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Broker

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O termo inglês broker (derivado do francês antigo broceur, 'pequeno comerciante'[1]), também designado intermediário, designa uma pessoa física ou jurídica ou, ainda, um grupo de pessoas que atua como intermediário nas transações entre um comprador e um vendedor, recebendo uma comissão quando o negócio é concluído.

O broker, seja um indivíduo ou empresa, é um corretor. Nos mercados financeiros, atua na intermediação da compra e venda de valores mobiliários, mediante o pagamento de comissão. No mercado securitário, atua na venda de seguros. No mercado imobiliário, o broker atua na venda, compra ou locação de imóveis.

No setor de transportes marítimos, existem brokers (indivíduos ou empresas, chamadas, em inglês, brokerage houses) especializados em intermediar afretamento,[2] atuando na ligação entre armadores e afretadores. Em sua maioria, eles se especializam em representar os remetentes da carga ou os proprietários do navio, recebendo a denominação de cargo brokers (também chartering brokers ou freight brokers) [3]ou ship brokers, respectivamente. [4]

O termo broker também pode designar uma empresa ou indivíduo que presta serviços à indústria, cuidando das vendas, promoções, merchandising, pesquisas de mercado, créditos e cobrança, armazenamento e distribuição às lojas de varejo. [5]Nos Estados Unidos, onde o conceito surgiu na década de 1980, o broker foi também denominado "agentes de vendas". O repertório de serviços oferecidos evoluiu para além da venda em nome da indústria propriamente dita, passando a incluir o acompanhamento do giro de estoques e a demanda dos produtos nas lojas de varejo, merchandising, pesquisa de mercado, responsabilidade financeira, armazenamento, CRM, cross docking, distribuição e pós-vendas. O conhecimento adquirido do mercado e do "cliente" passou a determinar sua atuação e ser fundamental para o avanço das vendas no varejo e para o fortalecimento das marcas oferecidas. Abre-se então espaço para o broker ter participação decisiva na indicação do mix adequado, do tamanho dos estoques, no estabelecimento de promoções e no gerenciamento por categoria de produtos. Assim, a indústria pode dedicar-se mais ao seu core business, deixando a área de vendas nas mãos de um especialista. [6][7]Por outro lado, ao usar o broker, a indústria transforma o custo fixo de sua equipe de vendas em custo variável, pois esses agentes de vendas recebem comissões sobre os negócios efetivados.

Corretor de criptomoedas

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No Brasil, os corretores de criptomoedas,[8] como são chamados no meio comercial, ou traders de ativos virtuais,[9] como os classifica o Congresso brasileiro, ou mesmo «bolsas», segundo a classificação da Receita Federal do Brasil, ainda não são regulados por nenhum órgão ou entidade governamental.

A troca de moedas digitais pode ser tanto um negócio físico quanto exclusivamente online. Na forma física, troca métodos de pagamento tradicionais por moedas digitais. Na forma online, troca dinheiro transferido eletronicamente por moedas digitais. As casas de câmbio de moedas digitais frequentemente operam fora dos países ocidentais para evitar regulamentação e perseguição.[10][11][12][13] No entanto, elas trabalham com moedas fiduciárias ocidentais e mantêm contas bancárias em vários países para facilitar depósitos em diferentes moedas nacionais. As casas de câmbio podem aceitar pagamentos por cartão de crédito, transferências bancárias ou outras formas de pagamento em troca de moedas digitais ou criptomoedas. Ao escolher um corretor de criptomoedas, as comissões de negociação têm impacto significativo no resultado final, especialmente para quem compra e vende com frequência. Mesmo pequenas variações nas comissões de operações à vista e em futuros podem afetar substancialmente os lucros no longo prazo.[14]

As bolsas podem enviar criptomoedas para a carteira pessoal do usuário.[15][16][17] Algumas podem converter saldos de moeda digital em cartões pré-pagos anônimos,[18][19] que podem ser usados para saques em caixas eletrônicos em todo o mundo, enquanto outras moedas digitais são lastreadas por bens reais, como ouro.

Os criadores de moedas digitais, via de regra, são independentes da bolsa de moedas digitais que fornece a negociação dessa moeda. Em um dos tipos de sistemas, os provedores de moedas digitais (DCP) são empresas que mantêm e gerem as contas de seus clientes, mas normalmente não emitem a moeda digital diretamente para esses clientes. Os clientes compram ou vendem moeda digital nas bolsas de moedas digitais, que transferem a moeda digital para a conta DCP do cliente ou dessa conta. Algumas bolsas são subsidiárias de DCP, mas muitas são empresas juridicamente independentes. O valor nominal dos fundos mantidos nas contas DCP pode estar em moeda real ou fictícia.

Referências

  1. Online Etymology Dictionary:"broker".
  2. Quantitative Methods in Shipping: a survey of current use and future trends. Por Evangelos F. Magirou, Harilaos N. Psaraftis e Nikolaos M. Christodoulakis. Athens University of Economics and Business. Atenas, abril de 1992
  3. How to Start a Freight Brokerage Business
  4. Transport Broker. Maritimeknowhow.com
  5. Broker a nova realidade
  6. Broker: Novo Aliado das Lojas Independentes
  7. Seadi, Glória Márcia Sastre Broker : análise crítica de seu funcionamento para a melhoria dos canais de distribuição. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Engenharia, 2004
  8. «Banco Central do Brasil». www.bcb.gov.br. Consultado em 29 de março de 2026
  9. «PL 4401/2021». www25.senado.leg.br. Consultado em 29 de março de 2026
  10. «Global Cryptocurrency Regulations: A Guide to Key Countries». www.investopedia.com. Consultado em 29 de março de 2026
  11. «Blockchain & Cryptocurrency Laws 2026». www.globallegalinsights.com. Consultado em 29 de março de 2026
  12. «Cryptocurrency Laws». alpenpartners.com. Consultado em 29 de março de 2026
  13. «The Regulation of Cryptocurrencies to Combat Money Laundering: A South African Perspective». journals.co.za. Consultado em 29 de março de 2026
  14. «Melhores Corretoras de Criptomoedas no Brasil – Ranking Atualizado». fincompara.com.br. Consultado em 29 de março de 2026
  15. «How to Transfer Crypto Between Wallets and Exchanges». emcd.io. Consultado em 29 de março de 2026
  16. «Understanding the Difference Between Cryptocurrency Exchanges and Wallets». www.suissebank.com. Consultado em 29 de março de 2026
  17. «How to Transfer Crypto from an Exchange to a Self-Custody Wallet». blog.uniswap.org. Consultado em 29 de março de 2026
  18. «Encrypter White Paper» (PDF). static.coinpaprika.com. Consultado em 29 de março de 2026
  19. «Marketing, Entrepreneurship, India. Updated daily.». rajeshjain.com. Consultado em 29 de março de 2026
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