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Bye Bye Brasil

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(Redirecionado de Bye Bye Brazil)
Bye Bye Brasil
BERJAYA
Pôster promocional
Brasil
1979 cor •  105 min 
Génerocomédia
DireçãoCarlos Diegues
ProduçãoLuiz Carlos Barreto
Lucy Barreto
RoteiroCarlos Diegues
Leopoldo Serran
ElencoJosé Wilker
Bety Faria
Fábio Júnior
Zaira Zambelli
Príncipe Nabor
Jofre Soares
MúsicaChico Buarque
Roberto Menescal
Dominguinhos
CinematografiaLauro Escorel
Direção de arteAnísio Medeiros
EdiçãoMair Tavares
Companhia produtoraProduções Cinematográficas L. C. Barreto Ltda.
DistribuiçãoEmbrafilme
Idiomaportuguês

Bye Bye Brasil é um filme brasileiro de 1979 do gênero drama, dirigido e escrito por Carlos Diegues. No elenco estão presentes nomes como José Wilker, Betty Faria, Príncipe Nabor, Fábio Jr. e Zaira Zambelli.[1] A trama segue uma trupe de artistas mambembes, que rodam pelo interior do Brasil com a Caravana Rolidei. O mágico Lorde Cigano, a rainha da rumba Salomé e o homem-músculo Andorinha acabam chegando em uma cidade do interior do Nordeste, onde encontram o sanfoneiro Ciço junto de sua mulher grávida Dasdô. Os dois se juntam à trupe e seguem o caminhão para conhecer o país.[2]

Teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Cannes de 1980, em sua 33ª edição, onde competiu pela Palma de Ouro, prêmio de maior prestígio do festival.[3][4] No Festival de Cinema de Havana, recebeu os prêmios de Melhor Diretor, para Diegues, e o Prêmio Coral Especial de Gênero de Ficção. Bye Bye Brasil foi escolhido para representar o Brasil no Oscar de Melhor Filme Internacional de 1981, na 53.ª cerimônia da premiação, porém acabou não sendo indicado ao prêmio.[5][6][7]

Em novembro de 2015, o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos cem melhores filmes brasileiros de todos os tempos, atingindo a 18ª posição.[8]

Salomé, Lorde Cigano e Andorinha são três artistas de teatro mambembe que cruzam o país com a Caravana Rolidey, fazendo espetáculos em pequenas localidades do interior do Brasil, onde a população ainda não tinha acesso a televisão. A eles se juntam o acordeonista Ciço e sua esposa, Dasdô, com os quais a Caravana cruza a Amazônia pela rodovia Transamazônica até chegar a Altamira.[9]

Produção

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Produzido pela Produções Cinematográficas L. C. Barreto Ltda. foi rodado em cidades como Belém, Altamira, Maceió e Brasília, a equipe do longa viajou por cerca de 15 mil quilômetros para filmar o trajeto da caravana.[10] O roteiro de Diegues mescla e aponta as contradições entre o moderno e o tradicional na cultura brasileira.[2]

Trilha sonora

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Entre as músicas presentes na trilha sonora estão;

Recepção

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Adécio Moreira Jr em sua crítica para o Poses e Neuroses destacou: Depois que assisti ao filme Xica da Silva (1976), eu fiquei ainda mais atraído pelo cinema brasileiro que ia além das pornochanchadas características de um determinado período histórico. Com isso, fiz questão de apreciar mais um icônico trabalho de Carlos Diegues chamado Bye Bye Brasil, coincidentemente sua obra mais celebrada. Apesar de todo o ar lúdico, elementos sexuais encharcando a narrativa e muitas mímeses folclóricas, é possível ver ali uma importante reflexão de uma mudança social interessantíssima ocorrida no nosso país. A começar pelo título, estamos aqui não só numa fase de transição, mas também de abandono de fortes identidades para dar lugar a uma 'americanização' conceitual.[11]

Inácio Araujo para a Folha de S.Paulo disse que é um dos filmes mais marcantes do período final da ditadura.[12] Marcelo Müller do Papo de Cinmea escreveu: Bye Bye Brasil guarda significâncias densas, extraídas de suas paisagens geográfica, social e afetiva. Possui rara beleza, não apenas por expor (no bom sentido) o sofrido povo tupiniquim, mas, sobretudo por fazê-lo graciosamente, tomado da incorrigível esperança dessa gente que, a despeito de todas as evidências, crê num sol capaz de nunca mais se pôr.[13] Cassiano Terra Rodrigues do Correio Cidadania escreveu: Bye Bye Brasil é um filme de um país que está deixando de ser o que por muito tempo foi para se tornar não se sabe o quê. (...) É assim que [o filme] distancia-se do Cinema Novo. Na verdade, o filme oscila o tempo todo, propositalmente ambíguo, entre o compromisso social e histórico cinema-novista e as novas possibilidades inda incertas de sua própria época (a indefinição sempre caracterizou épocas de transição).[14]

Prêmios e indicações

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Competiu pelo prêmio máximo do Festival de Cinema de Cannes, a Palma de Ouro. Recebeu os prêmios de Melhor Diretor e o Prêmio Coral Especial de Gênero de Ficção, no Festival de Cinema de Havana. Ganhou também o Prêmio São Saruê - Federação de Cineclubes do Estado do Rio de Janeiro.[1] Ainda representou o Brasil na disputa pelo Oscar de Melhor Filme Internacional, apesar de não ter sido indicado.

Ver também

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Referências

  1. 1 2 «FILMOGRAFIA - BYE BYE BRASIL». bases.cinemateca.gov.br. Consultado em 19 de abril de 2026
  2. 1 2 BYE Bye Brasil. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/123462-bye-bye-brasil. Acesso em: 19 de abril de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
  3. «Festival de Cannes 1980». Festival de Cannes. Consultado em 19 de abril de 2026
  4. «BYE BYE BRASIL Carlos DIEGUES». Festival de Cannes. Consultado em 19 de abril de 2026
  5. «Desde 1960, relembre filmes que tentaram vaga brasileira no Oscar». G1. 12 de setembro de 2016. Consultado em 19 de abril de 2026
  6. «Bye Bye Brasil disputa Oscar». Biblioteca Nacional Digital. Correio Braziliense (N.º 6.563): 12. 1 de fevereiro de 1981. Consultado em 19 de abril de 2026
  7. «Fellini é a grande atração». Biblioteca Nacional Digital. A Tribuna (Ano LXXXVII, n.º 332): 27. 22 de fevereiro de 1981. Consultado em 19 de abril de 2026
  8. André Dib (27 de novembro de 2015). «Abraccine organiza ranking dos 100 melhores filmes brasileiros». Abraccine. abraccine.org. Consultado em 26 de outubro de 2016
  9. «Bye Bye Brasil (1979)». carlosdiegues.com.br. Consultado em 12 de maio de 2013
  10. «Bye bye Brasil». Instituto Moreira Salles. Consultado em 19 de abril de 2026
  11. Adécio Moreira Jr (21 de junho de 2014). «Bye Bye Brasil». poseseneuroses.com.br. Consultado em 22 de outubro de 2016
  12. Inácio Araujo (22 de dezembro de 2014). «Crítica: 'Bye Bye Brasil' é dos melhores filmes feitos por Cacá Diegues». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 22 de outubro de 2016
  13. Marcelo Müller (22 de maio de 2012). «Bye Bye Brasil». www.papodecinema.com.br. Consultado em 22 de outubro de 2016
  14. Cassiano Terra Rodrigues (11 de junho de 2012). «Sob o signo da ambigüidade (ainda Bye Bye Brazil)». www.correiocidadania.com.br. Consultado em 22 de outubro de 2016