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Nômade digital

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(Redirecionado de Nomadismo digital)
BERJAYA
Nómada digital (nômade digital) a trabalhar num café no Vietname.

Um nómada digital (português europeu) ou nômade digital (português brasileiro) é um indivíduo que viaja livremente enquanto trabalha remotamente (teletrabalho), utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação, como a Internet. Estes indivíduos possuem, geralmente, poucos bens materiais e trabalham remotamente em alojamentos temporários, hotéis, cafés, bibliotecas públicas, espaços de coworking ou veículos de recreio, utilizando Wi-Fi, smartphones ou hotspots móveis para aceder à Internet.[1][2][3][4][5]

A maioria dos nómadas digitais (nômades digitais) descreve-se como programadores, criadores de conteúdo, designers ou desenvolvedores. Alguns nómadas digitais (nômades digitais) são viajantes perpétuos (perpetual traveler), enquanto outros mantêm este estilo de vida apenas por um curto período. Enquanto alguns nómadas (nômades) viajam por vários países, outros permanecem numa área específica, e alguns podem optar por viajar enquanto vivem num veículo, prática frequentemente conhecida como alojamento de furgão, alojamento de carrinha ou alojamento de combi (van-dwelling).[4][6][7]

Em 2023, existiam 17,3 milhões de nómadas digitais (nômades digitais) norte-americanos, um aumento de 131% em relação a 2019, e este número subiu para 18,1 milhões em 2024.[7][8][9]

BERJAYA
Uma Fiat Ducato com carroçaria adaptada, um veículo habitualmente utilizado pelos nómadas digitais (nômades digitais) como alojamento de furgão, alojamento de carrinha ou alojamento de combi (van-dwelling).

Etimologia

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Um dos primeiros nómadas digitais (nômades digitais) foi Steven K. Roberts, que de 1983 a 1991 percorreu mais de 16.000 quilómetros pelos Estados Unidos numa bicicleta reclinada computorizada equipada com rádio amador (indicativo de chamada N4RVE) e outros equipamentos (e-mail por satélite e sistema de pesquisa) que lhe permitiam conversar, digitar e trabalhar em movimento durante o dia, antes de acampar à noite. Roberts foi destacado na revista Popular Computing, que o apelidou de "nómada de alta tecnologia".[10][11][12]

O termo "nómada digital" ("nômade digital") começou a ser utilizado no início da década de 1990 para descrever um novo tipo de estilo de vida nómada e altamente tecnológico, possibilitado pelo crescimento das redes de computadores e pela popularização de dispositivos móveis como computadores portáteis, tablets e PDAs. No seu relato de viagem de 1992, "Exploring the Internet", Carl Malamud descreveu um "nómada digital" ("nômade digital") que "viaja pelo mundo com um computador portátil, instalando nós da FidoNet". Em 1993, a Random House publicou a série de guias "Guia do Nómada Digital", de Mitch Ratcliffe e Andrew Gore. Os guias, "PowerBook", "AT&T EO Personal Communicator" e "A Lei de Newton", usaram o termo "nómada digital" para se referirem à maior mobilidade e às tecnologias de comunicação e produtividade mais poderosas introduzidas pelos novos dispositivos móveis.[12][13][14]

Craig McCaw previu em 1993 que a união das telecomunicações e da computação criaria uma nova indústria nómada. Ao permitir que as pessoas conduzissem negócios a partir de qualquer local, a comunicação sem fios e os assistentes digitais facilitariam o regresso a um estilo de vida nómada, onde as pessoas se moviam como desejavam e levavam consigo o seu ambiente e os seus pertences.[13][14][15]

BERJAYA
Bansko Nomad Fest, uma conferência anual na Bulgária para os nómadas digitais (nômades digitais).

O livro de 1997, Digital Nomad, de Tsugio Makimoto e David Manners, utilizou o termo para descrever a forma como a tecnologia permite o regresso das sociedades a um estilo de vida nómada. Makimoto e Manners identificaram um estilo de vida emergente de "nómada digital", libertado pela tecnologia "das restrições da geografia e da distância". Uma das primeiras utilizações do termo nómadas digitais em investigação foi em 2006, no artigo Towards the Epistemology of digital nomads, de Patokorpi.[16][17][18]

No uso contemporâneo, o termo descreve amplamente uma categoria de profissionais altamente móveis e independentes de localização, capazes de viver e trabalhar remotamente a partir de qualquer parte do mundo com acesso à internet, devido à integração da tecnologia móvel no quotidiano e nos ambientes de trabalho.[1][19][20]

Desafios e impactos negativos

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Embora os nómadas digitais (nômades digitais) usufruam de vantagens em termos de liberdade e flexibilidade, reportam a solidão como a sua maior dificuldade, seguida pela síndrome de burnout. Os sentimentos de solidão são frequentemente um problema para os nómadas digitais, uma vez que o nomadismo exige frequentemente a liberdade de laços pessoais, como o casamento. A importância de desenvolver relações presenciais de qualidade tem sido enfatizada para manter a saúde mental dos trabalhadores remotos.[21][22][23]

Outros desafios incluem a manutenção de um seguro de saúde internacional com cobertura global, o cumprimento de diferentes leis locais, incluindo o pagamento de impostos obrigatórios e a obtenção de vistos de trabalho, e a manutenção de relações à distância com amigos e familiares nos seus países de origem. Os nómadas digitais também raramente têm acesso a benefícios de reforma (aposentadoria), seguro de desemprego ou férias remuneradas, e muitas vezes ganham menos do que ganhariam num emprego tradicional. Como muitos nómadas digitais recorrem a atividades como trabalhadores de plataformas digitais (gig worker) ou independentes ou autônomos (freelancers), as suas oportunidades de remuneração podem ser inconsistentes e esporádicas (uberização). Outros desafios podem incluir as diferenças de fuso horário, a dificuldade de encontrar uma ligação fiável à internet e a ausência de uma distinção clara entre tempo de trabalho e lazer.[24][4][25]

Existem alguns fatores que contribuem para a indefinição desta linha divisória; certos trabalhos remunerados podem ser vistos como lazer quando são prazerosos, mas muitas tarefas que envolvem viagens e obtenção de alojamento podem ser vistas como outro tipo de trabalho, mesmo que tradicionalmente se enquadrem na categoria de lazer. Outra questão enfrentada pelos nómadas digitais é a da mobilidade; um trabalhador viajante precisa de levar consigo todo o equipamento necessário enquanto se desloca de um lugar para outro, e é difícil para um nómada digital gerir os seus bens pessoais. De facto, muitos nómadas digitais não têm uma base fixa e, por isso, precisam de adotar um estilo de vida minimalista.[26][27][28][29]

Um impacto potencialmente negativo do nomadismo digital, que não afeta os próprios nómadas (nômades), é a gentrificação transnacional. Foram levantadas preocupações sobre a natureza da relação entre os nómadas digitais, que na sua maioria são do Norte Global, e os países para onde viajam, geralmente no Sul Global. O problema surge relativamente à concorrência desleal pela escassez de habitação (crise da habitação) entre os cidadãos habitantes nativos e os estrangeiros viajantes, bem como nas interações pessoais e no risco de dependência excessiva do turismo, gerando problemas de sobreturismo e turistificação. No entanto, o alcance exato e os impactos reais deste problema ainda não foram definidos pela investigação.[30]

Impacto da COVID-19

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Em 2020, um estudo revelou que 10,9 milhões de trabalhadores norte-americanos se autodenominavam nómadas digitais (nômades digitais), um aumento de 49% em relação a 2019. A principal razão para este rápido crescimento foi o encerramento de escritórios e a transição para o trabalho remoto devido à pandemia de COVID-19. Diversos países foram levados a oferecer novos programas de vistos e a alterar as suas políticas em relação aos trabalhadores estrangeiros, como resultado da pandemia.[31][32][33]

A pandemia teve um impacto maior, em termos de mobilidade, nos trabalhadores com empregos tradicionais do que nos trabalhadores independentes. Embora o número de trabalhadores independentes ou autônomos (freelancers) que vivem como nómadas digitais tenha aumentado ligeiramente em 2020, o número de trabalhadores tradicionais que mudaram o seu estilo de vida para viver como nómadas digitais quase duplicou, passando de 3,2 milhões de pessoas em 2019 para 6,3 milhões em 2020. Isto ocorreu porque muitos empregos tradicionais deixaram de exigir que os seus funcionários comparecessem fisicamente num escritório ou local fixo todos os dias, permitindo que muitas pessoas viajassem livremente enquanto continuavam a trabalhar.[31][32][33]

A maior parte deste aumento consistiu em trabalhadores da geração Millennial e da Geração Z, possivelmente devido, em parte, à sua menor preocupação com a COVID-19. Ao mesmo tempo, outro efeito da pandemia foi a capacidade limitada de viajar, particularmente através das fronteiras nacionais. Por esta razão, cada vez mais nómadas digitais (nômades digitais) optaram por permanecer nos seus países de origem, especialmente nos Estados Unidos. Viver como nómada digital implica, muitas vezes, viajar de áreas de alto custo (por exemplo, grandes cidades) para regiões mais baratas (no estrangeiro ou no país).[33][34][6]

Limites legais

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Muitos nómadas digitais (nômades digitais) preferem viajar com um visto de turismo (travel visa), que é mais fácil de obter do que um visto de trabalho, mas que, regra geral, não permite que o turista trabalhe durante a sua estadia. Diferentes países têm diferentes permissões em relação ao trabalho remoto (teletrabalho) para uma empresa sediada noutro país, colocando alguns nómadas digitais (nômades digitais) numa zona cinzenta legal. Alguns países introduziram vistos específicos para nómadas digitais (nômades digitais) para cobrir esta zona cinzenta, permitindo que os indivíduos permaneçam no país legalmente enquanto trabalham como independentes ou autônomos (freelancers) para empresas estrangeiras.[35]

Vistos para nómadas digitais (nômades digitais)

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Diversos programas de vistos em todo o mundo são direcionados para nómadas digitais (nômades digitais):[35]

Antígua e Barbuda

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Em 2020, a Antígua e Barbuda anunciou um visto para nómadas digitais chamado Residência Digital Nómada (Nomad Digital Residence, NDR). O visto permite que os nómadas digitais que trabalham para uma empresa fora de Antígua e Barbuda permaneçam no país durante dois anos.[36]

Argentina

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Em maio de 2022, o governo da Argentina anunciou a implementação de um visto temporário dirigido aos nómadas digitais. O visto é válido por seis meses e pode ser renovado por mais seis.[37][38][39]

Em janeiro de 2022, o Brasil introduziu o Visto de Nômades Digitais (VITEM XIV) através da Resolução Normativa n.º 45/2021 do CNIg (publicada no DOU em 24 de janeiro de 2022), tornando-se um dos primeiros países sul-americanos a oferecer um visto específico para trabalhadores remotos. O visto permite que estrangeiros empregados por empresas fora do Brasil residam no país durante um ano, renovável por mais um ano. Os candidatos devem demonstrar um rendimento mensal de pelo menos 1.500 dólares ou um saldo bancário disponível de 18.000 dólares, juntamente com um contrato de trabalho remoto, seguro de saúde válido no Brasil e um certificado de antecedentes criminais apostilado.[40][41][42]

Ilhas Caimão

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A 21 de outubro de 2020, as Ilhas Caimão lançaram o Programa Global Citizen Concierge. Os trabalhadores estrangeiros precisam de ter uma carta de emprego de uma entidade de fora das Ilhas Caimão e um salário mínimo de 100.000 dólares.[43]

Costa Rica

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A 11 de agosto de 2021, a Costa Rica aprovou uma lei que concede vistos aos nómadas digitais. A lei permite que os estrangeiros e as suas famílias vivam e trabalhem no país durante um ano, podendo o visto ser prorrogado até um ano. O visto exige que os estrangeiros tenham um rendimento superior a 3.000 dólares por mês. As famílias que solicitem o visto precisam de ter um rendimento superior a 5.000 dólares por mês.[44]

Em agosto de 2020, a Geórgia lançou um programa intitulado "Trabalho Remoto da Geórgia". De acordo com o programa, os cidadãos de 95 países podem viajar e trabalhar remotamente no país durante pelo menos 360 dias sem visto.[45]

Indonésia

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Em junho de 2022, a Indonésia anunciou planos para introduzir um visto para nómadas digitais que permitiria aos trabalhadores remotos viver no país sem pagar impostos durante cinco anos. O anúncio foi feito pelo Ministro do Turismo da Indonésia, Sandiaga Uno. Uno afirmou que espera trazer até 3,6 milhões de nómadas digitais para o país com este plano.[46]

Maurícia

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Em fevereiro de 2022, Maurícia anunciou que iria expandir o seu visto premium para nómadas digitais. O visto premium permite que os trabalhadores remotos permaneçam no país até um ano.[47]

Filipinas

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Em maio de 2023, as Filipinas anunciaram que iriam introduzir um visto de um ano para nómadas digitais.[48]

África do Sul

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Em março de 2022, a África do Sul anunciou que iria atualizar as suas leis de vistos para permitir que os nómadas digitais permanecessem no país por mais de 90 dias.[49]

Coreia do Sul

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Em janeiro de 2024, a Coreia do Sul anunciou que iria iniciar uma operação piloto de vistos de trabalho para nómadas digitais.[50]

Formosa (Taiwan)

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Em janeiro de 2025, a Formosa (Taiwan) iniciou um programa de "visto de turista para nómadas digitais". Para serem elegíveis para o visto de 180 dias, os candidatos devem ter cumprido os termos de um visto de nómada digital emitido por outro país, ser cidadãos de países elegíveis para entrada sem visto de 90 dias na Formosa (Taiwan) e apresentar o seu currículo e contrato de trabalho para análise. Além disso, os candidatos devem ter depósitos bancários com uma média de 10.000 dólares nos seis meses anteriores ao pedido de visto e cumprir os requisitos de rendimento com base na sua idade. Se tiverem entre 20 e 29 anos, os candidatos devem ter um salário anual de 20.000 dólares nos últimos dois anos. Os candidatos com 30 anos ou mais devem ter um salário anual de 40.000 dólares no mesmo período de dois anos.[51]

Tailândia

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O Visto de Destino Tailândia (Destination Thailand Visa, DTV) é um visto de longa duração criado pelo governo da Tailândia para indivíduos que trabalham remotamente, como trabalhadores independentes ou autônomos (freelancers) e em determinadas atividades culturais ou de "soft power". É emitido como um visto de múltiplas entradas com validade de cinco anos. Cada entrada permite uma estadia até 180 dias, com a opção de prorrogação por mais 180 dias. Os candidatos devem ter pelo menos 20 anos de idade e demonstrar um saldo mínimo de 500.000 Baht tailandeses em recursos financeiros para serem elegíveis.[52]

Emirados Árabes Unidos

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Em outubro de 2020, o emirado de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, lançou um programa de vistos que permite aos nómadas digitais e aos trabalhadores remotos permanecer no país durante um ano. Para se qualificarem, os trabalhadores estrangeiros necessitam de, pelo menos, 5.000 dólares de rendimento por mês e de uma carta que confirme o emprego.[53]

Outros países

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Outros países, como os Barbados, oferecem programas de vistos semelhantes para nómadas digitais. Alguns nómadas digitais utilizaram a autorização de residência da Alemanha para fins de trabalho como independentes ou autônomos (freelancers) para legalizar a sua estadia, mas os candidatos aprovados foram obrigados a provar primeiro que tinham uma ligação pessoal tangível com o país e motivos fortes para permanecer na Alemanha. O Canadá e o Reino Unido permitem explicitamente que os turistas isentos de visto (de países com isenção de visto) e com visto trabalhem remotamente, desde que o trabalho remoto (teletrabalho) não envolva clientes canadianos ou britânicos, respetivamente, e esse não seja o principal objetivo da sua estadia.[54][55][56][57]

Ver também

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Referências

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  2. «The Rise of the Digital Nomad»
  3. Nash, Caleece; Jarrahi, Mohammad Hossein; Sutherland, Will; Phillips, Gabriela (2018). Chowdhury, Gobinda; McLeod, Julie; Gillet, Val; Willett, Peter, eds. «Digital Nomads Beyond the Buzzword: Defining Digital Nomadic Work and Use of Digital Technologies». Cham: Springer International Publishing. Transforming Digital Worlds (em inglês): 207–217. ISBN 978-3-319-78105-1. doi:10.1007/978-3-319-78105-1_25
  4. 1 2 3 Nash, Caleece; Jarrahi, Mohammad Hossein; Sutherland, Will; Phillips, Gabriela (2018). Chowdhury, Gobinda; McLeod, Julie; Gillet, Val; Willett, Peter, eds. «Digital Nomads Beyond the Buzzword: Defining Digital Nomadic Work and Use of Digital Technologies». Cham: Springer International Publishing. Transforming Digital Worlds (em inglês): 207–217. ISBN 978-3-319-78105-1. doi:10.1007/978-3-319-78105-1_25
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