Neste
primeiro volume, os leitores serão
apresentados ao maior aventureiro
e herói científico
de todos os tempos: Tom Strong!
Auxiliado por um incrível
grupo formado pela sua esposa
Dhalua (a filha de um poderoso
chefe tribal), sua filha Tesla,
o gorila falante Rei Salomão
e o robô Pneuman, Tom enfrenta
todo tipo de ameaças do
passado, presente e futuro, desta
e de outras dimensões.
E
a galeria de vilões é
um show a parte: Paul Saveen, o
gênio dientífico que
vive enganando a própria
morte; os tecnologicamente superavançados
Aztecas de uma dimensão paralela;
o monstro pré-humano Pangea;
o Homem-Modular, que, antes de morrer,
transferiu sua mente para a internet;
e a supermulher Nazista Ingrid Weiss.
Muito diferente de “A Liga
Extraordinária”, este
primeiro volume de Tom Strong é
de uma leitura bastante simples,
com um ritmo cheio de ação,
bem ao estilo dos antigos filmes
e romances de aventura.
Nos
anos 20, 30 e 40, as bancas de jornais
dos EUA e de vários outros
países eram dominadas pelos
pulps! Livros publicados em papel
barato, com tiragens superiores
a trezentas mil cópias por
edição e trazendo
preços de capa baixíssimos,
eles eram uma grande opção
de divertimento para as massas empobrecidas
na época da Grande Depressão,
e chegaram a existir mais de 150
títulos simultaneamente.
Foram
nas páginas dos pulps que
surgiram alguns dos personagens
mais fantásticos e duradouros
do imaginário global, como
Doc Savage, um galante cientista
e aventureiro; o Sombra, um justiceiro
impiedoso e sombrio; Tarzan, o eterno
Rei das Selvas; o Aranha, um maquiavélico
defensor da justiça; e Zorro,
o mascarado defensor dos oprimidos.
A cada um ou dois meses, esses heróis
incorruptíveis salvavam o
mundo, sua cidade ou sua selva de
terríveis perigos, combatiam
alguns dos mais diabólicos
e nefastos vilões já
criados e sempre tiravam as mocinhas
dos maiores apuros.
Por
três décadas, os pulps
fizeram a alegria de milhões
de leitores, e deram a primeira
oportunidade de trabalho a centenas
de escritores que, mais tarde, se
tornariam mundialmente conhecidos,
como Raymond Chandler, H. P. Lovecraft
e Dashiell Hammett.
Infelizmente,
pouco a pouco, os pulps foram perdendo
seu espaço e desapareceram
totalmente, graças à
concorrência cada vez maior
do rádio, da TV, do cinema
e das histórias em quadrinhos.
Mas é inegável que
os pulps influenciaram muito do
que vemos hoje no universo dos quadrinhos.
E é reconhecendo e homenageando
o seu valor que foi criado o herói
Tom Strong!
Concebido
em 1999 para a linha America’s
Best Comics, o selo de
quadrinhos do genial Alan
Moore (aclamado roteirista de
A Liga Extraordinária),
o herói Tom Strong é
uma homenagem direta aos pulps e
suas tramas mirabolantes. Desde
as chamativas capas “retrô”
de cada edição, até
os impressionantes vilões,
Moore recria um mundo de perigos
surpreendentes, mulheres fatais,
viagens a outros mundos e perseguições
eletrizantes para toda uma nova
geração que é
jovem demais para conhecer as fantásticas
aventuras dos heróis do passado.
No
melhor estilo dos heróis
dos pulps, a história de
Tom Strong tem início quando
seus pais (ele um cientista, ela
uma mulher liberal) são os
únicos sobreviventes de um
naufrágio ao largo da misteriosa
ilha de Attabar Teru, no final do
século XIX. Alguns meses
após o acidente, o pequeno
Tom nasce na ilha e passa a ser
submetido por seu pai a uma série
de experimentos destinados a torná-lo
mais forte do que uma criança
normal, ter um cérebro privilegiado
e um tempo de vida mais longo que
a maioria dos seres humanos.
E
essas habilidades vêm bem
a calhar anos mais tarde, quando,
após uma grande tragédia,
o jovem parte da ilha para conhecer
o mundo. Envolvendo-se em grandes
aventuras na fabulosa cidade norte-americana
de Millennium City, Tom Strong transforma-se
numa lenda sem precedentes e é
aclamado como o maior herói
que já viveu.
Ao
lado de um grupo de aventureiros
dos quais fazem parte sua mulher
Dhalua; sua filha Tesla; o macaco
falante Salomão; e o robô
Pneuman, Tom Strong vive estonteantes
histórias no presente, no
passado e no futuro, indo a outros
mundos e dimensões, sempre
para salvar o mundo e para provar
que as HQs ainda são capazes
de proporcionar fortes emoções!
Ilustrado
por Chris Sprouse (de Supremo e
Legionários) e arte-finalizado
pelo veterano Al Gordon (de Liga
da Justiça), Tom Strong tornou-se
o título mais vendido da
America’s Best Comics e, também,
um dos mais premiados. Em 1999,
por exemplo, a história A
Origem de Tom Strong ganhou o cobiçado
e prestigiado Eisner Award como
Melhor História do Ano. E
isso foi só o começo!
Várias das aventuras seguintes
de Tom Strong continuaram a receber
os troféus Eisner, o prêmio
mais importante dos quadrinhos americanos,
e o independente Squiddy, conferido
pelos profissionais da área,
em várias categorias.

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