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Hacker

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Hack)
BERJAYA Nota: "Hack" redireciona para este artigo. Este artigo é sobre indivíduo que modifica internamente os dispositivos tecnológicos e programas computacionais. Para o álbum da banda Information Society, veja Hack (álbum). Para outros significados, veja Hacker (desambiguação).
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Al Sheedakim, um hacker

Em informática, hacker[1] (AFI: /ʁakɚɹ/[2] ˈhæk,ər)[3][4] é um indivíduo altamente dedicado a conhecer/modificar os aspectos mais internos de dispositivos tecnológicos, programas computacionais e, redes de computadores.[5] Hackers podem ser motivados por uma infinidade de razões — como lucro, protesto, vaidade, curiosidade, patriotismo, espírito competitivo, coleta de informações,[6] recreação[7] ou para avaliar as vulnerabilidades do sistema e auxiliar na defesas contra invasões em potencial. Hackers que usam seu conhecimento para fins ilegais são chamados crackers.[8] Um hacker frequentemente obtém soluções e efeitos extraordinários que extrapolam os limites do funcionamento "normal" dos sistemas, como previstos pelos seus criadores; incluindo, por exemplo, contornar as barreiras que deveriam impedir o controle de certos sistemas e conseguir acesso a certos dados confidenciais ou privados.[9]

O termo "háquer" é importado da língua inglesa é aportuguesado como ráquer, ou traduzido como decifrador (termo introduzido no Brasil na década de 2000 por empresas de informática.)[10] Os verbos "hackear" e "raquear" normalmente descrevem modificações/manipulações de sistemas computacionais, desde sistemas operacionais, softwares, bancos de dados e jogos eletrônicos[11]

Muitos hackers compartilham informações e colaboram em projetos comuns, incluindo congressos de ativismo e ciberativismo, muitas vezes esses eventos são ligados com a criação de software livre, constituindo uma comunidade hacker com cultura, ideologia e motivações específicas. Outros trabalham para empresas, agências governamentais ou por conta própria. Hackers foram responsáveis por várias inovações importantes na computação, incluindo a linguagem de programação C e o sistema operacional Unix (Kernighan e Ritchie), o editor de texto emacs (Stallman), o sistema GNU/Linux (Stallman e Torvalds) e o indexador Google (Page e Brin). Hackers também revelaram muitas fragilidades em sistemas de criptografia e segurança, como urnas digitais (Gonggrijp e Haldeman), engenharia reversa, bloqueio de telefones celulares e etc.

Etimologia

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Bruce Sterling, autor de The Hacker Crackdown

Na língua inglesa, a palavra deriva do verbo to hack, que significa "cortar grosseiramente", como um machado ou um facão. Usado como substantivo, hack significa "gambiarra" — uma solução improvisada, mais ou menos original ou engenhosa.[12]

O termo foi apropriado pelos modelistas de trens do Tech Model Railroad Club na década de 1950 para descrever as modificações que faziam nos relês eletrônicos de controle dos trens. Na década de 1960, esse termo passou a ser usado por programadores para indicar truques mais ou menos engenhosos de programação, como usando recursos obscuros do computador. Também foi usado por volta dessa época para manipulações dos aparelhos telefônicos com a finalidade de se fazer chamadas grátis.

O termo, pronunciado "háquer" com "h" expirado, é importado da língua inglesa e tem sido traduzido como decifrador — embora esta palavra tenha outro sentido — ou aportuguesado para ráquer.[13] Os verbos "hackear" e "raquear" costumam ser usados para descrever modificações e manipulações não triviais ou não autorizadas em sistemas de computação.

O termo "decifrador" foi introduzido na década de 2000 por empresas de informática no Brasil, incluindo Microsoft, IBM e Google.[10]

Controvérsia sobre o nome

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Há uma longa controvérsia sobre o verdadeiro significado do termo. Nesta controvérsia, o termo hacker é reivindicado por programadores de computador que argumentam que a palavra se refere simplesmente a alguém com um entendimento avançado de computação[14] e que cracker é o termo mais apropriado para quem invade sistemas ou computadores, seja um cibercriminoso (chapéus pretos) ou um especialista em segurança de computadores (chapéus brancos).[15][16] Um artigo de 2014 concluiu que "o significado do chapéu preto ainda prevalece entre o público em geral".[17]

Por volta de 1990, com a popularização da internet fora das universidades e dos centros de pesquisa, alguns hackers passaram a usar seus conhecimentos para invadir computadores alheios. Por exemplo, em 1988, o estudante Robert Tappan Morris tirou proveito de uma falha pouco conhecida no protocolo de correio eletrônico Simple Mail Transfer Protocol para criar o primeiro "verme" da internet, um malware que invadiu milhares de computadores de maneira autônoma, os danos deste ataque chegaram a cem mil dólares.[18]

Mesmo quando efetuadas apenas por diversão, estas invasões causavam grandes transtornos aos administradores e usuários dos sistemas. Como os invasores eram hackers, o termo adquiriu uma conotação negativa. Para diversas pessoas, hacker passou a significar "invasor de sistemas alheios". Muitos hackers honestos se ressentiram desta mudança de sentido:

Como parte deste esforço, hackers honestos propuseram o termo "cracker" para os seus colegas maliciosos. Em 2012, o sentido pejorativo de hacker ainda persiste entre o público leigo.[19] Enquanto muitos hackers honestos usam esse nome com orgulho, outros preferem ser chamados de especialistas em segurança de dados, analistas de sistema ou outros títulos similares.

Ética e legalidade

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Autorização e consentimento

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Antes de um teste de segurança profissional, as regras de engajamento geralmente especificam as atividades autorizadas e seus limites.[20] Uma política pública de divulgação de vulnerabilidades autoriza pesquisas independentes apenas nos sistemas e pelos métodos cobertos por seus termos.[21] A política do Departamento de Justiça dos Estados Unidos permite apenas os testes necessários para confirmar uma vulnerabilidade. Ela proíbe a remoção de dados ou a manutenção do acesso após os testes. Os pesquisadores não podem obter privilégios mais elevados, avançar para sistemas conectados, instalar malware ou interromper serviços.[21] Espera-se que qualquer pessoa incerta sobre se um alvo ou método está coberto busque esclarecimentos antes de prosseguir.[21]

A permissão concedida por uma organização não se estende a sistemas, informações ou serviços controlados por terceiros. O cumprimento de uma política de divulgação também não exonera de violações legais não relacionadas.[21] Nos Estados Unidos, a política de acusação do Departamento de Justiça orienta os procuradores federais a declinar da acusação sob a Lei de Fraude e Abuso de Computadores (Computer Fraud and Abuse Act) quando as evidências demonstrarem a intenção de realizar pesquisas de segurança em boa-fé.[22] A política define isso como testar, investigar ou corrigir uma falha de segurança de modo projetado para evitar danos e usar as descobertas principalmente para melhorar a segurança ou a proteção jurídica e operacional.[22] A política é uma orientação interna para procuradores federais, não criando direito legal exigível por um pesquisador.[22]

Divulgação de vulnerabilidades

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Na divulgação coordenada de vulnerabilidades, quem descobre uma falha de segurança a relata e trabalha em conjunto com fornecedores, coordenadores ou outras partes afetadas antes da publicação.[23] Após a descoberta e o relato, o destinatário confirma e prioriza a falha. A correção e a divulgação pública acontecem em seguida, juntamente com o lançamento de uma solução ou outra medida de proteção.[24] O relatório deve identificar o produto ou a configuração afetada e explicar o impacto potencial. Deve também fornecer as etapas para reproduzir a falha e apresentar evidências ou uma demonstração funcional.[25][21] O destinatário decide então a urgência com que a vulnerabilidade confirmada deve ser tratada.[24]

A remediação elimina a vulnerabilidade. A mitigação reduz seus efeitos sem eliminar a falha subjacente.[26] Uma correção confiável pode exigir tempo para ser desenvolvida e testada, especialmente quando o código vulnerável é reutilizado em vários produtos ou fornecido por outro fabricante.[26] A política de divulgação do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos orienta os pesquisadores a interromper os testes após confirmar uma falha ou encontrar dados sensíveis. Solicita também que deem tempo para a remediação antes de publicar detalhes técnicos.[27] Sob o modelo do CERT/CC, as fases posteriores incluem aviso público, publicação da vulnerabilidade e do plano de remediação, e implantação da correção ou mitigação.[24]

Liberdade de informação e propriedade intelectual

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Os direitos autorais geralmente protegem a expressão de um programa de computador, mas não protegem suas ideias, procedimentos, métodos de operação ou conceitos matemáticos.[28] Na União Europeia, os detentores dos direitos autorais controlam a reprodução, alteração e distribuição pública de programas de computador, ressalvadas as exceções previstas em lei.[29] As licenças de software livre concedem aos usuários a liberdade de executar, estudar, modificar, copiar e redistribuir programas.[30] Licenças com copyleft exigem que as versões redistribuídas preservem essas liberdades. O software livre também pode utilizar licenças que não possuem essa exigência.[30]

A legislação da União Europeia permite que os usuários observem e testem softwares em algumas circunstâncias.[29] Um usuário legítimo também pode traduzir partes necessárias do código compilado para outra forma quando isso for essencial para fazer um programa criado de forma independente funcionar com outros softwares, desde que a informação não esteja disponível de outra forma.[29] As informações obtidas sob essa exceção não podem ser usadas para fins não relacionados ou compartilhadas, exceto conforme necessário para a interoperabilidade. Também não podem ser usadas para produzir um programa substancialmente semelhante que viole direitos autorais.[29] A diretiva exige reparações legais contra a comercialização de ferramentas destinadas exclusivamente a burlar proteções técnicas em software.[29]

Classificações

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Vários subgrupos do submundo do computador com atitudes diferentes usam termos diferentes para se distinguirem uns dos outros ou tentam excluir algum grupo específico com o qual não concordam.

Eric Steven Raymond, autor do livro "New Hacker's Dictionary" (do inglês O Novo Dicionário do Hacker),[31] defende que os membros do submundo do computador devem ser chamados de crackers. No entanto, essas pessoas se veem como hackers e até tentam incluir as visões de Raymond no que elas veem como uma cultura hacker mais ampla, uma visão que Raymond rejeitou duramente. Em vez de uma divisão entre um hacker e um cracker, eles enfatizam um espectro de categorias diferentes: chapéu branco, chapéu cinza, chapéu preto e script kiddie. Em contraste com Raymond, eles geralmente reservam o termo cracker para atividades mais maliciosas.[32]

De acordo com Ralph D. Clifford, um cracker ou cracking é "obter acesso não autorizado a um computador a fim de cometer outro crime, como destruir informações contidas nesse sistema".[33] Esses subgrupos também podem ser definidos pelo status legal de suas atividades.[34]

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Um "símbolo hacker" proposto por Eric S. Raymond

Muitos hackers/crackers de computadores costumam utilizar um conjunto de termos e conceitos específicos. Na década de 1980, esse jargão foi coletado em um arquivo, The Jargon File,[9][35] posteriormente ampliado e editado por Eric Raymond em forma de livro.[9][31]

O jargão hacker inclui termos para designar várias categorias:

  • White hat ("chapéu branco"):[8] é um hacker que estuda sistemas de computação à procura de falhas na sua segurança, respeitando a ética hacker. Ao encontrar uma falha, o white hat normalmente a comunica em primeiro lugar aos responsáveis pelo sistema para que tomem as medidas cabíveis. Muitos white hat desenvolvem suas pesquisas como professores de universidade ou empregados de empresas de informática.
  • Black hat ("chapéu preto"):[8] é sinônimo de cracker, um hacker que não respeita a ética hacker e usa seu conhecimento para fins criminosos.
  • Grey hat ("chapéu cinza"):[8] é um hacker intermediário entre white hat e black hat. Por exemplo, um gray hat invade sistemas por diversão, mas evita causar danos sérios e não copia dados confidenciais.[36]
  • Elite hacker ("hacker de elite"): é uma reverência dada apenas aos hackers exímios, o que se constitui como um elevado status dentro da comunidade hacker.
  • Newbie ("novato"): muitas vezes abreviado como "NB", é o termo usado em sentido pejorativo para designar um hacker principiante.
  • Blue hat ("chapéu azul"): é um hacker contratado por empresas para encontrar vulnerabilidades em seus sistemas antes dos lançamentos.[37]
  • Lammer ou Lamer ("inepto"):[38] ou então script kiddie ("moleque de script"), é alguém que se considera hacker, mas é pouco competente e usa ferramentas de crackers para demonstrar seu suposto poder.
  • Phreaker (combinação de phone com freak, que significa "maluco"): é um hacker especializado em telefonia, seja móvel ou fixa.
  • Hacktivist ou "hacktivista": é um hacker que se envolve em ciberterrorismo ou usa suas habilidades para ajudar causas sociais, políticas, ideológicas ou religiosas.
  • Nation States Professionals ("hackers a serviço do Estado"): são hackers contratados por governos e/ou agências de inteligência estatais, bem como unidades específicas de guerra cibernética. Com um grande poderio computacional ao seu dispor, os Nation States Professionals visam atacar virtualmente serviços, setores financeiros, infraestruturas tanto militares quanto civis, etc.[39]

A subcultura que evoluiu em torno dos hackers é muitas vezes referida como o computação subterrânea/obscura (do inglês: computer underground).[40]

Imagem pública e representação

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Nos meios de comunicação e no discurso público

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Um usuário de laptop encapuzado contra um fundo de código verde, um estereótipo comum da mídia sobre um hacker.

A cobertura jornalística utiliza frequentemente o termo hacker para se referir a um intruso não autorizado e associa a palavra a crimes de informática, ameaças à segurança e interrupções de serviço.[41] Em cinco jornais dos Estados Unidos analisados durante o ano anterior e o ano posterior aos atentados de 11 de setembro, as reportagens enquadraram cada vez mais os hackers como possíveis ciberterroristas. A cobertura anterior tratava-os mais frequentemente como criminosos de informática comuns.[41] As motivações recebiam pouca atenção, a menos que o artigo traçasse o perfil de um hacker. As reportagens também confundiam hacktivismo e ciberterrorismo, embora as condutas não envolvessem os mesmos objetivos ou o mesmo nível de dano.[41]

A política nacional também afeta as retratações dos hackers. Uma comparação entre o China Daily e o The New York Times entre 2001 e 2020 revelou que ambos os jornais atribuíam aos Estados um papel de destaque na cobertura sobre hackers.[42] Cada veículo enquadrava as acusações e os governos estrangeiros a partir de sua própria perspectiva nacional e política.[42] As referências positivas tornaram-se mais comuns ao longo do tempo, particularmente na cobertura de hackers éticos e no trabalho de segurança defensiva. No entanto, as associações com atividades hostis permaneceram.[42]

Reportagens visuais mostram frequentemente hackers em salas escuras, com rostos ocultos, roupas com capuz, máscaras ou telas cheias de códigos.[43] O autor James Shires descreve essa iconografia como "cyber-noir": a segurança digital aparece como um mundo oculto e moralmente incerto, no qual ameaças anônimas e especialistas podem usar métodos semelhantes para fins diferentes.[43]

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Os personagens hackers em filmes, na televisão e em jogos eletrônicos mudaram ao longo do tempo.[44] Na década de 1980, o filme WarGames (1983) e os primeiros jogos sobre hacking retratavam jovens talentosos, mas socialmente isolados, que acessavam sistemas poderosos a partir de seus computadores pessoais e se viam envolvidos em eventos além do cotidiano.[44] Na década de 1990, Hackers (1995) apresentou o hacker como um rebelde subcultural estiloso. Já The Matrix (1999) transformou essa figura em um herói que resiste a um sistema digital opressor.[44]

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Elliot Alderson, protagonista Hacker da série Mr.Robot, interpretado pelo ator Rami Malek.

Filmes posteriores, como Swordfish (2001) e Blackhat (2015), inseriram os hackers em histórias sobre terrorismo, vigilância, cibercrime e conflitos internacionais. Seus hackers podiam ser infratores perigosos, aliados necessários ou ambos.[44] A série de televisão Mr. Robot (2015–2019) retomou o hacker socialmente alienado, mas conferiu ao personagem maior profundidade psicológica. Ela conectou o hacking a transtornos mentais, vigilância, poder corporativo, revolta política e às consequências pessoais da ação técnica.[44] A série utilizou ferramentas reconhecíveis e métodos plausíveis de ataque em vez de apresentar cada invasão como um espetáculo visual fantasioso.[44]

Muitas retratações na tela diferem acentuadamente das práticas reais de hacking.[45] Em uma amostra de 50 cenas de filmes e séries lançados entre 2010 e 2022, os ataques eram concluídos rapidamente e obtinham sucesso em taxas incomuns. O processo técnico geralmente ficava oculto sob uma "caixa-preta" simplificada.[45] Os jogos eletrônicos permitem que os jogadores realizem invasões simplificadas e escolham alvos ou ferramentas. Os jogadores podem assumir o papel de um criminoso, mercenário, ativista ou defensor.[44]

Indivíduos e grupos hackers famosos

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Fancy Bear — também conhecido como APT28, Pawn Storm, Sofacy Group, Sednit e STRONTIUM — é um grupo de espionagem cibernética. A firma de segurança cibernética CrowdStrike disse, com um nível médio de confiança, que está associada à agência de inteligência militar russa GRU. As empresas de segurança SecureWorks, ThreatConnect e Mandiant, de Fireeye, também disseram que o grupo é patrocinado pelo governo russo.[46]

Steve Wozniak — conhecido como "Woz", é um dos nomes mais importantes da história da computação moderna. Nascido em 1950, nos Estados Unidos, ele sempre teve interesse por eletrônica e costumava construir seus próprios aparelhos ainda na adolescência. Em 1976, junto com Steve Jobs e Ronald Wayne, fundou a Apple. Wozniak foi o responsável por projetar os primeiros computadores da empresa, como o Apple I e o Apple II, máquinas que ajudaram a popularizar o computador pessoal em todo o mundo.[47]

Ver também

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Referências

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  2. Dicionário escolar da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 2ª edição. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 2008. p. 657.
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  4. «Transcrição fonética de palavras online.». Easy Pronunciation. Consultado em 12 de dezembro de 2024. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2025
  5. «What Is a Hacker?». Cisco (em inglês). Consultado em 1 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 2 de julho de 2026
  6. Winkler, Ira (18 de março de 2005). Spies Among Us: How to Stop the Spies, Terrorists, Hackers, and Criminals You Don't Even Know You Encounter Every Day (em inglês). [S.l.]: John Wiley & Sons. ISBN 9780764589904. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025
  7. Sterling, Bruce (1993). «Part 2(d)». The Hacker Crackdown, Law and Disorder on the Electronic Frontier. McLean, Virginia: IndyPublish.com. p. 61. ISBN 9781504063098
  8. 1 2 3 4 «Entenda o que é um 'hacker' e a diferença para 'cracker'». G1. 18 de agosto de 2023. Consultado em 12 de dezembro de 2024. Cópia arquivada em 21 de janeiro de 2026
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  11. Willians, Sam. «The Etymology of Hackers | HackerNoon». hackernoon.com (em inglês). Consultado em 1 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2025
  12. «Hack - Etymology, Origin & Meaning». etymonline (em inglês). Consultado em 1 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 11 de julho de 2026
  13. Entenda sobre os Hackers, Dicas em geral, acessado em 11 de outubro de 2011
  14. Steele Jr, Guy L.; Woods, Donald R. «The Hacker's Dictionary, a Guide to the World of Computer Wizards». jargon-file.org. Consultado em 23 de maio de 2013. Cópia arquivada em 3 de junho de 2026
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  16. Raymond, Eric S. «Jargon File: Cracker». Cópia arquivada em 8 de julho de 2026. Coined ca. 1985 by hackers in defense against journalistic misuse of hacker
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  18. «The Morris Worm». Federal Bureau of Investigation (em inglês). Consultado em 1 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 30 de maio de 2026
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  45. «Por que o FBI recomendou usuários de internet do mundo todo a reiniciar o roteador». G1. Cópia arquivada em 11 de março de 2026
  46. Hosch, Willian. «Steve Wozniak - Biography». Brittanica. Cópia arquivada em 18 de maio de 2026

Ligações externas

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  • The Anthropology of Hackers, por Gabriella Coleman. The Atlantic, 21 de setembro de 2010. O artigo analisa a ética de colaboração e das instituições online, assim como o papel da mídia digital no apoio a várias formas de ativismo político.
  • «Jargon's File original» (em inglês) 
  • GrayHat, fórum dedicado a discussões e estudos sobre tecnologia, SEO, hacking e de segurança em geral.