânicas.[61] Acrescenta que a nafs é criada quando o corpo se completa, embora não seja ela própria corporificada, e que se encontra ligada ao rūḥ.[61]

Ao discutir as almas, Al-Baydawi estabelece uma hierarquia cosmológica de Intelectos celestes.[61] Segundo essa hierarquia, Deus, em sua unidade (tawḥīd), cria primeiro o Intelecto (ʿaql), que não é corpo nem forma, mas a causa de todas as demais potencialidades. Desse Intelecto produz-se um terceiro Intelecto, e assim sucessivamente até o décimo, que por sua vez influencia os elementos e produz os espíritos (arwāḥ). Abaixo desses Intelectos estão as "almas das esferas" (al-nufūs al-falakiyya), identificadas com os anjos celestes.[61] Abaixo delas encontram-se os anjos terrestres incorpóreos, tanto os bons quanto os maus (al-kurūbiyyūn e al-shayāṭīn), os anjos que controlam os elementos, as "almas racionais" (anfus nāṭiqa) e os jinn.[72][61]

Ismaelismo

[editar | editar código]
BERJAYA
Muhammad ibn Muhammad Shakir Ruzmah-'i Nathani — Uma alma simbolizada como um anjo (1717)

A cosmologia do ismaelismo é descrita em grande parte por meio de ideias neoplatônicas e gnósticas.[73][74] Dois mestres ismaelitas influentes foram Abu Ya'qub al-Sijistani, no século X, e Nasir Khusraw, no século XI.[73] Uma das principais doutrinas de Al-Sijistani é a imaterialidade da alma, que pertence ao domínio espiritual, mas se encontra aprisionada no corpo do mundo material.[73][75] Em seus ensinamentos soteriológicos, a alma precisa abandonar os prazeres sensuais em favor da satisfação intelectual alcançada pela ascensão espiritual.[76][74][77] Um dos argumentos de Al-Sijistani é que o prazer sensual é finito e, por isso, não pode fazer parte da alma eterna.[77] Embora ele próprio não o tenha declarado expressamente, outros autores ismaelitas propõem que uma alma apegada ao prazer material renascerá em outro corpo sensorial na Terra: primeiro como uma pessoa de pele escura, um berbere ou um turco; depois como animal, inseto ou planta, formas que se acreditava serem progressivamente menos inclinadas às virtudes espirituais ou intelectuais.[75]

Nesse contexto, Nasir al-Din al-Tusi identifica o mundo terreno com sijjīn.[78] Os zabāniya são identificados com dezenove forças malignas que distraem o ser humano das verdades celestes e o desviam para preocupações materiais e sensuais, inclusive a imaginação distorcida (khayāl).[78] As húris paradisíacas são concebidas como elementos de conhecimento do mundo espiritual aos quais a alma se une em uma espécie de casamento metafórico, conforme a sura 44:54.[78] Esse conhecimento é inacessível às almas que permanecem no domínio terreno ou no inferno.[78]

Nasir Khusraw equipara a alma racional humana a um espírito potencialmente angélico ou demoníaco.[79][80] A alma é um anjo potencial ou um demônio potencial, conforme sua obediência à lei de Deus.[80] A alma obediente desenvolve-se como anjo potencial e torna-se um anjo real após a morte; a alma que procura prazeres sensuais é um demônio potencial e transforma-se em demônio real no outro mundo.[80][81]

BERJAYA
Representação do conceito de alma em transmigração no jainismo. A cor dourada representa nokarma, a matéria quase cármica; o ciano, dravya karma, a matéria cármica sutil; o laranja, bhav karma, a matéria psicofísica cármica; e o branco, sudhatma, a consciência pura

No jainismo, todo ser vivo, da planta e da bactéria ao ser humano, possui uma alma, e esse conceito constitui a própria base da religião. Segundo o jainismo, a existência da alma não tem início nem fim. Ela é eterna por natureza e muda de forma até alcançar a libertação. No jainismo, jīva é a essência imortal ou a alma de um organismo vivo — como um ser humano, animal, peixe ou planta — que sobrevive à morte física.[82] O termo ajīva significa "não alma" e representa a matéria, incluindo o corpo, o tempo, o espaço, a não movimentação e o movimento.[82] Um jīva pode ser saṃsāri, mundano e preso ao ciclo de renascimentos, ou mukta, libertado.[83][84]

Segundo essa crença, até ser libertada do samsara — o ciclo repetido de nascimento e morte —, a alma se liga a um desses corpos com base no carma, isto é, nas ações da alma individual. Independentemente do estado em que se encontre, a alma possui os mesmos atributos e qualidades. A diferença entre almas libertadas e não libertadas é que as qualidades e os atributos se manifestam plenamente no siddha, a alma libertada que superou todos os vínculos cármicos, e apenas parcialmente nas almas não libertadas. As almas que triunfam sobre as emoções nocivas ainda durante a permanência no corpo físico são chamadas arihants.[85]

A respeito da concepção jainista da alma, Virchand Gandhi declarou: "A alma vive sua própria vida, não para a finalidade do corpo; o corpo é que vive para a finalidade da alma. Se acreditarmos que a alma deve ser controlada pelo corpo, ela perde seu poder".[86]

Judaísmo

[editar | editar código]

Os termos hebraicos נפש nefesh ("ser vivo"), רוח ruach ("vento"), נשמה neshamah ("sopro"), חיה chayah ("vida") e יחידה yechidah ("singularidade") são utilizados para descrever a alma ou o espírito. O tradutor bíblico e hebraísta Robert Alter, contudo, rejeita "alma" como tradução inglesa válida do texto bíblico, por evocar um dualismo mente-corpo da teologia cristã que não aparece na Bíblia hebraica.[87][88]

As crenças judaicas sobre o conceito e a natureza da alma são dificultadas pela ausência de uma tradição única e plenamente autorizada e pela diversidade de crenças acerca da vida após a morte. A concepção de uma alma imortal, separada do ser humano e capaz de sobreviver-lhe após a morte, não estava presente nas primeiras crenças judaicas,[89] mas tornou-se predominante no início da Era Comum. Essa concepção diferia da crença grega, e posteriormente cristã, segundo a qual a alma era uma substância ontológica intrinsecamente separável do corpo humano.[90] Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da crença em uma vida após a morte exigia alguma forma de existência continuada depois do término da vida mortal, para que o indivíduo participasse do mundo vindouro. Essa necessidade de uma aparente dicotomia reflete-se no Talmude, no qual permanece a unidade psicofísica bíblica da alma, embora se aceite a possibilidade de sua existência simultânea nos níveis físico e espiritual. Esse paradoxo fundamental é reforçado pelas obras rabínicas posteriores.[91] Em última análise, a natureza específica da alma foi uma preocupação secundária para as autoridades rabínicas e continua sendo em grande parte das tradições modernas.[91]

À medida que as tradições espirituais e místicas se desenvolveram, o conceito judaico de alma passou por diversas transformações. A cabala e outras tradições místicas descrevem com maior pormenor a natureza da alma. A Cabala divide-a em cinco elementos, correspondentes aos cinco mundos:[92][93]

  1. Nefesh, relacionado ao instinto natural.
  2. Ruach, relacionado à emoção.
  3. Neshamah, relacionado ao intelecto.
  4. Chayah, que contempla a transcendência de Deus.
  5. Yechidah, essência da alma ligada a Deus.

A Cabala propôs um conceito de reencarnação, o gilgul (nefesh habehamit, a "alma animal").[94] Algumas tradições judaicas afirmam que a alma se aloja no osso luz, embora discordem sobre se este corresponde ao atlas, na parte superior da coluna vertebral, ou ao sacro, na extremidade inferior.[95]

Xamanismo

[editar | editar código]
BERJAYA
O jarro funerário de Manunggul, do Neolítico, encontrado nas cavernas de Tabon, em Palawan, nas Filipinas, representa uma alma e um psicopompo viajando de barco ao mundo espiritual, por volta de 890–710 a.C.

O dualismo da alma, também chamado "almas múltiplas" ou "pluralismo dualista", é uma crença comum no xamanismo[96][97][98] e é essencial ao conceito universal e central de "voo da alma", também denominado "viagem da alma", experiência fora do corpo, êxtase religioso ou projeção astral.[99][98][100] Ele envolve a crença de que os seres humanos possuem duas ou mais almas, geralmente denominadas "alma corporal" — ou "alma vital" — e "alma livre". A primeira vincula-se às funções corporais e à consciência durante a vigília, enquanto a segunda pode vagar livremente durante o sono ou estados de transe.[97][100][101] Em alguns casos, existe grande variedade de tipos de alma, cada qual com funções diferentes.[102][103] O dualismo e a multiplicidade de almas aparecem com destaque nas crenças animistas tradicionais dos povos austronésios,[104][105] dos chineses — com hun e po —,[106] do povo tibetano,[96] da maioria dos povos africanos,[107] da maioria dos povos indígenas da América do Norte,[107][102] dos povos antigos do Sul da Ásia,[98] dos povos do norte da Eurásia[108][109] e dos antigos egípcios, com o ka e o ba.[107]

A crença no dualismo da alma encontra-se na maior parte das tradições xamânicas austronésias. A palavra reconstruída em protoaustronésio para "alma corporal" é *nawa, com os sentidos de "sopro", "vida" ou "espírito vital". A alma corporal localiza-se em algum ponto da cavidade abdominal, frequentemente no fígado ou no coração — em protoaustronésio, *qaCay.[104][105] A "alma livre" localiza-se na cabeça. Seus nomes geralmente derivam do protoaustronésio *qaNiCu, "fantasma" ou "espírito dos mortos", termo também aplicado a outros espíritos não humanos da natureza. A "alma livre" ainda recebe nomes cujo significado literal é "gêmeo" ou "duplo", derivados do protoaustronésio *duSa, "dois".[110][111] Diz-se que uma pessoa virtuosa é aquela cujas almas permanecem em harmonia, enquanto uma pessoa má possui almas em conflito.[112]

A "alma livre" supostamente deixa o corpo e viaja ao mundo espiritual durante o sono, estados semelhantes ao transe, delírio, insanidade e a morte. A dualidade também aparece nas tradições de cura dos xamãs austronésios, nas quais as doenças são consideradas uma "perda da alma". Para curar o doente, portanto, é necessário "devolver" ao corpo a "alma livre", que pode ter sido roubada por um espírito maligno ou ter-se perdido no mundo espiritual. Caso a "alma livre" não possa ser recuperada, a pessoa afetada morre ou enlouquece permanentemente. O xamã cura na dimensão espiritual, recuperando as partes "perdidas" da alma humana onde quer que tenham ido. Também remove o excesso de energias negativas que confundem ou contaminam a alma.[113]

Em alguns grupos étnicos pode haver mais de duas almas. Entre os tagbanwas das Filipinas, diz-se que uma pessoa possui seis: a "alma livre", considerada a alma "verdadeira", e cinco almas secundárias com funções diversas.[104] Vários grupos inuítes acreditam que uma pessoa possua mais de um tipo de alma. Uma delas associa-se à respiração; outra pode acompanhar o corpo como uma sombra.[114] Em certos casos, a crença está ligada às tradições xamânicas dos diferentes grupos inuítes.[102] Os inuítes caribus também acreditavam em vários tipos de alma.[115]

No siquismo, a alma, denominada ātman, é compreendida como consciência pura e sem conteúdo.[116] Considera-se que seja eterna e inerentemente ligada ao divino (Paramatman), embora sua jornada seja moldada pelo carma, o efeito acumulado das ações, pensamentos e atos da pessoa. Segundo os ensinamentos siques, a alma passa por ciclos de renascimento, ou transmigração, até alcançar a libertação (mukti), processo governado pelos princípios da ordem divina (hukam) e da graça (nadar).

O ciclo de renascimentos é influenciado pelo apego do indivíduo aos desejos mundanos e ao ego (haumai), que encobre a ligação inata da alma com o divino. As escrituras siques advertem que a preocupação com a riqueza material, os vínculos familiares ou os prazeres sensoriais no momento da morte pode conduzir ao renascimento em formas inferiores de vida, como animais ou espíritos. Em contrapartida, a meditação no nome de Deus (Nam Simran) e a recordação do divino (Waheguru) durante a vida, sobretudo no momento da morte, permitem que a alma se una à verdade eterna (Sach Khand), encerrando o ciclo de reencarnações.[117]

Um elemento central da doutrina sique é a crença de que, embora o carma determine a trajetória da alma, a graça divina pode superar as limitações cármicas. O Guru Granth Sahib afirma que a libertação depende, em última instância, da vontade de Deus.[118] A vida ética inclui o trabalho honesto (Kirat Karo), o compartilhamento de recursos (Vand Chhako) e o serviço comunitário (seva).

No taoismo, a "alma" não é uma entidade única e imutável, como ocorre em muitas tradições ocidentais. Ela é concebida como um equilíbrio dinâmico de energias. Duas de suas partes fundamentais são o hun e o po. O hun é a "alma etérea", ligada à luz, à consciência espiritual e à mente. É considerado yang, energia ativa e ascendente, e acredita-se que deixe o corpo após a morte. O po é a "alma corpórea", ligada ao corpo, aos instintos e aos sentidos físicos. É yin, energia passiva e terrena, permanece junto ao corpo depois da morte e, com o tempo, dissolve-se novamente na terra.[119]

Existe considerável debate acadêmico sobre a compreensão taoista da morte.[120] O próprio processo de morrer é descrito como shijie, "libertação do cadáver", mas o que ocorre depois é descrito de maneiras diversas: como transformação espiritual, imortalidade ou ascensão da alma ao céu. Por exemplo, dizia-se que o Imperador Amarelo ascendera diretamente ao céu diante de testemunhas, enquanto o taumaturgo Ye Fashan teria se transformado em uma espada e depois em uma coluna de fumaça que subiu aos céus.[121]

Textos taoistas como o Zhuangzi sugerem que a alma não se encontra separada do mundo natural, mas integra o fluxo do Tao, o princípio universal. Uma passagem declara: "O céu e a terra nasceram ao mesmo tempo que eu, e as dez mil coisas são uma comigo".[122] De modo semelhante, o Daodejing ensina que a harmonia com o Tao dissolve as fronteiras rígidas entre o eu e o cosmo: "Retornar às próprias raízes é conhecido como quietude. É isso que se entende por retornar ao próprio destino".[123]

Filosofia

[editar | editar código]
BERJAYA
Sócrates, Platão e Aristóteles, filósofos socráticos da Grécia Antiga, lançaram as bases da compreensão tradicional da alma.

Filósofos gregos como Sócrates, Platão e Aristóteles entendiam que a alma (ψυχή, psykhḗ) deveria possuir uma faculdade lógica, cujo exercício constituía a mais divina das ações humanas.[124] Em seu julgamento de defesa, Sócrates chegou a resumir seus ensinamentos como nada além de uma exortação aos atenienses para que buscassem a excelência nos assuntos da psykhḗ, pois todos os bens corporais dependiam dessa excelência (Apologia, 30a–b). Aristóteles argumentou que o corpo e a alma de uma pessoa eram, respectivamente, sua matéria e sua forma: o corpo é um conjunto de elementos, e a alma é a essência. A alma ou psique (em grego antigo, ψυχή, psykhḗ, de ψύχειν, psýkhein, "respirar"; compare-se ao latim anima) compreende as capacidades mentais de um ser vivo: razão, caráter, livre-arbítrio, sentimento, consciência, qualia, memória, percepção e pensamento, entre outras. Dependendo do sistema filosófico, a alma pode ser mortal ou imortal.

Os gregos antigos utilizavam um termo equivalente a "animado por uma alma" para representar o conceito de estar vivo, indicando que a mais antiga concepção preservada da filosofia ocidental considerava a alma aquilo que dava vida ao corpo.[125] A alma era vista como o "sopro" incorpóreo ou espiritual que anima — do latim anima, compare-se a "animal" — o organismo vivo. Francis M. Cornford cita Píndaro ao afirmar que a alma dorme enquanto os membros estão ativos, mas, durante o sono, torna-se ativa e revela nos sonhos "uma recompensa de alegria ou tristeza que se aproxima".[126] Erwin Rohde escreveu que uma antiga crença anterior ao pitagorismo apresentava a alma como inerte depois de deixar o corpo e afirmava que ela se retirava para o Hades, sem esperança de retornar a um corpo.[127] Platão foi o primeiro pensador da Antiguidade a reunir as diferentes funções da alma em uma concepção coerente: a alma é aquilo que move as coisas — isto é, que dá vida, entendida como automovimento — por meio de seus pensamentos, de modo que precisa ser simultaneamente movente e pensante.[128]

Sócrates e Platão

[editar | editar código]
BERJAYA
Representação de Platão baseada em uma gema gravada. As asas de Psique fixadas às suas têmporas aludem à doutrina platônica da imortalidade da alma.[129]

Baseando-se nas palavras de seu mestre Sócrates, Platão considerava a psique a essência de uma pessoa, aquilo que determina o comportamento humano. Entendia essa essência como um ocupante incorpóreo e eterno de nosso ser. Platão afirmava que, mesmo após a morte, a alma existe e é capaz de pensar. Acreditava que, à medida que os corpos morrem, a alma renasce continuamente — metempsicose — em corpos posteriores; Aristóteles, porém, sustentava que apenas uma parte da alma era imortal: o intelecto (logos). A alma platônica é composta de três partes, localizadas em diferentes regiões do corpo:[130][131]

  1. O logos, ou logistikon — mente, nous ou razão —, localizado na cabeça e relacionado à racionalidade.
  2. O thymos, ou thumetikonemoção, ânimo ou princípio masculino —, localizado próximo ao peito e relacionado à ira.
  3. O eros, ou epithumetikon — princípio apetitivo, desejo ou feminino —, localizado no estômago e relacionado aos desejos da pessoa.

Platão compara as três partes da alma ou da psique a um sistema de castas social. Segundo sua teoria, a alma tripartida é essencialmente equivalente ao sistema de classes de um Estado, porque, para funcionar adequadamente, cada parte deve contribuir para o bom funcionamento do conjunto. O logos mantém reguladas as demais funções da alma.[132]

A alma ocupa o centro da filosofia de Platão. Francis Cornford descreveu os dois pilares do platonismo como, de um lado, a teoria das formas e, de outro, a doutrina da imortalidade da alma.[133] Platão foi a primeira pessoa na história da filosofia a considerar a alma simultaneamente fonte da vida e mente. Nos diálogos platônicos, ela desempenha funções muito diferentes.[134] Entre outras coisas, Platão acredita que a alma dá vida ao corpo — ideia formulada sobretudo nas Leis e no Fedro — em termos de automovimento: estar vivo é ser capaz de mover a si mesmo, e a alma move a si própria. Ele também considera a alma portadora das propriedades morais: quando alguém é virtuoso, é sua alma, e não, por exemplo, seu corpo, que possui virtude. A alma é igualmente a mente, aquilo que pensa no indivíduo. Essa alternância informal entre diferentes funções da alma aparece em diversos diálogos, inclusive em A República:

Existe alguma função da alma que não se possa realizar por meio de qualquer outra coisa, como cuidar de algo (epimeleisthai), governar, deliberar e outras atividades semelhantes? Poderíamos atribuí-las corretamente a algo que não fosse a alma e dizer que são características (idia) dela?

Não, a nada mais.

E quanto a viver? Negaremos que essa seja uma função da alma?

Certamente que é.[135]

O Fédon criou os problemas mais conhecidos para os estudiosos que tentaram compreender esse aspecto da teoria platônica da alma, entre eles Dorothea Frede e Sarah Broadie.[136][137] Pesquisas da década de 2020 contestaram essa acusação, argumentando que uma das novidades da teoria de Platão foi ter reunido, pela primeira vez, diferentes características e poderes da alma que se tornariam comuns na filosofia antiga e medieval posterior.[128] Segundo a formulação de um estudioso, para Platão a alma move as coisas por meio dos pensamentos e, portanto, é ao mesmo tempo movente — o princípio da vida, entendida como automovimento — e pensante.[128]

Aristóteles

[editar | editar código]
BERJAYA
Estrutura das almas das plantas, dos animais e dos seres humanos segundo Aristóteles, com Bios, Zoê e Psūchê

Aristóteles definiu a alma, ou psūchê (ψυχή), como a "primeira atualidade" de um corpo naturalmente organizado[138] e argumentou contra sua existência separada do corpo físico. Em sua concepção, a atividade primária, ou plena realização, de um ser vivo constitui sua alma. Por exemplo, a plena realização de um olho considerado organismo independente é ver, sua finalidade ou causa final.[139] Outro exemplo é que a plena realização de um ser humano consistiria em viver uma vida humana plenamente funcional de acordo com a razão, que ele considerava uma faculdade exclusiva da humanidade.[140] Para Aristóteles, a alma é a organização da forma e da matéria de um ser natural que lhe permite buscar a plena realização. Essa organização é necessária para que qualquer atividade ou funcionalidade seja possível em um ser natural. Tomando-se como exemplo um artefato, isto é, um ser não natural, uma casa é uma construção destinada à habitação humana, mas, para que se realize como casa, necessita da matéria — madeira, pregos ou tijolos — requerida para sua atualidade, ou seja, para ser uma casa plenamente funcional. Isso, contudo, não significa que uma casa possua alma. Nos artefatos, a fonte do movimento necessário à plena realização é externa: um construtor, por exemplo, constrói uma casa. Nos seres naturais, essa fonte de movimento encontra-se no próprio ser.[141]

Aristóteles abordou as faculdades da alma. As diferentes faculdades, como nutrição, movimento — próprio dos animais —, razão — própria dos seres humanos — e sensação — especial, comum e incidental —, quando exercidas, constituem a "segunda atualidade", isto é, a realização da capacidade de estar vivo. Uma pessoa que adormece, ao contrário de uma pessoa que morre, pode despertar e viver, enquanto a segunda já não pode fazê-lo. Aristóteles identificou três níveis hierárquicos de seres naturais — plantas, animais e seres humanos —, dotados de três graus diferentes de alma: bios, "vida"; zoë, "vida animada"; e psuchë, "vida autoconsciente". Para esses grupos, identificou três níveis correspondentes de alma ou atividade biológica: a atividade nutritiva de crescimento, manutenção e reprodução, compartilhada por toda forma de vida (bios); a atividade motora voluntária e as faculdades sensoriais, comuns apenas aos animais e seres humanos (zoë); e, por fim, a razão, da qual apenas os seres humanos são capazes (psuchë). A discussão aristotélica da alma aparece na obra De Anima.[142]

Embora Aristóteles seja visto sobretudo como adversário de Platão quanto à imortalidade da alma,[143] existe uma controvérsia relacionada ao quinto capítulo do terceiro livro de De Anima. O texto admite ambas as interpretações: a alma como um todo pode ser considerada mortal, enquanto uma parte denominada "intelecto ativo" ou "mente ativa" seria imortal e eterna.[144] Há defensores dos dois lados da controvérsia. Argumenta-se que o desacordo sobre a conclusão definitiva será permanente, pois nenhum outro texto do aristotelismo contém esse ponto específico, e essa passagem de De Anima é obscura.[145] Aristóteles também afirma que a alma ajuda os seres humanos a encontrar a verdade e que compreender sua verdadeira finalidade ou função é extremamente difícil.[146]

Avicena e Ibn al-Nafis

[editar | editar código]
BERJAYA
Avicena foi um filósofo muçulmano que integrou a teoria aristotélica da alma a uma estrutura islâmica.

Seguindo Aristóteles, Avicena — Ibn Sina — e Ibn al-Nafis, médico árabe, desenvolveram a compreensão aristotélica da alma e formularam teorias próprias. Ambos distinguiram a alma do espírito, e a doutrina aviceniana sobre a natureza da alma exerceu influência entre muçulmanos posteriores. Entre as ideias de Avicena encontra-se a de que a imortalidade da alma é consequência de sua natureza, e não uma finalidade que ela deva cumprir. Em sua teoria dos "dez intelectos", considerou a alma humana o décimo e último intelecto.[147][148]

Enquanto estava preso, Avicena escreveu o célebre experimento mental do "homem voador" para demonstrar a autoconsciência humana e a natureza substancial da alma.[149] Pediu aos leitores que se imaginassem suspensos no ar e isolados de todas as sensações, sem qualquer contato sensorial sequer com o próprio corpo. Argumentou que, nessa situação, a pessoa ainda possuiria autoconsciência. Concluiu, assim, que a ideia do eu não depende logicamente de nenhuma coisa física e que a alma não deve ser considerada em termos relativos, mas como um dado primário, uma substância. O argumento foi posteriormente refinado e simplificado por René Descartes em termos epistêmicos, quando afirmou: "Posso abstrair da suposição de todas as coisas externas, mas não da suposição de minha própria consciência".[150][151]

Avicena geralmente apoiava a ideia aristotélica de que a alma se originava no coração, enquanto Ibn al-Nafis a rejeitou e argumentou que a alma "se relaciona com a totalidade, e não com um ou alguns órgãos". Também criticou a ideia de Aristóteles de que cada alma singular exige a existência de uma fonte igualmente singular, neste caso o coração. Ibn al-Nafis concluiu que "a alma não se relaciona primordialmente nem com o espírito nem com qualquer órgão, mas com toda a matéria cujo temperamento está preparado para receber essa alma", e definiu a alma como nada além daquilo que um ser humano indica ao dizer "eu".[152]

Tomás de Aquino

[editar | editar código]
BERJAYA
Tomás de Aquino foi um teólogo cristão que desenvolveu amplamente a teoria aristotélica da alma em sua Suma Teológica.

Seguindo Aristóteles e Avicena, Tomás de Aquino compreendeu a alma como a primeira atualidade do corpo vivo.[153] A partir disso, distinguiu três ordens de vida: as plantas, que se alimentam e crescem; os animais, que acrescentam a sensação às operações vegetais; e os seres humanos, que acrescentam o intelecto às operações animais.[153] Quanto à alma humana, sua teoria epistemológica exigia que, uma vez que "aquele que conhece se torna aquilo que conhece", a alma não fosse corpórea: se fosse corpórea ao conhecer uma coisa corpórea, essa coisa passaria a existir dentro dela.[154] Portanto, a alma realiza uma operação que não depende de um órgão corporal e, consequentemente, pode existir sem o corpo. Além disso, como a alma racional dos seres humanos é uma forma subsistente, e não algo composto de matéria e forma, ela não pode ser destruída por nenhum processo natural.[155]

O argumento completo sobre a imortalidade da alma e o desenvolvimento aquiniano da teoria aristotélica encontram-se na Suma Teológica. Aquino afirmou a doutrina da efusão divina da alma, o juízo particular da alma depois de sua separação do corpo morto e a ressurreição final da carne. Recordou dois cânones do século IV, segundo os quais "a alma racional não é gerada pela cópula"[156] e "é uma só e a mesma alma no homem, que dá vida ao corpo unindo-se a ele e se dirige por seu próprio raciocínio".[a] Além disso, acreditava em uma alma única e tripartida, na qual estão distintamente presentes as almas nutritiva, sensitiva e intelectiva. A última é criada por Deus e possuída somente pelos seres humanos; inclui os outros dois tipos e torna incorruptível a alma sensitiva.[158]

Segundo Tomás de Aquino, a alma é tota in toto corpore.[159][160][161] Isso significa que se encontra inteiramente contida em cada parte do corpo humano e, portanto, é onipresente no corpo, não podendo ser localizada em um único órgão, como o coração ou o cérebro, nem separada do corpo, salvo depois da morte. No quarto livro de De Trinitate, Agostinho de Hipona afirma que a alma está inteira em todo o corpo e inteira em qualquer parte dele.[162]

Immanuel Kant

[editar | editar código]
BERJAYA
Immanuel Kant criticou o projeto racionalista de compreender a natureza da alma por meio da análise da proposição "eu penso".

Em suas discussões sobre a psicologia racional, Immanuel Kant identificou a alma com o "eu" no sentido mais estrito e argumentou que a existência da experiência interior não pode ser provada nem refutada. Declarou: "Não podemos demonstrar a priori a imaterialidade da alma, mas apenas isto: que todas as propriedades e ações da alma não podem ser reconhecidas a partir da materialidade". É do "eu", ou alma, que Kant propõe uma racionalização transcendental, mas adverte que essa racionalização só pode determinar os limites do conhecimento caso permaneça prática.[b]

Kant critica a metafísica da alma — investigação que chama de "psicologia racional" — nos Paralogismos da razão pura. Conforme a define, a psicologia racional procura estabelecer afirmações metafísicas sobre a natureza da alma mediante a análise da proposição "eu penso". Muitos predecessores e contemporâneos racionalistas de Kant acreditavam que a reflexão sobre o "eu" em "eu penso" poderia demonstrar que o eu é necessariamente uma substância, o que implicaria a existência da alma; indivisível, para sustentar sua imortalidade; idêntico a si mesmo, no que diz respeito à identidade pessoal; e separado do mundo exterior, conduzindo ao ceticismo sobre a realidade externa. Kant, contudo, afirma que essas conclusões decorrem de um erro de raciocínio.[164]

Segundo Kant, esse erro surge quando o pensamento conceitual do "eu" em "eu penso" é confundido com uma verdadeira cognição do "eu" como objeto. Para Kant, a cognição exige tanto intuição — experiência sensorial — quanto conceitos, ao passo que o "eu" em questão envolve apenas pensamento conceitual abstrato. Considere-se, por exemplo, se o eu pode ser conhecido como substância. Embora o "eu" seja sempre o sujeito dos pensamentos, e nunca o predicado de outra coisa, reconhecer algo como substância também exige intuí-lo como objeto persistente. Como a pessoa não possui intuição alguma do próprio "eu", não pode conhecê-lo como substância. Assim, na concepção kantiana, embora a pessoa inevitavelmente conceba o "eu" como uma substância semelhante à alma, o verdadeiro conhecimento da existência ou da natureza da alma permanece fora de seu alcance.[164]

Filosofia contemporânea

[editar | editar código]

A noção de alma frequentemente se baseia na teoria denominada dualismo mente-corpo, segundo a qual os fenômenos mentais não são físicos.[165] Se corpo e alma — ou mente — pertencem a dois domínios distintos, permanece a questão de como se relacionam. A filosofia da mente contemporânea distingue três grandes teorias dualistas sobre a relação entre as propriedades mentais e o corpo: interacionismo, paralelismo psicofísico e epifenomenalismo.[166] O interacionismo sustenta que acontecimentos físicos e mentais interagem. Essa posição é frequentemente considerada a mais intuitiva: percebe-se a mente reagindo a estímulos físicos e, em seguida, pensamentos e sentimentos agindo sobre o corpo, por exemplo ao movimentá-lo. Os seres humanos, portanto, apresentariam uma inclinação natural ao interacionismo.[166] A Internet Encyclopedia of Philosophy afirma que "a característica decisiva do interacionismo é seu compromisso com uma causalidade de 'duas vias': causalidade do mental para o físico e do físico para o mental".[167]

O paralelismo evita os debates sobre a interação mente-corpo ao propor que ambos funcionam paralelamente. Nesse modelo, acontecimentos mentais e físicos não exercem influência causal uns sobre os outros; apenas coincidem. Quando existe causalidade, ela permanece estritamente limitada a cada domínio: acontecimentos mentais somente provocam ou resultam de outros acontecimentos mentais, e acontecimentos físicos exclusivamente causam ou são causados por outros acontecimentos físicos.[167]

O epifenomenalismo afirma que acontecimentos físicos geram acontecimentos mentais, mas que estes não possuem poder causal: não podem influenciar acontecimentos físicos nem mesmo outros fenômenos mentais. Essa posição incorpora parcialmente o interacionismo ao admitir causalidade em uma única direção, do físico para o mental, rejeitando assim o paralelismo, que nega qualquer vínculo causal entre os domínios. Nesse modelo, a mente é comparada à sombra do corpo: enquanto o corpo produz efeitos ativamente, a mente é apenas um subproduto passivo, incapaz de determinar resultados ou interações.[167]

Entre as teorias não dualistas estão o fisicalismo, segundo o qual tudo é físico,[168] e o idealismo, a convicção de que uma inteligência a priori fundamenta todos os fenômenos, inclusive a ciência.[169][170] George Howison contextualizou da seguinte forma a questão da necessidade de almas logicamente anteriores:

A questão de saber se não possuímos algum conhecimento independente de toda e qualquer experiência — se não deve inevitavelmente existir algum conhecimento a priori, algum conhecimento ao qual chegamos simplesmente em virtude de nossa natureza — é realmente a questão primordial, em torno da qual se concentra todo o conflito da filosofia e de cuja decisão depende a solução de todas as demais questões.[171]

Psicologia

[editar | editar código]

Seelenglaube, ou "crença na alma", é um elemento destacado na obra de Otto Rank.[172] Rank explica a importância da imortalidade na psicologia do interesse primitivo, clássico e moderno pela vida e pela morte. Sua obra opôs-se diretamente à psicologia científica que admite a possibilidade da existência da alma e a postula como objeto de pesquisa sem realmente reconhecer que ela existe.[172] Rank afirma: "Assim como a religião representa um comentário psicológico sobre a evolução social do homem, as diferentes psicologias representam nossas atitudes atuais diante da crença espiritual. Na era animista, psicologizar significava criar a alma; na era religiosa, representá-la para si próprio; em nossa era das ciências naturais, significa conhecer a alma individual".[173] A obra de Rank exerceu influência significativa sobre a compreensão de Ernest Becker acerca do interesse universal pela imortalidade. Em A negação da morte, Becker descreve a "alma" a partir do uso de "eu" por Søren Kierkegaard:

O uso que Kierkegaard faz de "eu" pode ser um pouco confuso. Ele o utiliza para incluir o eu simbólico e o corpo físico. Trata-se, na realidade, de um sinônimo de "personalidade total", que ultrapassa a pessoa para incluir aquilo que hoje chamaríamos de "alma" ou "fundamento do ser", do qual surgiu a pessoa criada.[174]

Segundo o cientista cognitivo Jesse Bering e o psicólogo Nicholas Humphrey, os seres humanos possuem inicialmente uma inclinação a acreditar em uma alma e nascem como dualistas de alma e corpo. Assim, as instituições religiosas não precisaram inventar nem herdar a ideia de alma de tradições anteriores; o conceito sempre esteve presente ao longo da história humana.[143] Repetindo essa ideia, o filósofo americano Stewart Goetz afirmou que, segundo antropólogos e psicólogos, os seres humanos comuns são dualistas de substância entre alma e corpo e, em todos os tempos e lugares, acreditaram na existência de uma distinção entre ambos.[175]

Parapsicologia

[editar | editar código]
BERJAYA
Duncan MacDougall foi um médico de Haverhill, Massachusetts, que procurou determinar cientificamente se a alma possuía peso

Alguns parapsicólogos tentaram estabelecer, por meio de experimentos científicos, se existe uma alma separada do cérebro, conforme é mais comumente definida na religião, e não como sinônimo de psique ou mente.[176]

Uma dessas tentativas tornou-se conhecida como o "experimento dos 21 gramas".[177][178] Em 1901, Duncan MacDougall, médico de Haverhill, que desejava determinar cientificamente se a alma possuía peso, identificou seis pacientes internados em instituições de cuidados cujas mortes eram iminentes. Quatro sofriam de tuberculose, um de diabetes e um de causas não especificadas. MacDougall escolheu especificamente pessoas com doenças que provocavam exaustão física, pois precisava que permanecessem imóveis no momento da morte para realizar medições precisas. Quando pareciam próximas da morte, suas camas inteiras eram colocadas sobre uma balança industrial, sensível a dois décimos de onça, equivalentes a 5,6 gramas.[179][180] Um dos pacientes perdeu "três quartos de onça", ou 21,3 gramas, coincidindo com o momento da morte, o que levou MacDougall a concluir que a alma possuía peso.[181][182]

O físico Robert L. Park escreveu que os experimentos de MacDougall "não são atualmente considerados dotados de qualquer mérito científico", e o psicólogo Bruce Hood afirmou que, "como a perda de peso não era confiável nem reproduzível, suas conclusões não eram científicas".[183][184]

Ver também

[editar | editar código]
BERJAYA
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Alma
BERJAYA
O Wikiquote tem citações relacionadas a Alma.

Notas e referências

Notas

  1. Citação integral do cânone:
    Tampouco dizemos que existam duas almas em um só homem, como escrevem Tiago e outros sírios: uma animal, pela qual o corpo é animado e que se mistura ao sangue; e outra espiritual, que obedece à razão. Dizemos, porém, que é uma só e a mesma alma no homem, que dá vida ao corpo unindo-se a ele e se dirige por seu próprio raciocínio. — (Gennadius of Massilia)[156] por meio de (Aquinas 1920b)[157]
  2. Immanuel Kant propôs a existência de determinadas verdades matemáticas — por exemplo, 2 + 2 = 4 — que não estão vinculadas à matéria nem à alma.[163]

Referências

  1. Rocha, Carlos (11 de outubro de 2022). «A etimologia de alma». Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Consultado em 3 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 19 de abril de 2026
  2. «alma». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 3 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2025
  3. 1 2 3 McClelland, N. C. (2018). Encyclopedia of Reincarnation and Karma. Ukraine: McFarland, Incorporated, Publishers. p. 17.
  4. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 55.
  5. 1 2 3 4 5 Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 58.
  6. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. pp. 63–64.
  7. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 170.
  8. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 170.
  9. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 69.
  10. Buddhist Text and Anthropological Society Journal of the Buddhist Text and Anthropological Society, Band 5, Teil 1 The Society, 1897 digitalized: 21. May 2014. p. 1.
  11. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 169.
  12. 1 2 Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 303.
  13. McClelland, N. C. (2018). Encyclopedia of Reincarnation and Karma. McFarland. pp. 16–17.
  14. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. pp. 305–308.
  15. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 295.
  16. Gethin, R. (1998). The foundations of Buddhism. Oxford University Press. p. 137.
  17. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 302.
  18. McClelland, N. C. (2018). Encyclopedia of Reincarnation and Karma. McFarland. p. 16.
  19. Gethin, R. (1998). The foundations of Buddhism. Oxford University Press. p. 139.
  20. 1 2 3 Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 298.
  21. Karunadasa, Y. (2015). Early Buddhist teachings (New ed.). Simon and Schuster. p. 143.
  22. The Routledge Handbook of Philosophy of Pain. Vereinigtes Königreich, Taylor & Francis, 2017. p. 294.
  23. 1 2 3 McClelland, Norman C. Encyclopedia of Reincarnation and Karma. Ukraine, McFarland, Incorporated, Publishers, 2018. p. 18.
  24. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. p. 168.
  25. Karunadasa, Y. (2018). Early Buddhist teachings (New ed.). Simon and Schuster. pp. 153–154.
  26. Gowans, C. (2004). Philosophy of the Buddha: An introduction. Routledge. pp. 56; 67–68.
  27. Buddhist Text and Anthropological Society. Journal of the Buddhist Text and Anthropological Society, Band 5, Teil 1. The Society, 1897, digitalized: 21 May 2014. p. 1.
  28. 1 2 3 Gowans, Christopher. Philosophy of the Buddha: An introduction. Routledge, 2004. p. 68.
  29. 1 2 Gowans, Christopher. Philosophy of the Buddha: An introduction. Routledge, 2004. pp. 72–73.
  30. Somaratne, G. A. The Buddha's Teaching: A Buddhistic Analysis. Singapur, Springer Nature Singapore, 2021. pp. 298–299.
  31. 1 2 3 4 Palden Gyal and Owen Flanagan The Routledge Handbook of Philosophy of Pain. Vereinigtes Königreich, Taylor & Francis, 2017. pp. 294–295.
  32. 1 2 Gethin, R. (1998). The Foundations of Buddhism. Oxford University Press. p. 139.
  33. Giles, James. "The no-self theory: Hume, Buddhism, and personal identity". Philosophy East and West 43.2 (1993): 175–200.
  34. 1 2 3 4 5 «What happens after death?». GotQuestions. Cópia arquivada em 1 de julho de 2026
  35. Αρχιμ. Βλάχος, Ιερόθεος (30 de setembro de 1985). «Κεφάλαιο Γ'» (PDF). Ορθόδοξη Ψυχοθεραπεία (em Greek). Εδεσσα: Ιερά Μονή Τιμίου Σταυρού. p. Τι είναι η ψυχή. Consultado em 25 de janeiro de 2023. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2023
  36. «Soul». newadvent.org. 1 de julho de 1912. Consultado em 13 de novembro de 2011. Cópia arquivada em 28 de novembro de 2011. In St. Paul we find a more technical phraseology employed with great consistency. Psyche is now appropriated to the purely natural life; pneuma to the life of supernatural religion, the principle of which is the Holy Spirit, dwelling and operating in the heart. The opposition of flesh and spirit is accentuated afresh (Romans 1:18, etc.). This Pauline system, presented to a world already prepossessed in favour of a quasi-Platonic Dualism, occasioned one of the earliest widespread forms of error among Christian writers – the doctrine of the Trichotomy. According to this, man, perfect man (teleios) consists of three parts: body, soul and spirit (soma, psyche, pneuma).
  37. Baker, Daniel (2015). «Are We Body-and-Soul or Body-Soul-and-Spirit?». Cornerstone Fellowship Church of Apex (em inglês). Cópia arquivada em 15 de agosto de 2024
  38. «Hebrews 4:12 - New American Standard Bible». BibleGateway (em inglês). Consultado em 13 de abril de 2025. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
  39. Givens, Terryl (2010). When Souls Had Wings: Pre-Mortal Existence in Western Thought (em inglês). [S.l.]: OUP USA. 2 páginas. ISBN 978-0-19-531390-1
  40. Pacholczyk, Tadeusz, Father, PhD. «Do embryos have souls?». Catholic Education Resource Center. Catholiceducation.org. Consultado em 13 de novembro de 2011. Cópia arquivada em 29 de junho de 2011
  41. Oderberg, David S. (22 de dezembro de 2012). «Survivalism, Corruptionism, and Mereology». European Journal for Philosophy of Religion. 4 (4): 1–26. ISSN 1689-8311. doi:10.24204/ejpr.v4i4.257. Cópia arquivada em 20 de julho de 2026
  42. 1 2 Spencer, Mark (2014). «The personhood of the separated soul» (PDF). Nova et Vetera. 12 (3): 863–912
  43. 1 2 De Haan, Daniel D.; Dahm, Brandon (2019). «Thomas Aquinas on Separated Souls as Incomplete Human Persons»Subscrição paga é requerida. The Thomist: A Speculative Quarterly Review (em inglês). 83 (4): 589–637. ISSN 2473-3725. doi:10.1353/tho.2019.0036. Consultado em 29 de março de 2025. Cópia arquivada em 19 de julho de 2024
  44. «ātman». Oxford Dictionaries. Oxford University Press. 2012. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2015
  45. 1 2 Lorenzen, D. (2004). Mittal, Sushil; Thursby, Gene, eds. The Hindu World. [S.l.]: Routledge. pp. 208–209. ISBN 0-415-21527-7. Advaita and Nirguni movements, on the other hand, stress an interior mysticism in which the devotee seeks to discover the identity of individual soul (Ātman) with the universal ground of being (Brahman) or to find god within himself.
  46. Deussen, Paul; Geden, A.S. (junho de 2010). The Philosophy of the Upanishads. [S.l.]: Cosimo Classics. p. 86. ISBN 978-1-61640-240-2
  47. King, Richard (1995). Early Advaita Vedanta and Buddhism. [S.l.]: State University of New York Press. p. 64. ISBN 978-0-7914-2513-8. Ātman as the innermost essence or soul of man, and Brahman as the innermost essence and support of the universe. (...) Thus we can see in the Upanishads, a tendency towards a convergence of microcosm and macrocosm, culminating in the equating of Ātman with Brahman.
  48. Jayatilleke, K.N. (2010). Early Buddhist Theory of Knowledge. [S.l.]: Motilal Banarsidass. pp. 246–249, from note 85 onwards. ISBN 978-81-208-0619-1
  49. Collins, Steven (1994). Reynolds, Frank; Tracy, David, eds. Religion and Practical Reason. [S.l.]: State University of New York Press. p. 64. ISBN 978-0-7914-2217-5. Central to Buddhist soteriology is the doctrine of not-self (Pali: anattā, Sanskrit: anātman, the opposed doctrine of Ātman is central to Brahmanical thought). Put very briefly, this is the [Buddhist] doctrine that human beings have no soul, no self, no unchanging essence.
  50. Shankara, Acharya (1908). Brihad Aranyaka Upanishad and the Commentary of Sankara Acharya on its First Chapter. Traduzido por Roer, Edward. [S.l.]: Society for the Resuscitation of Indian Literature. p. 2 (quote), pp. 2–4 via Google books
  51. Javanaud, Katie (julho–agosto de 2013). «Is the Buddhist 'no-self' doctrine compatible with pursuing nirvana. Philosophy Now (97). Consultado em 17 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2015 via philosophynow.org
  52. Hall, Matthew (2011). Plants as Persons: A philosophical botany. [S.l.]: State University of New York Press. p. 76. ISBN 978-1-4384-3430-8. Cópia arquivada em 1 de janeiro de 2026
  53. 1 2 Varenne, Jean (1989). Yoga and the Hindu Tradition. [S.l.]: Motilal Banarsidass. pp. 45–47. ISBN 978-81-208-0543-9. Cópia arquivada em 4 de setembro de 2025
  54. McLean, George F.; Meynell, Hugo Anthony (1988). The Nature of Metaphysical Knowledge. Washington, DC: Council for Research in Values and Philosophy. p. 32. ISBN 9780819169266. Cópia arquivada em 25 de novembro de 2025
  55. Deuraseh, Nurdeen; Abu Talib, Mansor (2005). «Mental health in Islamic medical tradition». The International Medical Journal. 4 (2): 76–79
  56. Bragazzi, NL; Khabbache, H; et al. (2018). «Neurotheology of Islam and Higher Consciousness States». Cosmos and History: The Journal of Natural and Social Philosophy. 14 (2): 315–21. Consultado em 27 de junho de 2020. Cópia arquivada em 15 de junho de 2021
  57. Th. Emil Homerin (2006). «Soul». In: Jane Dammen McAuliffe. Encyclopaedia of the Qurʾān. 5. [S.l.]: Brill
  58. 1 2 3 4 5 6 7 8 Calverley, E.E., & Netton, (. (2012). Nafs. In P. Bearman (ed.), Encyclopaedia of Islam New Edition Online (EI-2 English). Brill. https://doi.org/10.1163/1573-3912_islam_COM_0833
  59. 1 2 3 4 5 Inati, S.(1998). Soul in Islamic philosophy. In The Routledge Encyclopedia of Philosophy. Taylor and Francis.
  60. Adamson, P., & Taylor, R. C. (Eds.). (2004). The Cambridge companion to Arabic philosophy. Cambridge University Press. p. 309.
  61. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Calverley, E. E., & Netton, (2012). Nafs. In P. Bearman (ed.), Encyclopaedia of Islam New Edition Online (EI-2 English). Brill. https://doi.org/10.1163/1573-3912_islam_COM_0833
  62. Chittick, William, "Ibn 'Arabî", The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Spring 2020 Edition), Edward N. Zalta (ed.), chapter 6
  63. 1 2 3 Chittick, William, "Ibn 'Arabî", The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Spring 2020 Edition), Edward N. Zalta (ed.), chapter 6 chapter 3.3
  64. Chittick, William, "Ibn 'Arabî", The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Spring 2020 Edition), Edward N. Zalta (ed.), chapter 6 chapter 6.0
  65. Chittick, William, "Ibn 'Arabî", The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Spring 2020 Edition), Edward N. Zalta (ed.), chapter 6 chapter 5
  66. Tamer, Georges. Islam and Rationality: The Impact of al-Ghazālī. Papers Collected on His 900th Anniversary. Vol. 1. Vol. 94. Brill, 2015. p. 101.
  67. 1 2 3 Abul Quasem, M. (1975). The ethics of al-Ghazali: A composite ethics in Islam. p. 44.
  68. 1 2 Rassool, G. H., & Luqman, M. M. (2022). Foundations of Islāmic psychology: From classical scholars to contemporary thinkers. Routledge. p. 81.
  69. 1 2 3 Rassool, G. H., & Luqman, M. M. (2022). Foundations of Islāmic psychology: From classical scholars to contemporary thinkers. Routledge. p. 80.
  70. amer, Georges. Islam and Rationality: The Impact of al-Ghazālī. Papers Collected on His 900th Anniversary. Vol. 1. Vol. 94. Brill, 2015. p. 104.
  71. Zaroug, Abdullahi Hassan (1997). "Al-Ghazali's Sufism: A Critical Appraisal". Intellectual Discourse. 5 (2): 150.
  72. Calverley, E. E. & Pollock, J. (Eds.). (2022) Nature, Man and God in Medieval Islam: Volume One. Brill. pp. 645–647.
  73. 1 2 3 Walker, P. E. (1993). Early philosophical Shiism: the Ismaili Neoplatonism of Abū Yaʻqūb al-Sijistānī. Vereinigtes Königreich: Cambridge University Press. p. 95.
  74. 1 2 Daftary, F. (2020). Short History of the Ismailis: Traditions of a Muslim Community. Edinburgh University Press. p. 86.
  75. 1 2 Lange, C. (2015). Paradise and hell in Islamic traditions. Cambridge University Press. p. 212.
  76. Walker, P. E. (1993). Early philosophical Shiism: the Ismaili Neoplatonism of Abū Yaʻqūb al-Sijistānī. Vereinigtes Königreich: Cambridge University Press.
  77. 1 2 Lange, C. (2015). Paradise and hell in Islamic traditions. Cambridge University Press. p. 211.
  78. 1 2 3 4 Lange, C. (2015). Paradise and hell in Islamic traditions. Cambridge University Press. p. 214.
  79. Nasr, S. H., and Aminrazavi, Mehdi. An Anthology of Philosophy in Persia, Vol. 2: Ismaili Thought in the Classical Age. Iran, I. B. Tauris, 2008. pp. 319–323.
  80. 1 2 3 The Oxford Handbook of Islamic Philosophy. (2017). Vereinigtes Königreich: Oxford University Press. p. 186.
  81. Nasr, S. H., and Aminrazavi, Mehdi. An Anthology of Philosophy in Persia, Vol. 2: Ismaili Thought in the Classical Age. Iran, I. B. Tauris, 2008.
  82. 1 2 J Jaini (1940). Outlines of Jainism. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. xxii–xxiii. Cópia arquivada em 24 de novembro de 2025
  83. Siddhāntacakravartin, Nemicandra (1927). Gommatsara Karma-kanda (em inglês). [S.l.]: Central Jaina Publishing House. Cópia arquivada em 24 de dezembro de 2025
  84. Sarao, K. T. S.; Long, Jeffery D., eds. (2017). «Jiva». Buddhism and Jainism. Col: Encyclopedia of Indian Religions. [S.l.]: Springer Netherlands. p. 594. ISBN 978-94-024-0851-5. doi:10.1007/978-94-024-0852-2_100397
  85. Sangave, Vilas Adinath (2001). Aspects of Jaina religion 3rd ed. [S.l.]: Bharatiya Jnanpith. pp. 15–16. ISBN 81-263-0626-2. Cópia arquivada em 28 de setembro de 2025
  86. «Forgotten Gandhi, Virchand Gandhi (1864–1901) – Advocate of Universal Brotherhood». All Famous Quotes. Arquivado do original em 21 de setembro de 2013
  87. Zohar, Rayah Mehemna, Terumah 158b. See Leibowitz, Aryeh (2018). The Neshamah: A Study of the Human Soul. Feldheim. pp. 27, 110. ISBN 1-68025-338-7.
  88. Alter, Robert (2019). The Art of Bible Translation. Princeton New Jersey: Princeton University Press. pp. 7–8,48. ISBN 978-0691-18149-3
  89. Tabor, James, What the Bible says about Death, Afterlife, and the Future. "Os antigos hebreus não tinham noção de uma alma imortal que vivesse uma vida plena e vital após a morte, nem de qualquer ressurreição ou retorno da morte. Os seres humanos, assim como os animais do campo, são feitos do "pó da terra" e, na morte, retornam a esse pó (Gênesis 2:7; 3:19). A palavra hebraica nephesh — tradicionalmente traduzida como "alma vivente", mas mais adequadamente entendida como "criatura vivente" — é a mesma palavra usada para todas as criaturas que respiram e não se refere a nada imortal."
  90. "Estudos acadêmicos modernos têm ressaltado que os conceitos hebraico e grego de alma não eram sinônimos. Embora o pensamento hebraico distinguisse a alma do corpo (como base material da vida), não se tratava de duas entidades separadas e independentes. A pessoa não tinha um corpo, mas era um corpo animado — uma unidade de vida que se manifestava em forma carnal: um organismo psicofísico (Buttrick, 1962). Embora os conceitos gregos de alma variassem consideravelmente conforme a época e a escola filosófica, o pensamento grego frequentemente apresentava a alma como uma entidade distinta do corpo. Até décadas recentes, a teologia cristã da alma refletia mais as ideias gregas (compartimentalizadas) do que as hebraicas (unitárias).", Moon, "Soul", in Benner & Hill (eds.), Baker encyclopedia of psychology & counseling, p. 1148 (2nd ed. 1999).
  91. 1 2 The Concept of Soul in Judaism, Christianity and Islam. [S.l.]: De Gruyter. 2023. pp. 1–18. ISBN 9783110748239
  92. «Nurturing The Human SoulFrom Cradle To Grave». Chizuk Shaya: Dvar Torah Resource. 6 de janeiro de 2013. Consultado em 10 de junho de 2022. Cópia arquivada em 25 de outubro de 2022
  93. «Neshamah: Levels of Soul Consciousness». Chabad.org Kabbalah Online. Consultado em 24 de abril de 2024. Cópia arquivada em 23 de abril de 2024
  94. Weiner, Rebecca Reincarnation and Judaism Arquivado em 14 abril 2023 no Wayback Machine. jewishvirtuallibrary.org. Retrieved July 2, 2024
  95. Scholem, Gershom (1978). Kabbalah. [S.l.]: Meridian. ISBN 978-0-452-01007-9. Cópia arquivada em 31 de dezembro de 2025
  96. 1 2 Sumegi, Angela (2008). Dreamworlds of Shamanism and Tibetan Buddhism: The Third Place (em inglês). [S.l.]: State University of New York Press. ISBN 978-0-7914-7826-4. Cópia arquivada em 24 de novembro de 2025
  97. 1 2 Bock, Nona J.T. (2005). Shamanic techniques: their use and effectiveness in the practice of psychotherapy (PDF) (MSc). University of Wisconsin-Stout. Consultado em 8 de março de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 25 de outubro de 2022
  98. 1 2 3 Drobin, Ulf (2016). «Introduction». In: Jackson, Peter. Horizons of Shamanism (PDF). [S.l.]: Stockholm University Press. pp. xiv–xvii. ISBN 978-91-7635-024-9. Consultado em 8 de março de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 17 de setembro de 2022
  99. Hoppál, Mihály (2007). Shamans and Traditions. Budapest: Akadémiai Kiadó. pp. 17–26. ISBN 978-963-05-8521-7
  100. 1 2 Winkelman, Michael James (2016). «Shamanism and the Brain». In: Niki, Kasumi-Clements. Religion: Mental Religion. [S.l.]: Macmillan Reference USA. pp. 355–372. ISBN 9780028663609
  101. Winkelman, Michael (2002). «Shamanic universals and evolutionary psychology». Journal of Ritual Studies. 16 (2): 63–76. JSTOR 44364143. Consultado em 8 de março de 2021. Cópia arquivada em 18 de agosto de 2022
  102. 1 2 3 Merkur, Daniel (1985). Becoming Half Hidden / Shamanism and Initiation among the Inuit. Stockholm: Almqvist & Wiksell. pp. 61, 222–223, 226, 240. ISBN 91-22-00752-0
  103. Kulmar, Tarmo. «Conceptions of soul in old-Estonian religion». Consultado em 8 de março de 2021. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2019
  104. 1 2 3 Tan, Michael L. (2008). Revisiting Usog, Pasma, Kulam. [S.l.]: University of the Philippines Press. ISBN 9789715425704. Cópia arquivada em 2 de novembro de 2025
  105. 1 2 Clifford Sather (2018). «A work of love: Awareness and expressions of emotion in a Borneo healing ritual». In: James J. Fox. Expressions of Austronesian Thought and Emotions. [S.l.]: ANU Press. pp. 57–63. ISBN 9781760461928. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2025
  106. Harrell, Stevan (1979). «The Concept of Soul in Chinese Folk Religion». The Journal of Asian Studies. 38 (3): 519–528. JSTOR 2053785. doi:10.2307/2053785Acessível livremente
  107. 1 2 3 McClelland, Norman C. (2010). Encyclopedia of Reincarnation and Karma. [S.l.]: McFarland & Company, Inc. pp. 251, 258. ISBN 978-0-7864-4851-7
  108. Hoppál, Mihály. «Nature worship in Siberian shamanism». Consultado em 8 de março de 2021. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2018
  109. Hoppál, Mihály (1994). Sámánok. Lelkek és jelképek ["Shamans / Souls and symbols"]. Budapest: Helikon Kiadó. p. 225. ISBN 963-208-298-2
  110. Yu, Jose Vidamor B. (2000). Inculturation of Filipino-Chinese Culture Mentality. Col: Interreligious and Intercultural Investigations. 3. [S.l.]: Editrice Pontifica Universita Gregoriana. pp. 148–149. ISBN 9788876528484. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2026
  111. Robert Blust; Stephen Trussel. «*du». ACD - Austronesian Comparative Dictionary - Cognate Sets - D. Austronesian Comparative Dictionary. Consultado em 7 de julho de 2018. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2020
  112. Leonardo N. Mercado (1991). «Soul and Spirit in Filipino Thought». Philippine Studies. 39 (3): 287–302. JSTOR 42633258
  113. Zeus A. Salazar (2007). «Faith healing in the Philippines: An historical perspective» (PDF). Asian Studies. 43 (2v): 1–15. Consultado em 22 de abril de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 17 de setembro de 2022
  114. Kleivan, Inge; Sonne, B. (1985). "Arctic peoples". Eskimos. Greenland and Canada. Institute of Religious Iconography. Iconography of religions. Leiden (The Netherlands): State University Groningen, via E.J. Brill. section VIII, fascicle 2. ISBN 90-04-07160-1.
  115. Gabus, Jean (1970). A karibu eszkimók (in Hungarian). Budapest: Gondolat Kiadó. Translation of the original: Gabus, Jean (1944). Vie et coutumes des Esquimaux Caribous. Libraire Payot Lausanne.
  116. Virk, Hardev (2018). «Concept of Mind, Body and Soul in the Sikh Scripture (SGGS)»
  117. «What Do Sikhs Believe About the Afterlife?». Learn Religions (em inglês). Consultado em 16 de abril de 2025. Cópia arquivada em 2 de novembro de 2025
  118. Singh, Jagraj (2009). A Complete Guide to Sikhism (em English). India: Unistar Books. 266 páginas. ISBN 9788171427543
  119. Robinet, Isabelle (2022). Taoism: Growth of a Religion (em inglês). [S.l.]: Stanford University Press. ISBN 978-0-8047-6494-0. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2025
  120. Warren T. Reich (1995), Encyclopedia of Bioethics, ISBN 978-0-02-897355-5, Simon & Schuster Macmillan, p. 2467
  121. Russell Kirkland (2008), «shijie», The encyclopedia of Taoism, ISBN 978-0-7007-1200-7, Routledge
  122. «The Complete Works of Chuang Tzu translated by Burton Watson, Terebess Asia Online (TAO)». terebess.hu. Consultado em 15 de abril de 2025. Cópia arquivada em 18 de abril de 2026
  123. «Chapter-16-Commentary». www.centertao.org. Consultado em 15 de abril de 2025. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2026
  124. Claus, David (1981) Toward the Soul: An Inquiry into the Meaning of Psyche Before Plato. New Haven and London: Yale University Press. ISBN 9780300020960
  125. Lorenz, Hendrik (2009). «Ancient Theories of Soul». In: Zalta, Edward N. The Stanford Encyclopedia of Philosophy Summer 2009 ed. [S.l.]: Metaphysics Research Lab, Stanford University. Consultado em 8 de março de 2018. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2021
  126. Francis M. Cornford, Greek Religious Thought, p. 64, referring to Pindar, Fragment 131.
  127. Erwin Rohde, Psyche, 1928.
  128. 1 2 3 Campbell, Douglas (2021). "Self-Motion and Cognition: Plato's Theory of the Soul". The Southern Journal of Philosophy. 59: 523–544. Arquivado em 10 dezembro 2024 no Wayback Machine
  129. King, Charles William (1885). Handbook of Engraved Gems 2nd ed. London: George Bell and Sons. 236 páginas
  130. Jones, David (2009). The Gift of Logos: Essays in Continental Philosophy. [S.l.]: Cambridge Scholars Publishing. pp. 33–35. ISBN 978-1-4438-1825-4. Consultado em 23 de fevereiro de 2016. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2025[carece de fonte melhor]
  131. See Karfik 2005. Karfik, Filip. 2005. "What the Mortal Parts of the Soul Really Are". Rhizai: A Journal for Ancient Philosophy and Science 2: 197–217.
  132. Welton, William A. (2002). Plato's Forms: Varieties of Interpretation (em inglês). [S.l.]: Lexington Books. ISBN 978-0-7391-0514-6. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2025
  133. Cornford, Francis (1941). The Republic of Plato. Oxford: Oxford University Press. pp. xxv.
  134. Campbell, Douglas (2021). "Self-Motion and Cognition: Plato's Theory of the Soul". The Southern Journal of Philosophy. 59: 523–544
  135. Plato, Republic, Book 1, 353d. Translation found in Campbell 2021: 523. Arquivado em 2024-12-10 no Wayback Machine
  136. Frede, Dorothea. 1978. "The Final Proof of the Immortality of the Soul in Plato's Phaedo 102a–107a". Phronesis, 23.1: 27–41.
  137. Broadie, Sarah. 2001. "Soul and Body in Plato and Descartes." Proceedings of the Aristotelian Society 101: 295–308. Arquivado em 31 janeiro 2025 no Wayback Machine
  138. Aristotle. On The Soul. [S.l.: s.n.] p. 412b5
  139. Aristotle. Physics. [S.l.: s.n.] Book VIII, Chapter 5, pp. 256a5–22
  140. Aristotle. Nicomachean Ethics. [S.l.: s.n.] Book I, Chapter 7, pp. 1098a7–17
  141. Aristotle. Physics. [S.l.: s.n.] Book III, Chapter 1, pp. 201a10–25
  142. Aristotle (1 de dezembro de 2008). De Anima (em inglês). [S.l.]: Cosimo, Inc. ISBN 978-1-60520-432-1. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2025
  143. 1 2 Goetz, S. (2016) Soul. In Vocabulary for the stury of religion Brill
  144. Aristotle. On The Soul. [S.l.: s.n.] Book III, Chapter 5, pp. 430a24–25
  145. Shields, Christopher (2011). «supplement: The Active Mind of De Anima iii 5)». Aristotle's Psychology. [S.l.]: The Stanford Encyclopedia of Philosophy. Consultado em 12 de dezembro de 2013
  146. Smith, J. S. (Trans) (1973). Introduction to Aristotle. Chicago: University of Chicago Press. pp. 155–59
  147. Nahyan A.G. Fancy (2006), "Pulmonary Transit and Bodily Resurrection: The Interaction of Medicine, Philosophy and Religion in the Works of Ibn al-Nafīs (d. 1288)" Arquivado em 4 abril 2015 no Wayback Machine, pp. 209–10 (Electronic Theses and Dissertations, University of Notre Dame).
  148. «Arabic and Islamic Psychology and Philosophy of Mind». Stanford Encyclopedia of Philosophy. 29 de maio de 2012. Consultado em 18 de outubro de 2019. Cópia arquivada em 6 de março de 2023
  149. Groff, Peter (2022). Islamic Philosophy A-Z. Col: Philosophy A-Z PAZ. Edinburgh: Edinburgh University Press. ISBN 978-0-7486-2216-0
  150. Seyyed Hossein Nasr and Oliver Leaman (1996), History of Islamic Philosophy, p. 315, Routledge. ISBN 0-415-13159-6.
  151. Adamson, Peter, and Richard C. Taylor, eds. The Cambridge companion to Arabic philosophy. Cambridge University Press, 2004. p. 309.
  152. Nahyan A.G. Fancy (2006). Pulmonary Transit and Bodily Resurrection: The Interaction of Medicine, Philosophy and Religion in the Works of Ibn al-Nafīs (d. 1288). Electronic Theses and Dissertations, University of Notre Dame (Tese). University of Notre Dame. pp. 209–210. Cópia arquivada em 4 de abril de 2015
  153. 1 2 Pasnau, Robert (7 de dezembro de 2022). «Thomas Aquinas». Stanford Encyclopedia of Philosophy
  154. Aquinas, Thomas. «Whether there is knowledge in God». Cópia arquivada em 3 de março de 2026
  155. Aquinas, Thomas. «Does natural philosophy treat of what exists in motion and matter?». Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2025
  156. 1 2 Gennadius of Massilia. De Ecclesiasticis Dogmatibus. [S.l.: s.n.] canon XIV
    citado em
    Aquino, Tomás de (1920a) [1274]. Summa Theologica 🔗 (em inglês). [S.l.]: Fathers of the English Dominican Province. Pars I, Quaestio 118, Article 2. Consultado em 12 de junho de 2021. Cópia arquivada em 2 de junho de 2021 via newadvent.org
  157. Aquino, Tomás de (1920b) [1274]. Summa Theologica 🔗 (em inglês). [S.l.]: Fathers of the English Dominican Province. Pars I, Quaestio 76, Article 3. Consultado em 12 de junho de 2021. Cópia arquivada em 2 de junho de 2021 via newadvent.org
  158. Aquino, Tómas de (1920c) [1274]. Summa Theologica 🔗 (em inglês). [S.l.]: Fathers of the English Dominican Province. Pars I, Quaestio 76, Article 3. Consultado em 12 de junho de 2021. Cópia arquivada em 2 de junho de 2021 via newadvent.org
  159. Aquinas, Thomas. «Whether the soul exists in the whole body and in each of its parts». Cópia arquivada em 11 de fevereiro de 2026
  160. Aquinas, Thomas (1274). Summa Theologiae [All of Theology] (em latim). [S.l.: s.n.] I-I quaestio 76
    See also
    Klein, C. (1655). An anima sit tota in toto corpore, et tota in qualibet parte, disquisitio philosophica (em latim). [S.l.]: Goetschius. OCLC 253546381
  161. Pepe, Giovanni (19 de novembro de 2023). «Recenti Studii Su la Metafisica dell'anima». Rivista di Filosofia Neo-Scolastica. 11 (2): 167–194. JSTOR 43065579
  162. Aquinas, Thomas. Quaestiones Disputatae de Anima [Contested Issues Regarding the Soul] (em latim). [S.l.: s.n.] Consultado em 6 de novembro de 2023. Cópia arquivada em 6 de novembro de 2023. Augustinus dixit, in VI De Trinitate, quod anima est tota in toto corpore, et tota in qualibet parte eius.
  163. Bishop, Paul (2000). Synchronicity and Intellectual Intuition in Kant, Swedenborg, and Jung. Lewiston, NY: Edwin Mellen Press. pp. 262–267. ISBN 978-0-7734-7593-9
  164. 1 2 «Immanuel Kant». Internet Encyclopedia of Philosophy (em inglês). Consultado em 11 de abril de 2025. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
  165. «Dualism and Mind». Internet Encyclopedia of Philosophy (em inglês). Consultado em 17 de abril de 2025. Cópia arquivada em 29 de julho de 2026
  166. 1 2 Robinson, Howard (2023). «{{{titulo}}}». Stanford Encyclopedia of Philosophy (em inglês)
  167. 1 2 3 «Mental Causation». Internet Encyclopedia of Philosophy (em inglês). Consultado em 11 de abril de 2025. Cópia arquivada em 8 de junho de 2026
  168. «Physicalism». Stanford Encyclopedia of Philosophy. 2024
  169. "Pelo caminho para o qual Lange nos conduziu, ascendemos, portanto, da perspectiva agnóstico-crítica àquela mais elevada e revigorante de um idealismo profundo, abrangente e afirmativo." George Howison, p.171, second edition, "The limits of evolution, http://books.google.com/books?id=dg3wkAkfKQ4C&pg=PA171#v=onepage&q&f=false
  170. Herbert Callen, "Thermodynamics and an introduction to thermostatistics," second edition, p.461, "Apenas uma intuição inspirada, guiada pela fé na simplicidade da natureza, revelou de alguma forma a interação entre os conceitos de energia e entropia — mesmo na ausência de definições a priori ou de meios para medir qualquer um deles!" https://archive.org/details/herbert-b.-callen-thermodynamics-and-an-introduction-to-thermostatistics-wiley-1985_202201/page/461/mode/1up?view=theater
  171. p.17, George Howison, "The limits of evolution," second edition, http://books.google.com/books?id=dg3wkAkfKQ4C&pg=PA17#v=onepage&q&f=false
  172. 1 2 Sheets-Johnstone, Maxine (2003). «Death and immortality ideologies in Western philosophy». Continental Philosophy Review. 36 (3): 235–262. doi:10.1023/B:MAWO.0000003937.47171.a9
  173. Rank, Otto (1950). Psychology and the Soul: Otto Rank's Seelenglaube und Psychologie. Traduzido por Turner, William D. Philadelphia: University of Pennsylvania Press. p. 11. OCLC 928087
  174. Becker, Ernest (1973). The Denial of Death. New York: Simon & Schuster. ISBN 0-684-83240-2
  175. Goetz, Stewart, «Soul»Subscrição paga é requerida, Brill, Vocabulary for the Study of Religion Online (em inglês), doi:10.1163/9789004249707_vsr_COM_00000026, consultado em 11 de abril de 2025
  176. Alcock, James E. (1987). «Parapsychology: Science of the anomalous or search for the soul?»Subscrição paga é requerida. Behavioral and Brain Sciences (em inglês). 10 (4): 553–565. ISSN 1469-1825. doi:10.1017/S0140525X00054467. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
  177. MacDougall, Duncan (1907). «The Soul: Hypothesis Concerning Soul Substance Together with Experimental Evidence of the Existence of Such Substance». American Medicine. New Series. 2: 240–43
  178. «How much does the soul weigh?». Live Science. Dezembro de 2012. Cópia arquivada em 28 de abril de 2016
  179. Kruszelnicki, Karl (2006). Great Mythconceptions: The Science Behind the Myths. [S.l.]: Andrews McMeel Publishing. pp. 199–201. ISBN 9780740753640. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2025
  180. Roach, Mary (6 de setembro de 2012). Stiff: The Curious Lives of Human Cadavers. [S.l.]: Penguin. ISBN 978-0241965016
  181. Kruszelnicki, Karl (2006). Great Mythconceptions: The Science Behind the Myths (em inglês). [S.l.]: Andrews McMeel Publishing. ISBN 978-0-7407-5364-0. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2025
  182. Mikkelson, David (27 de outubro de 2003). «Was the Weight of a Human Soul Determined to Be 21 Grams?». Snopes (em inglês). Consultado em 16 de abril de 2025. Cópia arquivada em 10 de julho de 2026
  183. Park, Robert L. (2009). Superstition: Belief in the Age of Science. Princeton University Press. p. 90. ISBN 978-0-691-13355-3.
  184. Hood, Bruce. (2009). Supersense: From Superstition to Religion – The Brain Science of Belief. Constable. p. 165. ISBN 978-1-84901-030-6.

Ligações externas

[editar | editar código]
  • Soul - Catholic Encyclopedia